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| E.
F. Leopoldina (1914-1975) |
CAPARAÓ
Município
de Caparaó, MG |
| Linha de
Manhuaçu-km 514,671 (1960) |
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MG-1741 |
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Inauguração: 14.09.1914 |
| Uso atual: depósito
da Prefeitura |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
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| HISTORICO
DA LINHA: A linha que ligava a estação de Recreio a Santa Luzia (Carangola)
teve a sua concessão e construção a cargo da Companhia Alto Muriaé,
estabelecida em 1880. Em 2/5/1883, a empresa foi incorporada pela
E. F. Leopoldina. Uma alteração de traçado da linha original para
Muriaé levou a Leopoldina a passar por uma pequena extensão dentro
de território fluminense, onde estava Santo Antonio (Porciúncula),
retornando para Minas, seguindo para Carangola, onde chegou em 1887.
De 1911 a 1915, a Leopoldina prosseguiu a linha até Manhuaçu, seu
ponto final. O trecho Manhuaçu-Carangola foi fechado em 23/07/1975.
Porciúncula-Carangola foi fechado em 1977, e em 1979, fechou-se a
linha entre Cisneiros e Porciúncula. O pequeno trecho Recreio-Cisneiros
nunca foi oficialmente suprimido. |
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A ESTAÇÃO:
A estação de Caparaó foi inaugurada em
1914. Em 23/07/1975, a RFFSA fechou o trecho da linha de Manhuaçu
entre Manhuaçu e Carangola, fechando definitivamente
a estação. Os trens de passageiros, então fazendo
a linha Rio de Janeiro-Três Rios-Recreio-Manhuaçu,
ainda passavam por ali em 1970, e devem ter sido extintos com a supressão
do trecho em 1975. Em 1970, o trem de passageiros que partia
da estação de Recreio todos os dias às
6 da manhã chegava em Caparaó às 17:15.
"Nasci em Caparaó, e andei muito quando menino, nos anos 1950,
nos trens da Leopoldina. Pelo que me recordo, havia um trem diário,
que só ia de Manhuaçu até Carangola, passando por Caparaó, e outro,
uma vez por semana, no domingo, que vinha direto do Rio de Janeiro,
o "noturno", que trazia as revistas e os jornais. As primeiras revistas
em quadrinhos que li vinham por esse trem, que a gente ficava esperando
para pegar o que chegava. Era tudo puxado, na época, ainda por locomotivas
a vapor. Havia uma senhora que fazia pastéis que a gente, crianças
do local, ficava vendendo na plataforma da estação, pela janela do
trem, que, quando parava, muita gente comprava sem descer do trem.
Era uma das nossas diversões. Junto à estação
existia também um triângulo de reversão. Nós morávamos
a 6 km da cidade, e havia uma passagem de nível ali perto da nossa
casa. Como a estação ficava muito longe, para não termos de descer
do trem na estação de Caparaó e ter de caminhar tudo isso para chegar
em casa, a gente pedia ao maquinista para diminuir a velocidade quando
passava por ali. Um dia ele se esqueceu de reduzir e meu pai pulou
assim mesmo, sem perceber. Quebrou a perna" (Athaide,
05/2006). Foi por um bom tempo sede da Polícia Militar
na cidade; hoje (2006) é utilizada como depósito da
Prefeitura.
(Marcos A. Farias; Athaide --, 05/2006; Edmundo Siqueira:
Resumo Histórico da Leopoldina Railway, 1938; Guia Geral de
Estradas de Ferro do Brasil; Guias Levi, 1932-1980) |
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A antiga estação, em 2001. Autor desconhecido |
A estação em 07/01/2006. Foto Marcos A. Farias |
A caixa d'água, de 1914, da estação em
07/01/2006. Foto Marcos A. Farias |

A estação em 07/01/2006. Foto Marcos A. Farias
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| Atualização:
20.09.2009
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