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E. F. Central de
Pernambuco (1895-1904)
Great Western (1904-1950)
Rede Ferroviária do Nordeste (1950-1975)
RFFSA (1975-1996) |
GONÇALVES
FERREIRA
Município de Caruaru, PE |
| Linha Centro - km 126 (1960) |
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PE-3232 |
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Inauguração: 01.12.1895 |
| Uso atual: demolida |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: A Estrada
de Ferro Central de Pernambuco foi aberta em 1885, de Recife a Jaboatão,
pela Great Western do Brasil, empresa inglesa que mais tarde viria
a incorporar quase todas as ferrovias de Pernambuco, estendendo-se
pelos Estados limítrofes. Aos poucos, a linha foi sendo estendida,
somente chegando ao seu extremo, em Salgueiro, no ano de 1963, sem
se entroncar com linha alguma na região. Antes disso, em 1950,
a União incorporou a rede da Great Western, que passou a se
chamar Rede Ferroviária do Nordeste. A EFCP passou a se chamar
Linha Centro. Esta linha, que como toda a RFN passou a ser controlada
pela RFFSA a partir de 1957, passou a ser operada por esta a partir
de 1975. Em 1983, os trens de passageiros foram suprimidos e mantidos
apenas no trecho entre Recife e Jaboatão, como trens de subúrbio.
Atualmente (2005), de Jaboatão para a frente, a linha está
abandonada, sem movimento ferroviário por parte da CFN, concessionária
da linha desde 1997. |
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| A ESTAÇÃO: A estação
de Gonçalves Ferreira foi inaugurada em 1895. A estação
passou por alguns episódios interessantes na época da
Coluna Prestes: "Na mesma época que a Coluna Prestes se encontrava
no Nordeste foi transferido do Rio de Janeiro para o Recife o tenente
Cleto da Costa Campelo Filho, que havia prometido ao comando da Coluna
Prestes que iria levantar parte do Exército em Pernambuco e juntar-se
à mesma na região do Pajeú. No Recife estavam alguns oficiais revoltosos,
participando da tropa secretamente outros na clandestinidade, que
programavam fazer um levante. Era época de Carnaval e o articulador
do movimento foi o jovem tenente Cleto Campelo. O plano foi descoberto,
alguns conspiradores presos e o levante fracassou. Cleto Campelo conseguiu
fugir para Jaboatão, onde junto com 25 companheiros tomou a cadeia
pública e as oficinas da Great-Western, libertou os prisioneiros prendeu
os policiais e cortou a linha telefônica para o Recife. Apossaram-se
da munição que existia na estação ferroviária, tomaram o trem de passageiros
descarrilando os vagões que não precisavam utilizar. Integraram ao
movimento alguns operários da Great-Western, saquearam parte do comércio
e viajaram pela ferrovia Central com paradas sucessivas em Tapera,
Vitória de Santo Antão e Pombos. Em Vitória de Santo Antão os rebeldes
passavam de 80 homens, almoçaram no Hotel Fortunato e seguiram em
frente. Em Gravatá os legalistas haviam organizado a resistência.
os revolucionários desceram do trem e foram surpreendidos com muitos
tiros. O tenente Cleto Campelo caiu morto. Era 18 de fevereiro de
1926. A derrota trouxe grande desgosto para os revoltosos e começou
a desistência de vários componentes da tropa, porém o comandante substituto,
tenente Valdemar Lima, dominou a situação. Valdemar Lima, pernambucano
de Recife, conhecido como "Tenente Limão", ordenou o maquinista a
seguir em frente com destino Bezerros-Caruaru. No entanto, devido
a uma sabotagem, o trem descarrilou alguns quilômetros antes da cidade
de Caruaru, num povoado denominado Gonçalves Ferreira. No momento
outros rebeldes fugiram, ficando com o tenente apenas 30 companheiros.
O tenente Valdemar Lima, depois da queda do trem, sem condução e muito
preocupado, desistiu do plano, que era chegar às margens do Rio São
Francisco, onde se encontrava uma parte da Coluna Prestes comandada
pelo tenente João Alberto Lins de Barros, esperando o tenente Cleto
Campelo, até receber a notícia do fracasso dos companheiros do Recife.
A Coluna atravessou o Rio São Francisco com destino ao Sul"
("A origem de Topada", autor desconhecido, site http://mq.nlink.com.br/~stefan/caruaru.htm).
Já foi demolida, restam apenas a plataforma e os postes da
cobertura. |
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A estação, já demolida, em 2002. Acervo
Luiz Ruben F. de A. Bonfim |

A estação, já demolida, em 2002. Acervo
Luiz Ruben F. de A. Bonfim |
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| Atualização:
25.09.2011
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