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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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(1976)
Intendente Câmara
Coronel Fabriciano
Acesita
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: 1996
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E. F. Vitória a Minas (1924-1979)
CORONEL FABRICIANO
(antiga RAUL SOARES e CALADO)
Município de Coronel Fabriciano, MG
EFVM - km 464 (1960)   MG-3073
Altitude: 239 m   Inauguração: 09.06.1924
Uso atual: demolida em 1982   com trilhos
Data de construção do prédio atual: já demolido
 
 
HISTORICO DA LINHA: A E. F. Vitoria a Minas foi aberta em 1904 num pequeno trecho a partir do porto de Vitória e tinha como objetivo principal transportar as culturas da região ao longo do Rio Doce, especialmente a produção de café. Com enormes dificuldades ela foi avançando no sentido da cidade mineira de Diamantina; em 1910, empresãrios ingleses a compraram para eletrificá-la e transportar minério da região de Itabira. O seu objetivo pasava a ser agora atingir Itabira e se encontrar com a futura linha da EFCB que partindo de Sabará atingiria São José da Lagoa (Nova Era). Em 1919 o empresário americano Percival Farquhar a comprou e depois de inúmeras reviravoltas políticas, a estrada, afinal nunca eletrificada, foi encampada pela recém-fundada Cia. Vale do Rio Doce (CVRD) em 1942, a qual maneja a ferrovia até hoje. Modernizou-a nos anos 1940, alterando o traçado acidentado na região de Vitória, isto depois de a linha ter finalmente se ligado à EFCB em Nova Era em 1937, Em 2002, o antigo ramal de Nova Era foi totalmente modificado e a EFVM passou a comandar a linha desde Vitória até a região de Belo Horizonte, depois de passar por Itabira, região do minério de ferro. É a ferrovia mais rentável do Brasil e uma das pouquíssimas ferrovias a manter no País até hoje os trens de passageiros.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Coronel Fabriciano foi inaugurada em 1924 o nome de Raul Soares. O local era conhecido então como Barra do Calado, o que fez com que, alguns anos depois, a estação fosse renomeada como Calado.

Ao redor da estação, foram levantadas as primeiras moradias da região onde se ergueu o Centro de Fabriciano, que passou a ser sede do distrito Melo Viana em 1933. Nessa ocasião, o fluxo de cargas se restringia a encomendas menores e alimentos, mas com o estabelecimento da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira (hoje ArcelorMittal Aços Longos) no local, buscando centralizar a exploração de madeira e a produção de carvão da região do Rio Doce para alimentar os fornos de suas usinas em João Monlevade, o terminal se tornou ponto de embarque de madeira e carvão e desembarque de máquinas destinadas ao empreendimento industrial.

O antigo distrito Melo Viana originou o município de Coronel Fabriciano, emancipado em 27 de dezembro de 1948. O desenvolvimento da região central da cidade, impulsionado pela instalação da Acesita (atual Aperam South America), no município vizinho de Timóteo e da Usiminas, em Ipatinga, culminou no deslocamento da via férrea para fora do perímetro urbano.

Assim, a estação foi desativada em 29 de janeiro de 1979, data da última parada de trem. Foi demolida em 15 de março de 1982 e em seu lugar foi construído o atual Terminal Rodoviário de Coronel Fabriciano.

Como a linha foi retificada e passou a correr do outro lado do rio Piracicaba, hoje o trem para na estação de Mario Carvalho, do lado oposto do rio. Esta nova estação atende à população de Cel. Fabriciano e de Timoteo.

"(...) De maneira geral, as cidades, sedes de municípios, estão situadas tão situadas para fora do vale como um atestado vivo da pouca importância que tinha o rio até bem pouco tempo. Os escassos aglomerados de casas são representados em geral por estações da estrada de ferro e alguns já se tornaram sede de distrito. Tanto Antonio Dias quanto Coronel Fabriciano são pequenos agrupamentos urbanos com comércio muito reduzido, lutando com a concorrência dos armazéns que abastecem a população carvoeira. O principal centro urbano é, sem dúvida, a cidade siderúrgica da ACESITA, onde um planejamento prédio tornou possível a construção de uma cidade moderna em plena mata. Mais do que qualquer outra parte do vale, a área depende inteiramente da E. F. Vitória-Minas, única via da transporte".

AO LADO: Ney Strauch escreveu em 1958 sobre a área da estação

ACIMA: último trem a passar pela estação de Coronel Fabriciano no centro da cidade em 1975 (Foto Carlos Lima).

(Fontes: João Bosco Setti; Lourenço Paz; Nilson Rodrigues; Helio HVL; Wikipedia; aceciva.blog.terra. com.br; Ney Strauch: Zona Metalúrgica de Minas Gerais e Vale do Rio Doce, CNG, 1958; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960)
     

A estação, sem data. Foto do museu de Pedro Nolasco. Cessão Lourenço Paz

A estação nos anos 1960. Acervo Nilson Rodrigues

Demolição da velha estação em 1982. Do site aceciva.blog.terra.com.br
     
     
Atualização: 04.02.2017
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.