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VXY Mogiana em MG
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Camaquã
Itapé
Graúna
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Tronco CP-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2003
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Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1916-1971)
FEPASA (1971-1980)
ITAPÉ
Município de Rio Claro, SP
Linha-tronco - km 156,585 (1958)   SP-1480
Altitude: 589,902 m   Inauguração: 01.06.1916
Uso atual: centro de saúde (2003)   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1916
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha-tronco da Cia. Paulista foi aberta com seu primeiro trecho, Jundiaí-Campinas, em 1872. A partir daí, foi prolongada até Rio Claro, em 1876, e depois continuou com a aquisição da E. F. Rio-Clarense, em 1892. Prosseguiu por sua linha, depois de expandi-la para bitola larga, até São Carlos (1922) e Rincão (1928). Com a compra da seção leste da São Paulo-Goiaz (1927), expandiu a bitola larga por suas linhas, atravessando o rio Mogi-Guaçu até Passagem, e cruzando-o de volta até Bebedouro (1929), chegando finalmente a Colômbia, no rio Grande (1930), onde estacionou. Em 1971, a FEPASA passou a controlar a linha. Trens de passageiros trafegaram pela linha até março de 2001, nos últimos anos apenas no trecho Campinas-Araraquara.
 
A ESTAÇÃO: Assim como Batovi, Camaquã, Graúna e Ubá, estações colocadas entre Rio Claro e Itirapina na construção do tronco novo da Paulista que substituiu a linha que passava pela serra do Corumbataí em 1916, esta estação terminou por ficar fora da linha, com a variante Santa Gertrudes-Itirapina, de 1980. Os trilhos foram retirados logo depois. O relatório da Fepasa de 1986 afirmava que "a estação estava abandonada, totalmente deteriorada, sem portas, janelas ou piso de madeira". Mesmo assim, a estação sobreviveu e, por volta de 1996, a Prefeitura de Rio Claro desapropriou a área, reformando e deixando a estação, pelo menos por fora, em estado impecável. Foi uma grande reforma. O acesso se dá pelo km 191 da rodovia Washington Luiz, sentido São Carlos-Rio Claro, e está a cerca de 4 km da rodovia, no meio do pequeno vilarejo de Itapé. "O homem montado em seu cavalo dava a impressão de ter seus setenta anos, talvez oitenta, mas era muito alegre e jovial. Ele passou em frente à velha estação de Itapé e depois voltou, tangendo três ou quatro reses. "Vou dar de beber a elas", ele disse. Aí ele conta: "Isso aqui tinha cinco linhas", que ficavam na estradinha de terra em frente à plataforma, hoje tanto ela quanto a estação cercadas por uma tela de arame, "e se carregava de tudo. Batata, areia, melancia, café e outra mercadorias. Em época de carregamento, mais de cem pessoas trabalhavam sem parar. O pátio avançava além da cerca que hoje existe do outro lado da estrada e ali havia várias casinhas e três armazéns. Hoje tudo foi demolido". Enquanto ele contava, eu e minha esposa podíamos ver os sítios em volta, praticamente todos construídos onde era a antiga esplanada da estação. O prédio está bonitinho, as portas são novas, pois as antigas sumiram muito antes da reforma. Durante a semana serve como centro de saúde, no fim de semana há bailes e venda de doces na plataforma. O local é bonito, mas as pessoas ainda sentem saudade do trem" (Ralph M. Giesbrecht, 22/06/2003).







AO LADO: Violência na estação de Itapé (escrita erroneamente como Irapé) (Folha da Manhã, 24/2/1929). ABAIXO: Em 1916, a estação ainda não havia sido inaugurara, o trem de passageiros somente começaria a circular em junho, mas já se pensava numa escola para o local (O Estado de S. Paulo, 18/3/1916).

(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Filemon Peres; Edson Castro; O Estado de S. Paulo, 1916; Cia. Paulista: Relatórios anuais, 1872-1969; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

1918 - A fachada da estação. Foto Filemon Peres

1918 - A estação de Itapé. Foto Filemon Peres

Em 15/04/1998 , a estação, sem trilhos, recém-reformada pela Prefeitura de Rio Claro. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 27/10/2001. Foto Edson Castro

A estação em 27/10/2001. Foto Edson Castro

Placa de concreto abandonada da estação em 27/10/2001. Foto Edson Castro
     
Atualização: 02.04.2016
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.