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| E. F. Vitória
a Minas (1924-1979) |
CORONEL
FABRICIANO
(antiga RAUL SOARES e CALADO)
Município de Coronel Fabriciano, MG |
| EFVM - km 464 (1960) |
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MG-3073 |
| Altitude: 239 m |
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Inauguração: 09.06.1924 |
| Uso atual: demolida em 1982 |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: já demolido |
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| HISTORICO DA LINHA: A E. F. Vitoria
a Minas foi aberta em 1904 num pequeno trecho a partir do porto de
Vitória e tinha como objetivo principal transportar as culturas
da região ao longo do Rio Doce, especialmente a produção
de café. Com enormes dificuldades ela foi avançando
no sentido da cidade mineira de Diamantina; em 1910, empresãrios
ingleses a compraram para eletrificá-la e transportar minério
da região de Itabira. O seu objetivo pasava a ser agora atingir
Itabira e se encontrar com a futura linha da EFCB que partindo de
Sabará atingiria São José da Lagoa (Nova Era).
Em 1919 o empresário americano Percival Farquhar a comprou
e depois de inúmeras reviravoltas políticas, a estrada,
afinal nunca eletrificada, foi encampada pela recém-fundada
Cia. Vale do Rio Doce (CVRD) em 1942, a qual maneja a ferrovia até
hoje. Modernizou-a nos anos 1940, alterando o traçado acidentado
na região de Vitória, isto depois de a linha ter finalmente
se ligado à EFCB em Nova Era em 1937, Em 2002, o antigo ramal
de Nova Era foi totalmente modificado e a EFVM passou a comandar a
linha desde Vitória até a região de Belo Horizonte,
depois de passar por Itabira, região do minério de ferro.
É a ferrovia mais rentável do Brasil e uma das pouquíssimas
ferrovias a manter no País até hoje os trens de passageiros. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Coronel Fabriciano foi inaugurada em 1924 o
nome de Raul Soares. O local era conhecido então como
Barra do Calado, o que fez com que, alguns anos depois, a estação
fosse renomeada como Calado.
Ao redor da estação, foram levantadas as primeiras moradias da região
onde se ergueu o Centro de Fabriciano, que passou a ser sede do distrito
Melo Viana em 1933. Nessa ocasião, o fluxo de cargas se restringia
a encomendas menores e alimentos, mas com o estabelecimento da Companhia
Siderúrgica Belgo-Mineira (hoje ArcelorMittal Aços Longos) no local,
buscando centralizar a exploração de madeira e a produção de carvão
da região do Rio Doce para alimentar os fornos de suas usinas em João
Monlevade, o terminal se tornou ponto de embarque de madeira e carvão
e desembarque de máquinas destinadas ao empreendimento industrial.
O antigo distrito Melo Viana originou o município de Coronel
Fabriciano, emancipado em 27 de dezembro de 1948. O desenvolvimento
da região central da cidade, impulsionado pela instalação da Acesita
(atual Aperam South America), no município vizinho de Timóteo e da
Usiminas, em Ipatinga, culminou no deslocamento da via férrea para
fora do perímetro urbano.
Assim, a estação foi desativada em 29 de janeiro de 1979, data da
última parada de trem. Foi demolida em 15 de março de 1982 e em seu
lugar foi construído o atual Terminal Rodoviário de Coronel Fabriciano.
Como a linha foi retificada e passou a correr do outro lado do rio
Piracicaba, hoje o trem para na estação de Mario
Carvalho, do lado oposto do rio. Esta nova estação
atende à população de Cel. Fabriciano
e de Timoteo.
| "(...)
De maneira geral, as cidades, sedes de municípios, estão
situadas tão situadas para fora do vale como um atestado
vivo da pouca importância que tinha o rio até bem
pouco tempo. Os escassos aglomerados de casas são representados
em geral por estações da estrada de ferro e alguns
já se tornaram sede de distrito. Tanto Antonio Dias quanto
Coronel Fabriciano são pequenos agrupamentos urbanos
com comércio muito reduzido, lutando com a concorrência
dos armazéns que abastecem a população
carvoeira. O principal centro urbano é, sem dúvida,
a cidade siderúrgica da ACESITA, onde um planejamento
prédio tornou possível a construção
de uma cidade moderna em plena mata. Mais do que qualquer outra
parte do vale, a área depende inteiramente da E. F. Vitória-Minas,
única via da transporte". |
AO LADO: Ney Strauch escreveu em
1958 sobre a área da estação
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ACIMA: último trem a passar pela estação
de Coronel Fabriciano no centro da cidade em 1975 (Foto Carlos Lima).
(Fontes: João Bosco Setti; Lourenço
Paz; Nilson Rodrigues; Helio HVL; Wikipedia; aceciva.blog.terra. com.br;
Ney Strauch: Zona Metalúrgica de Minas Gerais e Vale do Rio
Doce, CNG, 1958; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960)
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A estação, sem data. Foto do museu de Pedro
Nolasco. Cessão Lourenço Paz |

A estação nos anos 1960. Acervo Nilson Rodrigues |
Demolição da velha estação em 1982.
Do site aceciva.blog.terra.com.br |
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| Atualização:
04.02.2017
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