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VXY Mogiana em MG
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Timboré
Itapura
Jupiá
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mapa OESP-1928
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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E. F. Noroeste do Brasil (1910-1941)
ITAPURA
Município de Itapura, SP (veja a cidade)
Linha-tronco original - km 436,480   SP-2150
Altitude: 277,000 m   Inauguração: 13.05.1910
Uso atual: submersa ou demolida   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal de Lussanvira era parte do tronco da Noroeste até pelo menos 1940, quando a variante mais ao sul foi terminada, ligando Araçatuba a Jupiá. O trecho foi abandonado por passar por uma zona de malária muito intensa, onde prevalecia o impaludismo, causando problemas para os ferroviários e moradores da região. Nesse ano, o trecho entre Lussanvira e Jupiá foi suprimido, pois era o que apresentava piores condições para tráfego e povoamento. Em 1961, o ramal foi definitivamente extinto e todo o trecho junto a Lussanvira, incluindo a própria estação, foi submergido pela construção da represa de Três Irmãos.
 
A ESTAÇÃO: A colônia militar de Itapura foi aberta em 1858, ao lado do salto do mesmo nome; com o final da Guerra do Paraguai, em 1870, perdeu a razão de ser, e a enorme dificuldade de acesso, somente por rio, acabou por levar o núcleo ao abandono. Por duas vezes, em 1863 e em 1881, foram feitas tentativas de se abrir estradas para se alcançar por via terrestre essa colônia e também a de Avanhandava, mas apesar de terem sido construídos 80 km, foi tudo também largado.

Em 1905, a Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo encontra apenas ruínas das duas colônias. No entanto, o "Palácio de D. Pedro", magnífica construção de 1869 e hoje tombada pelo CONDEPHAAT, casa do Comandante do Destacamento Naval, permanecia em pé e o está até hoje, apesar do abandono.

Já a estação da cidade, de madeira, com o nome da vila, foi aberta no tronco da Noroeste em 1910, não sei a que distância da antiga colônia, mas a 1.800 metros do salto de Itapura.

No início de 1910, os trilhos
ainda não haviam chegado a Itapura: "Do lado de São Paulo, na primeira secção, os serviços de construcção chegam ao seu termo já estando a ponta dos trilhos no kilômetro 415, distando apenas 19 kilometros de Itapura, e 45 para alcançar as barrancas do Paraná, limite com Matto Grosso, no porto de Jupiá, onde vae ser construída a grande ponte metalica" (O Estado de S. Paulo, 3/2/1910).

Mais tarde, perto da estação surgiu a vila e atual município de Itapura. Depois desta estação, a linha seguia até a estação de Jupiá.

Por estar em uma zona onde grassava em alta escala a malária, em janeiro de 1941 a estação, que ficava longe da cidade, foi fechada e os 77 km de trilhos que existiam entre Lussanvira e Jupiá foram arrancados (autorização oficial de 2/12/1940).

Em 1968, tudo o que havia na região foi inundado, em
decorrência da construção das barragens de Jupiá e Ilha Solteira, que integram o complexo hidrelétrico de Urubupungá. O resto da cidade, o belo salto de Itapura, a estação (que provavelmente foi substituída por uma de alvenaria em 1922, mas ainda não consegui esta comprovação) e a usina de força, todas inundadas, estão ainda debaixo das águas; o topo da usina de força pode ainda ser visto fora d'água. Uma nova cidade foi erigida.

1910
AO LADO: A estação estrategicamente colocada na linha (O Estado de S. Paulo, 16/9/1910).

1910
AO LADO: A estação ameaçada pelos índios, logo depois de aberta (O Estado de S. Paulo, 16/9/1910).

1921
AO LADO: Inundação no Paraná mimpede remessas para a estação (O Estado de S. Paulo, 8/1/1921).

1941 - ACIMA: Protesto de usuários das estações de Itapura e de Ilha Seca contra o fechamento iminente e já anunciado do ramal Lussanvira-Itapura - CLIQUE SOBRE A FIGURA PARA LER O TEXTO INTEIRO (O Estado de S. Paulo, 17/1/1941).

(Fontes: Mauricio Nogueira; O Estado de S. Paulo, 1910; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht, originário do O Estado de S. Paulo, 1928)
     

A estação de Itapura original, em fotos dos anos 1910. Foto cedida por Maurício Nogueira, de Itapura, SP
   
     
     
Atualização: 19.08.2018
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.