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Timboré
Itapura
Jupiá
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mapa OESP-1928
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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| E. F. Noroeste do
Brasil (1910-1940) |
ITAPURA
Município de Itapura, SP (veja
a cidade) |
| Linha-tronco original - km 436,480 |
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SP-2150 |
| X |
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Inauguração: 13.05.1910 |
| Uso atual: submersa ou demolida |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: O ramal de
Lussanvira era parte do tronco da Noroeste até pelo menos 1940,
quando a variante mais ao sul foi terminada, ligando Araçatuba
a Jupiá. O trecho foi abandonado por passar por uma zona de
malária muito intensa, onde prevalecia o impaludismo, causando
problemas para os ferroviários e moradores da região.
Nesse ano, o trecho entre Lussanvira e Jupiá foi suprimido,
pois era o que apresentava piores condições para tráfego
e povoamento. Por volta de 1962, o ramal foi definitivamente extinto,
e todo o trecho junto a Lussanvira, incluindo a própria estação,
foi submergido pela construção da represa de Três
Irmãos. |
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A ESTAÇÃO: A colônia
militar de Itapura foi aberta em 1858, ao lado do salto do
mesmo nome; com o final da Guerra do Paraguai, em 1870, perdeu a razão
de ser, e a enorme dificuldade de acesso, somente por rio, acabou
por levar o núcleo ao abandono. Por duas vezes, em 1863 e em
1881, foi feita uma tentativa de se abrir estradas para se alcançar
por via terrestre essa colônia e também a de Avanhandava,
mas apesar de terem sido construídos 80 km, foi tudo também
largado. Em 1905, a Comissão Geográfica e Geológica
do Estado de São Paulo encontra apenas ruínas das
duas colônias. No entanto, o "Palácio de D. Pedro", magnífica
construção de 1869 e hoje tombada pelo CONDEPHAAT, casa
do Comandante do Destacamento Naval, permanecia em pé e o está
até hoje, apesar do abandono. Já a estação
da cidade, de madeira, com nome da vila, foi aberta no tronco da Noroeste
em 1910, não sei a que distância da antiga colônia,
mas a 1.800 metros do salto de Itapura. No início de 1910,
os trilhos ainda não haviam chegado a Itapura: "Do
lado de São Paulo, na primeira secção, os serviços
de construcção chegam ao seu termo já estando
a ponta dos trilhos no kilômetro 415, distando apenas 19 kilometros
de Itapura, e 45 para alcançar as barrancas do Paraná,
limite com Matto Grosso, no porto de Jupiá, onde vae ser construída
a grande ponte metalica" (O Estado de S. Paulo, 3/2/1910).
Mais tarde, perto da estação surgiu a vila e atual município
de Itapura. Depois desta estação, a linha seguia
até a estação de Jupiá. Por estar
em uma zona onde grassava em alta escala a malária, em 1940
a estação, que ficava longe da cidade, foi fechada e
os 77 km de trilhos que existiam entre Lussanvira e Jupiá
foram arrancados (autorização oficial de 2/12/1940).
Em 1968, tudo o que havia na região foi inundado, em decorrência
da construção das barragens de Jupiá e Ilha Solteira, que integram
o complexo hidrelétrico de Urubupungá. O resto da cidade, o
belo salto de Itapura, a estação (que provavelmente
foi substituída por uma de alvenaria em 1922, mas ainda não
consegui esta comprovação) e a usina de força,
todas inundadas, estão ainda debaixo das águas; o topo
da usina de força pode ainda ser visto fora d'água.
Uma nova cidade foi erigida.
(Fontes: Mauricio Nogueira; O Estado de S. Paulo, 1910;
Mapa - acervo R. M. Giesbrecht, originário do O Estado de S.
Paulo, 1928) |
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A estação de Itapura original, em fotos dos anos
1910. Foto cedida por Maurício Nogueira, de Itapura,
SP |
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| Atualização:
31.07.2010
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