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Baltazar Fidélis
Francisco Morato
Túnel
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SPR-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2006
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São Paulo
Railway (1867-1946)
E. F. Santos-Jundiaí (1946-1975)
RFFSA (1975-1994)
CPTM (1994-2010) |
FRANCISCO
MORATO
(antiga BELÉM)
Município de Francisco Morato, SP |
| Linha-tronco - km 117,450 (1935) |
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SP-0839 |
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Inauguração: 16.02.1867 |
| Uso atual: estação de trens metropolitanos |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1982 |
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| HISTORICO DA LINHA: A São Paulo
Railway - SPR ou popularmente "Ingleza" - foi a primeira estrada de
ferro construída em solo paulista. Construída entre 1862 e 1867 por
investidores ingleses, tinha inicialmente como um de seus maiores
acionistas o Barão de Mauá. Ligando Jundiaí a Santos, transportou
durante muito anos - até a década de 1930, quando a Sorocabana abriu
a Mairinque-Santos - o café e outras mercadorias, além de passageiros
de forma monopolística do interior para o porto, sendo um verdadeiro
funil que atravessava a cidade de São Paulo de norte a sul. Em 1946,
com o final da concessão governamental, passou a pertencer à União
sob o nome de E. F. Santos-Jundiaí (EFSJ). O nome pegou e é usado
até hoje, embora nos anos 1970 tenha passado a pertencer à RFFSA,
e, em 1997, tenha sido entregue à concessionária MRS, que hoje a controla.
O tráfego de passageiros de longa distância terminou em 1997, mas
o transporte entre Jundiaí e Paranapiacaba continua até hoje com as
TUES dos trens metropolitanos. |
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A ESTAÇÃO: A estação de
Belém foi aberta em 1867, juntamente com a linha da São
Paulo Railway. Ficava no então bairro de Villa Belém
de Jundiaí e próxima às fazendas Belém
e Cachoeira, compradas pelo Barão de Mauá, as
quais justificaram sua construção, na fazenda Borda
do Mato. A estação era, como outras da linha, um barracão
com alpendre, que, provavelmente na década de 1880 ou 1890
foi derrubado para a construção de uma estação
maior. As citadas fazendas foram vendidas à SPR que as loteou
através de uma subsidiária, a Cia. Fazenda Belém.
Mais tarde o nome da estação (1954) foi alterado para
Francisco Morato, que se tornou município em 1965. Em 1981,
o prédio antigo

ACIMA: Mapa, cerca de 1950, mostrando a estação,
ainda chamada de Belém, e sua posição na cidade
(Acervo Ralph M. Giesbrecht). ABAIXO: O lendário trem Gualixo,
da E. F. Santos-Jundiaí, que fazia o percurso São Paulo-Jundiaí,
na plataforma da estação de Francisco Morato, em 1966
(Foto Edison Milani).

foi demolido e substituído por um moderno, no mesmo local do antigo,
em 1982, juntamente com uma nova passarela. Os trens regulares têm
seu ponto inicial nessa estação, seguindo daí até a Luz. Também
dessa estação, saem trens com menos horários diários para Jundiaí.
"Em 1968 ou 69, um irmão de minha mãe morava
em um sítio em Francisco Morato, que ficava a alguns quilômetros
do centro. Na época nao havia ruas asfaltadas por lá
e ir de carro era bastante complicado, já que a topografia
daquela região é bastante acidentada. Então o
jeito era apanhar um trem de subúrbio da SJ ou então
o P1 da CP (que parava em todas as estacões, inclusive lá).
Da estação, o trajeto era feito de

ACIMA: Pátio da estação de Francisco
Morato provavelmente nos anos 1960 (Autor desconhecido).
charrete, ate o sítio que ficava em um local chamado
"Córrego das Favas" ou "Corgo das Favas", no "dialeto"
local. A referência para o charreteiro era o "Bar do Último
Gole", que ficava na metade do caminho. Cabe salientar que na época
Francisco Morato era uma típica cidadezinha do interior, sem
favelas nem bandidos. Um fato que marcou bastante a minha memória
foi que, em uma dessas viagens, o vendedor de jornais do trem exibia
uma edição do Estadão, onde aparecia na primeira
página uma foto macabra do cadáver do tenente Alberto
Mendes Júnior, morto por guerrilheiros no Vale do Ribeira em
1968; fiquei algumas noites sem dormir lembrando daquilo"
(Maurício Torres, 11/11/2002). "Mudou
o visual da estação de Morato. Agora temos cobertura na plataforma
dos trens que vão para Jundiaí, porém, o que mudou bem foi a outra
ponta (voltada para São Paulo), com a passarela enorme que mais parece
um viaduto. Aliás, quando ela estava sendo construída, uma
das vigas caiu na via, cortou a eletrificação e atrapalhou a vida
de um monte de gente que teve que pegar ônibus até Baltazar
Fidelis para chegar em São Paulo" (Rafael Asquini, 14/1/2009).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Daniel
Marcos; Heitor Hartmann; Kleber Ragassi; William Gimenez; Adriano
Martins; Rafael Asquini; Maurício Torres, 2002; Edison Milani;
Mapas - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A estação de Bethlem (Belém), nos seus
primórdios, século XIX. Foto cedida por Kleber
Ragassi |

Estação de Belém, sem data. Foto cedida
por Prof. Daniel Marcos e Sr. Heitor Hartmann |

Estação de Belém, sem data. Foto cedida
por Prof. Daniel Marcos e Sr. Heitor Hartmann |

Estação de Belém, sem data. Foto cedida
por Prof. Daniel Marcos e Sr. Heitor Hartmann |

Estação já com o nome de Francisco Morato,
sem data. Foto cedida por Prof. Daniel Marcos e Sr. Heitor Hartmann
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Demolição da estação de Francisco
Morato, em 1982. Foto cedida por Prof. Daniel Marcos e Sr. Heitor
Hartmann |
A estação, em 1989. Foto cedida por William Gimenez
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As plataformas da estação, em 10/2005. Foto Adriano
Martins |
Plataforma da estação e o trem da CPTM em 28/12/2008.
Foto Rafael Asquini |
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| Atualização:
24.12.2010
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