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Quinze de Novembro
Guaianazes
Gianetti
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ram. S. Paulo EFCB-1950
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2010
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E. F. do Norte (1875-1889)
E. F. Central do Brasil (1889-1975)
RFFSA (1975-1994)
CPTM (1994-2000) |
GUAIANAZES
(antiga LAGEADO e CARVALHO ARAÚJO)
Município de São Paulo, SP |
| Ramal de São Paulo - km 474,994 |
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SP-0167 |
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Inauguração: 06.11.1875 |
| Uso atual: restaurante |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1982 |
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| HISTORICO DA LINHA: Em 1869,
foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte
(ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha
da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877,
chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se
com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia
ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do
tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no
terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração
oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com
festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas
e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação
em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da
decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a
queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central
do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte,
com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas. O primeiro
trecho ficou pronto em 1901 (Cachoeira-Taubaté) e o trecho
todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho
entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980,
pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos
provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte
de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do
Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária
da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal,
continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e no trecho D. Pedro
II-Japeri, no RJ. |
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A ESTAÇÃO: Aberta em 1875,
como Lageado, pela E. F. do Norte. Nos anos 1930, o nome foi
alterado para Carvalho de Araújo, homenageando um diretor da
Central, João Carvalho de Araújo. (Nota: outra estação foi
aberta com o nome de Lageado, em 1998, portanto mais de cem
anos depois, pela CPTM, por causa do bairro, e mudou também logo depois,
para Gianetti). O nome de Carvalho de Araújo teria
sido alterado para Guaianazes em novembro de 1943. Há
relatos sobre três linhas que saíam da estação
em tempos remotos: uma delas, particular, tinha bondes e seguia até
a localidade de Santa Etelvina (hoje região muito pobre
- a Cidade Tiradentes). Era conhecida como bondinho da Passagem
Funda, e, segundo Wanderley Duck, ele teria funcionado
entre os

ACIMA: Passagem de nível junto à estação
de Guaianazes, anos 1980 (Autor desconhecido).
anos de 1919 e 1945, embora outras fontes dêem o
período como sendo entre 1908 a 1937 (embora mapas posteriores
ainda mostrassem os seus trilhos). O historiador José de
Souza Martins lembra-se da estação em 1948: "Naquele
1948 em que fui matriculado no Grupo Escolar Pedro Taques, Guaianases
era um povoado ao lado da estação ferroviária,
as ruas iluminadas à noite por lampiões de querosene.
No largo da estação terminava a estrada de terra que
vinha da Fazenda Santa Etelvina. Era o meu caminho, 16 quilômetros
batidos a pé, entre a ida e a volta, entre o casebre da roça
e a sala de aula lotada, três alunos por carteira. (...) De
vez em quando era chamado o batalhão dos mata-formigas da Prefeitura
de São Paulo, que chegava lá na roça para acabar
com os formigueiros. (...) O requintado prato indígena estava
condenado no que ainda não era a degradada periferia urbana
de São Paulo". (José de Souza Martins: O
último bocado de içá, O Estado de S. Paulo, 15/2/2010).
Martins já não fala sobre o bonde, que aparentemente
já não existia mesmo nessa época. O outro ramal
parece ter pertencido à Central e levava para uma pedreira
(ver abaixo). O terceiro foi um tal de "rabicho da
| "O
ramal da Pedreira (em azul, no mapa à direita)
tinha bitola de 1,60 m e via singela não eletrificada. Para
quem vinha da Roosevelt, ele partia da linha tronco num
desvio à direita, pouco antes da estação e seguia paralelo ao
ribeirão Guaratiba por algumas centenas de metros e depois chegava
à Pedreira São Mateus, de propriedade da família do ex-presidente
do Corinthians Vicente Mateus. Era usado para o transporte
de pedra britada. De onde eu morava, no Jardim Helena, nada
a ver com o que é servido pela Variante de Poá,
era possível avistar um bom trecho da linha, que cruzava a Estrada
Itaquera-Guaianases em uma passagem de nível sem cancela.
Quando mudei de lá, em 1967, o ramal já era pouco usado e no
início dos anos 1970 não havia mais nenhum vestígio dele: trilhos
e dormentes tinham sumido. Hoje há ruas asfaltadas em alguns
trechos do antigo leito; o resto virou mato" (Luiz Garcia
Bertotti, janeiro de 2009). À direita, no mapa da
Sara Brasil de 1930, a linha vermelha era o bonde de Santa Etelvina;
a azul, o ramal da Pedreira; a amarela, um suposto bonde para
o cemitério do Lageado, que nem se sabe se realmente
existiu ou se ficou no projeto. Quando ao desvio para lavagem
de gado, não se conseguiu traçar a linha da época. |
Sara
Brasil, 1930
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Central",
que era uma espécie de pequeno desvio onde os trens
de gado entravam para a inspeção sanitária dos
animais e para a higienização dos vagões. Este
serviço, depois da desativação do ramal, passou
a ser feito no ramal da Penha (ver estação da
Penha-EFCB), depois que este foi desativado para passageiros.
O problema é saber as datas exatas em que estes três
ramais estiveram ativos. Em 28/10/1982, um novo prédio foi entregue
para a estação, com festas e a presença do ministro dos Transportes,
Cloraldino Severo. Ela substituía o prédio anterior, construído
em 1925. Finalmente, com a entrada em funcionamento do trem expresso
da CPTM, em 28/05/2000, a estação de 18 anos foi desativada. Alguns
metros antes, construiu-se a estação de Guaianazes-nova e a
velha foi desativada no mesmo dia. Da estação só sobrou
a passagem das vias férreas pela gare norte. Hoje, o mesanino da estação
está sendo usado como restaurante popular "Bom Prato" do Governo do
Estado. Após a duplicação da Av. Salvador Gianetti, executada pelo
Metrô, ele utilizou a gare sul, para inserir a nova pista da referida
avenida. (VEJA TAMBÉM RAMAL
DA PEDREIRA VICENTE MATEUS) (VEJA TAMBÉM GUAIANAZES-NOVA)
(Fontes: Ralph Giesbrecht, pesquisa local; Wanderley
Duck; Christopher R.; Luiz Garcia Bertotti; Coaraci Camargo; J. Cardoso;
José de Souza Martins: O último bocado de içá,
O Estado de S. Paulo, 2010; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de
Communicação, 1928; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
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Estação de Guaianazes, c. 1983. Foto J. Cardoso
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Estação de Guaianazes, um dia após a desativação
(28/05/2000). Foto Ralph M. Giesbrecht |

Estação de Guaianazes, um dia após a desativação
(28/05/2000). Foto Ralph M. Giesbrecht |

A antiga gare sul foi "comida" pela segunda pista
da avenida Salvador Gianetti. Foto Coaraci Camargo em 2004 |

A estação vista da gare norte onde ainda passam
os trtilhos da CPTM. A parada só em Guaianazes-nova.
Foto Coaraci Camargo em 2004 |
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| Atualização:
11.09.2011
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