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| Cia.
Paulista de Estradas de Ferro (1903-1966) |
IGUATEMI
Município
de Jaú, SP |
| Ramal de
Agudos original - km 42,025 |
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SP-2023 |
| Ramal de Campos
Salles - km 41,371 |
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Inauguração: 25.03.1903 |
| Uso atual: abandonada |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
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| HISTORICO
DA LINHA: O ramal de Agudos começou a ser construído pela Cia. Rio-Clarense
em 1887, saindo de Dois Córregos, no ramal de Jaú, e atingindo a estação
de Mineiros. Somente em 1899 foi prolongado, chegando nesse ano a
Campos Salles, em 1903 a Agudos e em 1905 a Piratininga. A partir
de 1924, novos prolongamentos foram feitos, chegando a linha a Marília
em 1928 e a Tupã em 1941. Nesse ano, uma grande parte da linha do
ramal foi anexada, com o ramal de Jaú e o de Bauru, ao tronco oeste
da Paulista, com bitola larga e parte eletrificada. Com isso, o que
sobrou do ramal foi dividido em dois: o trecho Dois Córregos-Iguatemi
passou a ser o ramal de Campos Salles e o Pederneiras-Piratininga,
o ramal de Agudos. Em 1966, os dois trechos foram desativados e os
trilhos, ainda de bitola métrica, retirados. |
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A ESTAÇÃO:
A estação de Iguatemi, quarta do ramal original de Agudos
e quinta do de Campos Salles, foi inaugurada em 1903, quando
se prolongou o ramal. Foi construída, segundo os relatórios da Paulista
da época, no vale do ribeirão das Araras, que, ao que parece,
era o atual córrego Iguatemi - nome da estação desde
sua inauguração. Com as modificações na linha, de 1941, ela passou
a ser a estação terminal do novo ramal de Campos Salles, pois
o
ACIMA:
Na estação de Iguatemi, os últimos dias, os últimos
trens. Anos 1960 (Fotografia atribuída a Angelo Francisco Pereira.
Acervo Luiz Roberto Ramos). ABAIXO: Idem, idem... (Fotografia atribuída
a Angelo Francisco Pereira. Acervo Luiz Roberto Ramos).

trecho entre ela e Ayrosa Galvão foi suprimido. Funcionou até
01/09/1966, quando foi desativada, juntamente com o ramal. "Meu
pai foi ferroviário durante toda sua vida, vindo a se aposentar no
ano de 1979. Nasci na pequena Iguatemi em maio de 1961, meu
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Em 9 de novembro de 2005, eu, Ralph Giesbrecht,
autor deste site, estive no Shopping Center Iguatemi, em São
Paulo. A decoração de Natal já existia,
e ao ver a "Estação Iguatemi", tive
a idéia de escrever uma carta, sem maiores pretensões,
ao jornal O Estado de São Paulo, cuja íntegra
foi a seguinte: "Estive hoje no Shopping Center Iguatemi,
onde vi a decoração de Natal, mostrando o trem e a "Estação
Iguatemi". Interessante, tudo muito bem feitinho, as crianças
e adultos adorarão. Tudo tipicamente americano, anõezinhos,
elfos, Papais Noéis, trilhos, bilheteria... mas, enfim, o
que não está americanizado neste Brasil de Deus? Enquanto
isso, poucos sabem, mas a estação ferroviária de Iguatemi
existe, sim. Esquecida por todos, menos, talvez, pelas crianças
da zona rural do município de Jaú, que estudam na antiga estação,
que, depois de desativada há 39 anos, serve de escola, ao
lado de casas da colônia da fazenda que ali existia. Tudo
ali é precário, a começar pelo acesso de terra de cerca de
6 quilômetros desde o asfalto da rodovia que liga Jaú a Barra
Bonita. O prédio, inaugurado há exatos 102 anos, até que está
conservadinho, mas já a região em volta, antes dominada pelo
café, hoje o é pela cana de açúcar. A região está mais pobre
e os trilhos, arrancados, e o trem a vapor do antigo ramal
de Agudos da Companhia Paulista, esses não voltarão nunca
mais. Até que a estaçãozinha teve mais sorte que muitas congêneres,
abandonadas à própria sorte ou demolidas. Nestes tempos próximos
ao Natal, seria bom que o Shopping lembrasse aos seus usuários
que um dia existiu uma estação real com o mesmo nome, uma
das que trouxe o progresso de São Paulo" A carta
foi publicada em 23 de dezembro, resumida, um mês e
meio depois, com a resposta do Shopping, que, em suma, não
entendeu nada, achando que eu estava criticando a decoração...
apenas.
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pai era "portador" e mudei
quando a estação foi fechada em setembro de 1966. Viajamos
de mudança no último trem pela manhã, eu tinha apenas cinco
anos de idade, mas me lembro bem da viagem. Foi o último trem
de passageiros, a última viagem da maria fumaça que seguiu
apitando até a próxima estação, Campos Salles, sob os acenos
de todas os populares pela sua despedida. Lembro-me das pessoas
chorando dentro e fora do trem"
(Luiz Roberto Ramos, 10/2008). Até algum tempo
atrás, a estação funcionava como escola
para as crianças das fazendas da região. Os moradores do local,
um pequeno
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vilarejo de casas muito antigas no meio de um canavial, disseram que
as trinta crianças que lá estudavam eram muito poucas diante do número
bem maior que já tiveram, pois "estão todas indo embora dali";
a escola só estava funcionando pelas manhãs. Segundo se informa em
outubro de 2008, a antiga estação está agora
totalmente abandonada. |
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A estação, em 1918, funcionando a pleno vapor.
Foto Filemon Peres |

A estação, sem data. Foto José H. Bellorio |

As casas da colônia agrícola, à frente do prédio, em 20/05/1999.
Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação, em 20/05/1999. Foto Ralph M. Giesbrecht |

Ao fundo, a antiga estação, em 20/05/1999. Foto
Ralph M. Giesbrecht |

A estação em 2005. Foto Luiz Fernando Grijo |
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| Atualização:
22.10.2008
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