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Aparecida
Guaratinguetá
Engenheiro Neiva
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ram. S. Paulo EFCB-1950
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2001
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E. F. do Norte (1877-1890)
E. F. Central do Brasil (1890-1975)
RFFSA (1975-1998) |
GUARATINGUETÁ
Município de Guaratinguetá,
SP |
| Ramal de São Paulo - km
293,324 |
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SP-1546 |
| Altitude: 527,000 m |
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Inauguração: 08.07.1877 |
| Uso atual: centro de eventos (2010) |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1914 |
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| HISTORICO DA LINHA: Em
1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do
Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo
da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em
12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica,
encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro
e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal,
que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo
Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga
(1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias
se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram,
e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"...
O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi
uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba.
Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar
E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida
E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as
2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cachoeira-Taubaté)
e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA.
O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos
anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte,
foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998,
o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado,
com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a
concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde
1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e
no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ. |
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A ESTAÇÃO: A primeira
estação de Guaratinguetá foi inaugurada em 1877 pela E. F.
do Norte. Como era comum na época, muitas festas e a presença de gente
importante, entre os quais o Visconde de Guaratinguetá, que
era um dos acionistas da E.F. do Norte, e o Conde D'Eu. Segundo
o Prof. Coupé, era mais um armazém de carga
que uma boa estação de passageiros.
A situação do prédio foi piorando e, em 1890,
foi construída um prédio mais adequado para o embarque
de passageiros, a oeste da (então não tão) velha
estação, ficando, ao que parece, o prédio original
somente como armazém, principalmente para o embarque de gado.
Essa estação nova ficava entre as ruas Dr. Martiniano
e Cel. João Vieira (hoje João Coelho). (Fonte: Benedito
Dubsky Coupé).
Em 1914, foi aberto o prédio que está lá até hoje, e que é um dos
mais bonitos do ramal. Conta a história que o prédio foi construído
depois de um acordo entre Paulo de Frontin, ex-Prefeito do
Rio de Janeiro e então diretor da Central, e o Prefeito de Guaratinguetá
na época: a Prefeitura prolongaria a rua da Estação para um melhor
acesso, enquanto a Central construiria uma nova estação que substituiria
a original, já então com quase quarenta anos e em "estado lastimável".
Em 1/11/1914, com muitas festas, houve a inauguração.
Até os anos 1950, era o ponto de encontro das personalidades da cidade
e da região.
Foi desativada pela RFFSA nos anos 1990; depois disso a estação foi
abandonada, não tendo sido utilizada pela MRS, concessionária do trecho.
"A estação de Guaratinguetá, considerada uma das mais bonitas do
Vale do Paraíba, hoje está em estado de abandono e ameaçando ruir
a qualquer momento. A casa do chefe da estação já está praticamente
demolida e virou estacionamento; as oficinas e casas dos antigos funcionários
da EFCB tiveram algumas partes demolidas e também transformadas em
estacionamento, e o que ainda resta pode vir a tornar um terminal
de ônibus urbanos. Há mais de dez anos se fala em reformá-la,
ela é tombada pelo Condephaat desde 1982, mas até hoje nada foi feito
de concreto, o mais próximo que se chegou foi em 1998, quando o prefeito
mandou cerca-la, reunindo a imprensa e dizendo que a reforma
iria começar. Ficou só nisso, a cerca de madeira durou mais de dois
anos sem ninguém mexer e acabou caindo de podre. Depois disso, a única
coisa que apareceu por lá foi o caminhão para tirar a cerca de madeira
podre" (Marco Giffoni, 02/01/2001).
Segundo se soube depois, o motivo disso foi o não cumprimento
de uma promessa feita pelo Estado à Prefeitura naquela época.
No final de 2002 esta adquiriu o prédio da estação e das oficinas
ao lado.
O prédio da estação foi entregue restaurado pela prefeitura
no dia 24/05/2008 para ser utilizado como centro de capacitação de
professores da rede municipal e como espaço de eventos e exposições.
Infelizmente, em maio de 2010, o prédio, embora venha sendo
utilizado pelos professores, já apresentava pontos de infiltração
de água.
Em 2017, o velho armazém ao lado, que datava ainda do tempo
da E. F. do Norte (século XIX), foi demolido pela Prefeitura,
que alegava "ser mais barato demolir e reconstruir do que restaurar".
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AO LADO: O uso do staff na estação
em 1929 (O Estado de S. Paulo, 29/9/1929).
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ACIMA: Reclamações contra o
serviço da ferrovia em Guaratinguetá (Folha da Manhã,
24/5/1949). ABAIXO: Fabrica de Laticinios Guaratinguetá,
ao lado da linha (Autor e data desconhecidos).

ACIMA: Simpática casa do guarda-chaves
junto à passagem de nível do km 292 (portanto, a cerca
de 1 km da estação, sentido São Paulo), em foto
de novembro de 2004. Pouco tempo depois, a casinha foi demolida e
subsituída por outra (Foto Marco Giffoni). ABAIXO: Em
fevereiro de 2012, parte do armazém ferroviário de Guaratinguetá,
construído ainda pela E. F. do Norte em 1877, desabou; em 2017,
foi demolido (Foto Marco Giffoni),
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local;
Benedito Dubsky Coupé; Renato Philippini; Marco Giffoni; Tereza
Maia; O Estado de S. Paulo, 1929; Arquivo de Guaratinguetá;
Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação,
1928; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A segunda estação, em foto de c. 1910, demolida
em 1913/14 para dar lugar à nova. Foto do Arquivo de
Guaratinguetá |

A estação atual às vésperas da inauguração,
em 1914, ainda sem o relógio na torre. Foto do Arquivo
de Guaratinguetá |

A estação e sua plataforma em 1940. À frente
da cobertura, os fios aéreos do bonde para Aparecida.
Foto do Arquivo de Guaratinguetá |

Fachada da estação em 1940. Foto do Arquivo de
Guaratinguetá |

A estação em 2001. Foto cedida por Marco Giffoni |

A estação em 04/08/2001. Foto Ralph M. Giesbrecht |
A estação em 04/08/2001. Foto Ralph M. Giesbrecht |
A estação em 04/08/2001. Foto Ralph M. Giesbrecht |

Plataforma da estação em 2003; Foto Renato Philippini |
A estação em reforma em dezembro de 2006. Foto
Tereza Maia |

A estação já com a reforma bastante adiantada,
em março de 2008. Foto Marco Giffoni |

A estação pronta depois da reforma. Foto de Marco
Giffoni em 24/05/2008, dia da reabertura |
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| Atualização:
29.05.2017
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