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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Vau Assu
Ponte Nova
Palmeiras
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Saída para o ramal da Ponte Nova (EFCB) -
Ponte Nova-Central

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Saída para o ramal de Dom Silvério: Pontal
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: 1991
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E. F. Leopoldina (1886-1975)
RFFSA (1975-1996)

PONTE NOVA
(LEOPOLDINA)
Município de Ponte Nova, MG (veja a cidade)
Linha de Caratinga - km 438,581 (1960)
  MG-0336
Altitude: 402 m   Inauguração: 1886
Uso atual: Prefeitura (2007)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: Este trecho da Leopoldina na verdade era uma junção de várias linhas isoladas originalmente, construídas em épocas diferentes. O trecho entre Entre Rios (Três Rios e Silveira Lobo foi aberto em 1903 e 1904; o seguinte, até a estação de Guarani, ficou pronto em 1883 e havia sido construído e operado pela Cia. União Mineira, até a entrega à Leopoldina, em 1884; o trecho entre esse ponto e Ligação ficou pronto em 1886, enduanto daí para a frente, até Ponte Nova, foi entregue entre os anos de 1879 e 1886. Entre 1912 e 1926, entregou-se a linha até Matipoó (Raul Soares) e finalmente, em 1931, a linha chegou a Caratinga, de onde não passou. Havia um trem de Barão de Mauá, no centro do Rio de Janeiro, para Caratinga, via Petrópolis, todos os dias, desde que a linha completa foi entregue, em 1931. Sem trens de passageiros desde os anos 80 (em 1980 ainda existiam trtens mistos fazendo o serviço de passageiros entre Ubá e Caratinga, vindo de Recreio, na antiga linha-tronco da EFL), a linha foi erradicada em 1994 nos trechos Três Rios-Ligação e Ponte Nova-Caratinga; o trecho intermediário consta até hoje como tendo "tráfego suspenso".
 
A ESTAÇÃO: A estação de Ponte Nova, a da Leopoldina, foi inaugurada em 1886.

Em 1926, a cidade passou a ser também ponto final do ramal da Ponte Nova, da E. F. Central do Brasil, ramal este que vinha da estação de Burnier, na linha-tronco dessa ferrovia.

A estação da Central, entretanto, era em local diferente da da Leopoldina. Na foto que aparece nesta página, a estação que aparece é a da Leopoldina, e a da Central estaria atrás do morro que também pode ser visto ao fundo.

Da estação da Leopoldina saía também o ramal de Dom Silvério, desde 1886. Este foi suprimido em 1973, enquanto o trecho Ponte Nova-Caratinga o foi em 1994; o ramal para Burnier, que saía da estação da Central, nunca foi oficialmente suprimido, mas está abandonado desde os anos 1990, exceto pelo trecho entre as estações de Ouro Preto e de Mariana.

Em resumo, as duas
estações de Ponte Nova foram desativadas há muito. Pelo menos até 1980, ainda desembarcavam ali passageiros que vinham pelos trens mistos que sobraram, vindo tanto de Burnier quanto de Três Rios via Recreio e Ubá.

Certamente nessa época havia uma linha unindo as duas estações, e provavelmente apenas uma delas estava ainda em uso. Qual? Digo isto pois, em 1973, as operações das duas linhas haviam sido confiadas à mesma regional da RFFSA que operava a velha Leopoldina.

Ao contrário da estação da Central, a estação da Leopoldina foi totalmente descaracterizada. Em 1988 já tinha os dois andares e a linha ao lado tinha algum movimento. Existia o nome no dístico, bem grande, entre o 1o e o 2o andares, escrito "Ponte Nova", dando, ao menos hoje, a impressão que isso teria sido feito pela RFFSA e não pela Prefeitura.

"No térreo a estrutura é a original com suas plataformas, marquises e armazéns, com suas portas originais. A prefeitura adquiriu o prédio da RFFSA e construiu mais dois andares onde funcionam duas de suas secretarias. No pátio encontra-se uma mini locomotiva à vapor sem nenhuma identificação. Quanto ao Hotel Gloria, que fica em frente da estação da Leopoldina e foi inaugurado em 1925, pouco antes da chegada da EFCB. Este hotel teve sua historia intimamente ligado às duas ferrovias, foi o primeiro a contar com elevador no estado de Minas Gerais e teve o seu declínio e total abandono com o fim das mesmas na década de sessenta" (Marcos M. Dutra, Juiz de Fora, MG).

(Veja também PONTE NOVA-Central)

(Veja também E. F. USINA ANA FLORÊNCIA)


"No calendário liturgico católico romano após a sexta feira santa celebravam o retorno dos discípulos de Jesus que moravam na aldeia judaica de Emaús, decepcionados com os acontecimentos em Jerusalém. Nesse dia os padres faziam um passeio com os alunos, para rememorar isso, uma longa caminhada, a que denominavam “Passeio de Emaús”. Assim, unindo o útil ao liturgico, visitávamos as usinas de Açucar (Rasa, Jatiboca, Pião, Ana Florência). O colegio todo anualmente fazia esse passeio, ia e voltava a pé, apesár da distância. Era divertido. Nos tempos de JK, governador e presidente, Ponte Nova era um bastião do pessedismo em Minas, embora fosse a terra de Milton Campos. Era a quarta cidade de Minas. Vindo a revolução (que não passava de um golpe de estado da UDN) a cidade foi perdendo prestígio, e da orgulhosa Princezinha da Mata só restam algumas doces lembranças".
AO LADO: Por Zebitela, 18/5/2010.

ACIMA: Partida das tropas revolucionárias em Ponte Nova da Leopoldina em 1930 (Foto de autor desconhecido).

ACIMA: (CLIQUE SOBRE A FOTO PARA VÊ-LA MAIOR) Vista de Ponte Nova. À esquerda, a estação da EFCB. À direita, a da Leopoldina. Veja o croquis abaixo para se orientar (Cartão postal). ABAIXO: Croquis das linhas em Ponte Nova - EFL e EFCB (Autor: Leandro Guedini, 2010).

ACIMA: Estação da Leopoldina e o hotel em 1989 (Foto Hugo Caramuru). ABAIXO: Mesmo local - a estação da Leopoldina, já algo descaracterizada, com os trilhos tendo uma goiabeira entre eles ao alto da plataforma, e o belo prédio à direita, o Hotel Glória (Foto Jair Barreiros em 2008).



ACIMA: Mapa dos anos 1950 mostra a linha passando pelo município de Ponte Nova. A linha da Central é a pequena que sai da sede para oeste. O resto é da Leopoldina (mapa parcial) (IBGE: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, vol. VII, 1960).

(Fontes: Marcos M. Dutra; Leandro Guedini; Jair Barreiros; Zebitela; Hugo Caramuru; Amadeu Miguel Gomes; CPDOC/FGV; IBGE: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, vol. VII, 1960; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Guias Levi, 1932-1980)
     

Embarque de tropas revolucionárias da região em Ponte Nova da Leopoldina em 1930. Autor desconhecido

A estação em dia de recepção. Anos 1940? CPDOC/FGV

A estação da Leopoldina, de Ponte Nova. Acervo Hugo Caramuru


A estação da Leopoldina, com dois andares sobre ela, em 01/2004. Foto Marcos Dutra, de Juiz de Fora, MG

A estação em 1988 já com dois andares e a linh ainda com movimento. Teria a reforma sido feita pela RFFSA enão pela Prefeitura como se diz? Foto Hugo Caramuru

A estação da Leopoldina, com dois andares sobre ela, em 01/2004. Ao fundo, o hotel Gloria. Foto Marcos Dutra, de Juiz de Fora, MG

A estação da Leopoldina em 12/2006. Foto Amadeu Miguel Gomes

Plataforma da ex-estação em 21/7/2009. Foto Leandro Guedini
 
     
Atualização: 19.06.2017
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.