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E.
F. Leopoldina (1909-1975)
RFFSA (1975-1996) |
PRAIA
FORMOSA
Município
do Rio de Janeiro, RJ |
| Linha do
Norte - km 0 |
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RJ-1418 |
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Inauguração: 01.12.1909 |
| Uso atual: desconhecido,
provavelmente abandonado |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
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| HISTORICO
DA LINHA: A linha que unia o centro do Rio de Janeiro
a Petrópolis e Três Rios foi construída por empresas diferentes em
tempos diferentes. Uma pequena parte dela é a mais antiga do Brasil,
construída pelo Barão de Mauá em 1854 e que unia o porto de Mauá (Guia
de Pacobaíba) à estação de Raiz da Serra (Vila Inhomerim). O trecho
entre esta última e a estação de Piabetá foi incorporada pela E. F.
Príncipe do Grão Pará, que construiu o prolongamento até Petrópolis
e Areal entre os anos de 1883 e 1886. Finalmente a estação de Areal
foi unida à de Três Rios em 1900, já pela Leopoldina. Finalmente,
o trecho entre o a estação de São Francisco Xavier, na Central do
Brasil, e Piabetá foi entregue entre 1886 e 1888 pela chamada E. F.
Norte, que neste último ano foi comprada pela R. J. Northern Railway.
Finalmente, em 1890, a linha toda passou para o controle da Leopoldina.
Em 1926 a linha foi estendida finalmente até a estação de Barão de
Mauá, aberta nesse ano, eliminando-se a baldeação em São Francisco
Xavier. O trecho entre Vila Inhomerim e Três Rios foi suprimido em
5 de novembro de 1964. Segue operando para trens metropolitanos todo
o trecho entre o centro do Rio de Janeiro e Vila Inhomerim.
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A ESTAÇÃO:
A estação da Praia Formosa foi aberta em 1909
(embora uma fonte cite 1911) pela Leopoldina e era uma estação
provisória para as suas linhas que seguiam para Petrópolis.
Uma notícia publicada no jornal O Estado de S. Paulo
de 2/12/2009 mostra que "foi inaugurada a linha do Norte da
Estrada de Ferro Leopoldina até a Praia Formosa, sendo construída
uma estação ao lado da estação Alfredo Maia". Atrás
da estação, situava-se a estação de Alfredo
Maia, da linha Auxiliar da Central do Brasil. A construção
da estação de Barão de Mauá somente
se daria em 1926, depois de inúmeras discussões com
o Governo que se arrastaram por cerca de 15 anos, e enquanto isto
os trens da Leopoldina saíam de Praia Formosa, ou de
São Francisco Xavier, na linha da Central. Com a abertura
de Barão de Mauá, Praia Formosa passou
a ser uma estação de cargas que permanece até
hoje em

ACIMA: Mapa das linhas da estação
da Praia Formosa, mostrando a sua localização em relação
às outras estações (Cedido por Marcelo Lordeiro).
ABAIXO: Pátio da estação em 1987 (Foto Eliezer
Magliano, em 3/10/1987).

funcionamento, desde 1996 com a concessionária
FCA. Fica aproximadamente a 500 m de Barão de Mauá, do outro
lado da

ACIMA: Antigos armazens da Praia Formosa, em 2008
(Foto Newton Carneiro).
avenida Francisco Bicalho. Na verdade, faz parte do complexo
de Barão de Mauá. "Ontem (29/11/08) passando
pela Avenida Francisco Bicalho, em frente a majestosa estação Barão
de Mauá deparei com uma triste situação. Diante do carcomido portão
amarrado com grossas correntes vi o pátio de Praia Formosa completamente
abandonado. A camada de terra sobre os trilhos, uns 5 centímetros,
testemunhava que já a algum tempo que nenhum trem desliza por aquelas
bandas. Daí, percebi que algumas pessoas já se instalaram nas edificações
do local, crianças soltavam pipa descontraidamente e seus pais papeavam
enquanto lubrificavam-se com alguns drinks populares. E eles não tem
culpa, naturalmente aproveitam-se do vácuo. Foi aí que percebi a ilusão
formada da passagem de nível. O intenso tráfego de carros, ônibus
e caminhões realiza um serviço de preservação histórica, mantendo
o aço reluzente como nos velhos tempos, a ponto de responder ao azul
do céu. Mas, alguns centímetros adiante, o brilho metálico como que
por mágica oculta-se sob

ACIMA: Acesso abandonado ao pátio de Praia Formosa
- vista do viaduto (Foto Eduardo P. Moreira em abril de 2009).
opaco marrom enegrecido de sombrio aspecto Até o conjunto
de cruzes de Santo André está desfalcado onde algumas foram arrancadas
pelas bases. Não pare, não olhe e não escute, não perca o tempo de
sua viagem, pois trem aqui só o fantasma. Resolvi atravessar a avenida.
Do outro lado, do lado do Barão, ainda pior. Nem as faixas gêmeas
eram visíveis já que a natureza reclamava aquele pedaço do alto dos
seus 1,20 m de verde. Entrei na gloriosa estação e quase dei meia
volta. Deparei com um cemitério de história. De cara uma FA-1 que
parecia estar pronta para partir com seus carros para o expresso fantasma
noturno rumo a Praia Formosa (Depois de rebitolados. é claro!). Mais
algumas locomotivas, uns guindastes e até a imponente AS-616 jaziam
podres, sendo que esta última por um requinte melancólico exibia-se
com uma trepadeira que saindo do chão alcançava o corpo da bela locomotiva.
E não acabou aí. Quem estava lá ao lado daqueles vovôs e vovós era
um trem reencarnado. Sim! O ex-futuro novo Barrinha. Seu estado impecável
contrastava com o local. Pintura, vidros, portas, engates e interior,
tudo estava perfeito. Mas o que ele faz ali? Não sei e já não queria
saber de mais nada. Fui embora. Tomando um trem na nada acessível
estação da Praça da Bandeira fui até a estação São Cristóvão. Lá,
por curiosidade, resolvi dar uma olhada no estado na Leopoldina ali.
Bem, tem uma plataforma da Supervia em reforma bem ao lado da métrica.
A preocupação é tamanha com a possível passagem de um trem FCA que
uma rampa para a passagem de carrinhos de mão cruzava tranquilamente
a linha, fora as ferramentas e materiais largados sobre a mesma. Tomei
outro trem e segui o meu destino. No chacoalhar do caminho e vendo
as linhas da Central não pude deixar de pensar na Leopoldina, Praia
Formosa, FCA. Estamos vendo hoje um desaparecimento das atividades
da FCA no Rio de Janeiro. A linha de Caxias até o porto do Rio está
abandonada. A linha da Reduc até Campos não vê atividade. O trecho
de São Fidélis é um caco. A ligação Campos-Espírito Santo Idem. Angra
a Barra Mansa funciona aos suspiros. Só resta a operação Bauxita e
a operação Calcário (CSN) no Rio de Janeiro. Estou certo? Onde errei?
O que está acontecendo? Não se amplia e moderniza a Reduc? Não se
constrói o Comperj na cara da linha Rio-Campos? As obras do porto
do Eike não avançam? Angra não constroi plataformas e navios? O porto
do Rio não está sendo modernizado? Campos e o Noroeste Fluminense
não estão reativando suas lavouras? Porque a métrica desmantela-se
no Estado do Rio de Janeiro?" (André Luiz Fonseca, 11/2008).
(Veja também BARÃO DE MAUÁ)
(Fontes: Eduardo P. Moreira, 2009; Eliezer Magliano; Marcelo Lordeiro;
Newton Carneiro; André Luiz Fonseca, 2008; Carlos Latuff, 2003; O
Estado de S. Paulo, 1909; Illustração Brasileira, 1911;
Edmundo Siqueira: Resumo Histórico da Leopoldina Railway, 1938;
Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R.
M. Giesbrecht) |
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A estação da Praia Formosa em 1911. Foto da revista
Illustração Brasileira |

Pátio da estação em 2003. Foto Carlos Latuff |
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| Atualização:
08.12.2009
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