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E.
F. Sorocabana (1923-1971)
FEPASA (1971-1998) |
GUARAIÚVA
Município
de Ourinhos, SP |
| Linha-tronco
- km 510,662 (1931) |
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SP-1982 |
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Inauguração: 10.10.1923 |
| Uso atual: demolida
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
(já demolido)
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| HISTORICO
DA LINHA: A E. F. Sorocabana foi fundada em 1872, e o primeiro trecho
da linha foi aberto em 1875, até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu
até 1922, quando atingiu Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná.
Antes, porém, a EFS construiu vários ramais, e passou por trocas de
donos e fusões: em 1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na
época à beira da falência. Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia,
vendida para o Governo paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para
o grupo de Percival Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas
linhas incorporadas pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a
ser o dono, por causa da situação precária do grupo detentor. Assim
foi até 1971, quando a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal
FEPASA. O seu trecho inicial, primeiro até Mairinque, depois somente
até Amador Bueno, desde os anos 20 passaram a atender principalmente
os trens de subúrbio. Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho
passou a ser administrado por ela. Trens de passageiros de longo percurso
trafegaram pela linha-tronco até 16/1/1999, quando foram suprimidos
pela concessionária Ferroban, sucessora da Fepasa. A linha está ativa
até hoje, para trens de carga. |
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| A ESTAÇÃO:
Aberta como posto km 523 em 1923, recebeu o nome de Guaraiúva
em 1926. Foi demolida antes de 1986, segundo o Relatório de Instalações
Fixas da Fepasa, desse ano, que acrescentava somente existir no
local a plataforma. E ainda hoje, em 2003, é o que há.
"Em Guaraiúva, sobrou apenas a plataforma, tomada pelo mato.
Logo atrás dela, a escolinha rural, agora perdida no meio do canavial,
é a única testemunha, embora também abandonada, pois já não há mais
crianças a ensinar por ali. Segundo relatos do Sr. "João da Pinga",
antigo morador de Palmital, Guaraiúva era uma estação com um bom movimento,
onde ele foi chefe. Ele conta que, certa vez, havia uma longa composição
de vagões de carga carregados, aguardando tração para Ourinhos. Como
o trecho dali para Ourinhos é uma longa subida, João aguardava a chegada
de duas locomoticas em duplex, como de costume, ou então a composição
seria dividida em duas, devido ao peso e à rampa. Grande foi sua surpresa
ao chegar a locomotiva, única, vindo de Ourinhos, com o maquinista
afirmando que levaria todos os vagões de uma só vez, pois aquela locomotiva
era uma das recém-adquiridas, e teria potência de sobra para a carga.
João, como chefe cioso, não autorizou a partida enquanto não recebeu
telegrama de Ourinhos confirmando a versão do maquinista, por não
acreditar que apenas uma máquina seria capaz da tarefa. Pois bem,
dada a autorização, o trem partiu lentamente, vibrando o chão e tudo
ao redor com o esforço despendido. As crianças correram, cachorros
acostumados com o movimento latiram e as mulheres saíram à janela,
espantados com o fim-de-mundo provocado pela enorme locomotiva diesel,
entâo uma novidade, naqueles dias reinados pelo vapor. João narrou
este fato ao meu pai recentemente, ainda com olhos de surpresa pelo
acontecido. Lembra ainda dos inúmeros dormentes e pregos de trilho
soltos pelo esforço na via permanente, que requereu de imediato uma
turma extra para recomposição." (Douglas Razzaboni,
06/2003) |
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A estação em atividade. Foto possivelmente dos
anos 1940, do acervo do Museu de Presidente Prudente, cecdida
por Alexandre G. Negri |

Algo mais sobrou em Guaraiúva, em 06/2003. Foto Douglas
Razzaboni |

Os restos da plataforma de Guaraiúva, em 06/2003. Foto
Douglas Razzaboni |
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| Atualização:
10.12.2005
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