|
|
|
| E.
F. Vitória a Minas (1907-2010) |
MASCARENHAS
(antiga MAILASKI)
Município
de Novo Guandu, ES |
| EFVM -
km 163 (1960) |
|
ES-3293 |
| |
|
Inauguração: 08.08.1907 |
| Uso atual: estação
de passageiros |
|
com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
|
| |
| HISTORICO
DA LINHA: A E. F. Vitoria a Minas foi aberta em 1904 num pequeno trecho
a partir do porto de Vitória e tinha como objetivo principal
transportar as culturas da região ao longo do Rio Doce, especialmente
a produção de café. Com enormes dificuldades
ela foi avançando no sentido da cidade mineira de Diamantina;
em 1910, empresãrios ingleses a compraram para eletrificá-la
e transportar minério da região de Itabira. O seu objetivo
passava a ser agora atingir Itabira e se encontrar com a futura linha
da EFCB que partindo de Sabará atingiria São José
da Lagoa (Nova Era). Em 1919 o empresário americano Percival
Farquhar a comprou e depois de inúmeras reviravoltas políticas,
a estrada, afinal nunca eletrificada, foi encampada pela recém-fundada
Cia. Vale do Rio Doce (CVRD) em 1942, a qual maneja a ferrovia até
hoje. Modernizou-a nos anos 1940, alterando o traçado acidentado
na região de Vitória, isto depois de a linha ter finalmente
se ligado à EFCB em Nova Era em 1937, Em 2002, o antigo ramal
de Nova Era foi totalmente modificado e a EFVM passou a comandar a
linha desde Vitória até a região de Belo Horizonte,
depois de passar por Itabira, região do minério de ferro.
É a ferrovia mais rentável do Brasil e uma das pouquíssimas
ferrovias a manter no País até hoje os trens de passageiros. |
| |
| A ESTAÇÃO:
A estação de Mailaski foi inaugurada por volta
de 1910. A estação passou a se chamar Mascarenhas
nos anos 1940. "Papai já era agente de estação quando se casou,
em 1910. Era permanentemente transferido e, por isso, meus irmãos
foram nascendo cada um em uma estação. A filha mais velha nasceu em
1911 em Alfredo Maia, na Vitória-Minas. José, em 1915 em Lauro Muller;
ali nasceram, entre 1915 e 1920, mais cinco filhos. O sétimo filho
nasceu em Itá, em 1922 e o último, em Mailaski, em 1923. Tenho lembranças
das estações onde moramos: Lauro Muller, João Neiva, Acioly, Itá,
Colatina e Maylasky. Todas já existiam em 1913. Lembro-me que a minha
mãe contava que nos primeiros anos de casada tinha medo dos conflitos
então existentes nessa área com os índios krenak. Esses índios, desalojados
pela construção da estrada, viviam muito próximos à estação na área
de Minas Gerais, a tal ponto que estavam permanentemente entrando
em nossa casa, pelas janelas e mexendo nos utensílios domésticos.
Meu pai, apesar de tudo, os tratava muito bem. Quando moramos naquelas
estações já não havia conflitos. A vida transcorria muito calma. Às
vezes, o local era isolado, com pouquíssimas casas. Lembro-me bem
de que, em Maylasky, nas noites de lua cheia, nós colocávamos esteiras
na plataforma da estação e cantávamos, acompanhados de meu pai, ao
violão. As locomotivas naquela época eram compostas de dois ou três
e puxavam muitos carros, sendo um destinado a restaurante e, o que
vinha logo atrás da máquina, destinado aos malotes dos Correios. Não
me lembro direito, mas as locomotivas tinham números: dois, cinco..."
(América Moraes Moysés, 11/2005). |
| |
|
|
|
|
| |
|
|
| Atualização:
14.06.2010
|
|