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E. F. Leopoldina
(1888-1975)
RFFSA (1975-1996)
Supervia (1996-2012) |
GRAMACHO (antiga
SARAPUÍ)
Município de Duque de Caxias, RJ |
| Linha do Norte - km 23,250 (1960) |
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RJ-1936 |
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Inauguração: 1.11.1888 |
| Uso atual: estação de trens metropolitanos |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: A
linha que unia o centro do Rio de Janeiro a Petrópolis e Três Rios
foi construída por empresas diferentes em tempos diferentes. Uma pequena
parte dela é a mais antiga do Brasil, construída pelo Barão de Mauá
em 1854 e que unia o porto de Mauá (Guia de Pacobaíba) à estação de
Raiz da Serra (Vila Inhomerim). O trecho entre esta última e a estação
de Piabetá foi incorporada pela E. F. Príncipe do Grão Pará, que construiu
o prolongamento até Petrópolis e Areal entre os anos de 1883 e 1886.
Finalmente a estação de Areal foi unida à de Três Rios em 1900, já
pela Leopoldina. Finalmente, o trecho entre o a estação de São Francisco
Xavier, na Central do Brasil, e Piabetá foi entregue entre 1886 e
1888 pela chamada E. F. Norte, que neste último ano foi comprada pela
R. J. Northern Railway. Finalmente, em 1890, a linha toda passou para
o controle da Leopoldina. Em 1926 a linha foi estendida finalmente
até a estação de Barão de Mauá, aberta nesse ano, eliminando-se a
baldeação em São Francisco Xavier. O trecho entre Vila Inhomerim e
Três Rios foi suprimido em 5 de novembro de 1964. Segue operando para
trens metropolitanos todo o trecho entre o centro do Rio de Janeiro
e Vila Inhomerim. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Sarapuí foi inaugurada em 1888. Nos anos 1940, mudou
de nome para Gramacho, e, a partir de 1970, passou a ser o
ponto final da tração elétrica dos trens metropolitanos.
Por muitos anos, os trens seguiram dali puxados por tração
diesel até Vila Inhomerim e Guapimirim,
por outra linha. "Estação de Gramacho, 16h30
de uma quinta-feira ensolarada e de muito calor. Os trens da Leopoldina
chegam superlotados. Muitos passageiros descem na estação
e procuram o caminho de casa. Outros terão de andar pelo menos
mais uma hora de trem para chegar ao seu destino. São os usuários
das linhas de bitola estreita que servem Guapimirim, Vila Inhomerim,
Visconde de Itaboraí, Magé e outros pequenos distritos.
Nestes ramais os intervalos são maiores e variam entre 20 e
30 minutos, dependendo da hora. Até Saracuruna, primeiro ponto,
existem duas linhas, mas depois o tráfego é realizado
em apenas uma, sem pátio de cruzamento, o que permite apenas
a passagem de uma composição na ida e outra na volta.
Ou seja, quem eprder o trem terá que esperar que ele vá
até o final, Guapimirim ou Vila Inhomerim, e volte até
Saracuruna. O maquinista reclama das pedradas que ferem passageiros
e maquinistas. Outro diz que as portas são inoperantes e e
os usuários vão destruindo tudo ao longo dos trechos.
Os sinais não funcionam há vários anos e à
noite o maquinista não pode saber o que está acontecendo
nos carros. Ele tem que trabalhar armado, pois não há
segurança e os assaltos são constantes" (Revista
Ferroviária, março de 1986). O quanto isso terá
mudado hoje? A violência impera hoje ao redor da estação:
no dia 7 de maio de 2005, na estação de Gramacho,
o corpo de uma costureira de 20 anos, estuprada e assassinada, foi
encontrado debaixo da plataforma, segundo o jornal O Dia, em
5/6/2005. Até meados de 2000, o ponto final dos trens elétricos vindos
do Rio era Gramacho, da qual partiam os trens Diesel para Vila
Inhomirim e Guapimirim. Nesta época houve a eletrificação
da linha até Saracuruna e a reconstrução das estações Campos
Elísios, Jardim Primavera e Saracuruna. Esta passou
a ser o novo ponto final dos trens da antiga Leopoldina. Porém, Gramacho
ainda funciona como ponto final dos trens elétricos em horários fora
do pico nos dias úteis. Mas a eletrificação não ocorreu com duas linhas,
foi só com uma! O trecho entre Gramacho e Saracuruna
é composto de uma linha de bitola larga e elétrica e uma linha de
bitola métrica, que serve à FCA e eventualmente à SuperVia e à
CENTRAL, para levarem carros e locos para manutenção nas oficinas
de Triagem, junto à estação de mesmo nome.
(Fontes: Julio C. Silva; Edmundo Siqueira: Resumo Histórico
da Leopoldina Railway, 1938; Revista Ferroviária, 1986; Guia
Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
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| Atualização:
22.01.2012
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