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Sorocabana
Railway (1909-1919)
Estrada de Ferro Sorocabana (1919-1971)
FEPASA (1971-1998) |
ITARARÉ
Município
de Itararé, SP |
| Ramal de
Itararé - km 408,072 (1931) |
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SP-0583 |
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Inauguração: 01.04.1909 |
| Uso atual: centro
de eventos |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1912
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| HISTORICO
DA LINHA: O ramal de Itararé começou a ser construído em 1888, partindo
da estação de Boituva, mas somente em 1895 chegou a Itapetininga,
com extensão de 65 km. Somente em 1905 as obras foram retomadas, e
em abril de 1909, a estrada chegou finalmente a Itararé. Sempre crescendo
em importância por causa de sua ligação com o sul, o ramal passou
a sair da estação nova de Santo Antonio - hoje Iperó - em 1928, aproveitando
as obras de retificação e duplicação da linha-tronco, diminuindo o
trecho em 23 km. Em 1951, a linha foi eletrificada até Morro do Alto.
Em 1960, até Itapetininga e não passou daí. Em 1978, o tráfego de
passageiros no ramal foi extinto. Em 1973 foi construído, de Itapeva,
um ramal para Apiaí, e desse, outro para Pinhalzinho, que encontrava
a nova linha que vinha da região de Curitiba. O trecho a partir de
Itapeva acabou desativado depois que o trecho paranaense até Jaguariaíva
foi suprimido, nos anos 90. Entretanto, em 22/12/1997, o trem de passageiros,
voltou a funcionar, desta vez entre Sorocaba e Apiaí. O trem, com
algumas interrupções, funcionou até fevereiro de 2001. O trecho entre
Itapeva e Itararé teve os trilhos arrancados em 2001. Hoje, apenas
as estações de Tatuí, Itapetininga e Buri ainda funcionam para carga
de mercadorias, sob a administração da ALL. |
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| A ESTAÇÃO:
Em novembro de 1907, ainda não estava definido o local da estação:
"(Rio de Janeiro) No despacho de amanhã serão
aprovados o orçamento da escolha do local para a construção
da estação de São Pedro do Itararé, ponto
terminal da estrada de ferro São Paulo-Rio Grande"
(O Estado de S. Paulo, 7/11/1907). A estação de Itararé
foi inaugurada em 1909, como ponto terminal do ramal que levava seu
nome. A primeira estação parece ter sido o que hoje é o armazém; o
prédio atual teria sido entregue somente em 1912. A São Paulo-Rio
Grande chegou em Itararé quase um ano antes da Sorocabana e
o pátio dessa estação foi inaugurado em setembro de 1908. A estação
de Itararé foi projetada pelo Engenheiro Ramos de Azevedo
e construída pela São Paulo-Rio Grande. O edifício e o pátio da estação
pertenceriam às duas ferrovias - Sorocabana e São Paulo-Rio Grande
- que seriam como condôminos em partes iguais e as despesas com a
aquisição de terrenos e construção da estação e dependências , bem
como os serviços em comum, foram custeados em partes iguais pelas
duas empresas. Todas as outras construções fora da esplanada, como
os abrigos para as locomotivas, carros, triângulos de reversão e outros
foram construídos fora da esplanada, de onde se entende que cada ferrovia
construiu os seus (Comissão dos Prolongamentos e Desenvolvimentos
da Estrada de Ferro Sorocabana - Relatório apresentado pelo Engenheiro-Chefe
Joaquim Huet de Bacellar em 31/01/1912, Weiszflog Irmãos, 1912).
Como em Itararé também chegavam os trilhos da estrada de ferro
que vinha do Paraná, na prática Itararé era o ponto de baldeação
da Sorocabana com os trens da estrada de ferro que ligava São
Paulo a Ponta Grossa e Curitiba, da então Viação
Férrea Paraná-Santa Catarina. Em 1944, cogitava-se construir um
ramal ligando a estação à cidade paranaense de
Wenceslau Braz, para encurtar o trecho no sentido de se transportar
o carvão dessa estação para a Sorocabana na ponta
do ramal de Itararé. Era época de guerra e de
falta de carvão e lenha. Aparentemente o ramal jamais foi construído.
"Tenho hoje 48 anos e na minha infância, quando morava em Itapeva,
íamos de trem, partindo para Itararé. Não queira saber a emoção que
era esperar aquela diesel verde apontar lá embaixo e apitando. Meu
Deus do céu! Minha mãe apertando minhas mãos... 'Paulo, sai de perto,
pelo amor de Deus, filho!" Acho que se ela bobeasse realmente eu pularia
na máquina. Quando parava, aquele povo todo descia e nós entrávamos
e então sentíamos o cheiro que só o trem possui. A viagem transcorria
com minha mãe pedindo 'pelo amor de Deus, sai dessa janela!" Que nada,
mãe, tá uma delícia. Parávamos em várias estações, acho que seis,
até a chegada em Itararé. Era uma "senhora" estação aquela. Muita
gente, um monte de vagões, coisa de louco. Minha querida avó Helena,
uma ucraniana, morava praticamente beirando a linha uns 500 metros
à frente, no sentido de quem ia para o Paraná. Morava numa casa de
madeira, típica da região. Da varanda ficava vendo a máquina vermelha
manobreira. Muitas e muitas vezes, ficava vendo as suas manobras.
Havia também os trens de carga e os de passageiros - estes vinham
do Sul, á noite, todos com as luzes acesas. Era impressionante o que
aquilo representava para nós, ainda mais que meu avô, um polonês tendo
sido maquinista, chefe de estação e Rede Ferroviária. Meu pai nasceu
em uma casa de dormentes, na beira da linha" (Paulo Javillier
Rogoski, Santo André, SP). "Em Itararé, lembro
que quando eu era criança aquela estação tinha
lustres, mas a energia elétrica era bem fraquinha por lá
e a luz que eles produziam era pouca e bem amarelada. Quando a gente
ia passar uns dias na fazenda de um amigo, sempre voltávamos
no trem da noite, a viagem levava a noite toda e mais um pouco, e
aquela luz fraca da hora do embarque ficou na minha memória
até hoje como uma feliz lembrança" (Wanderley
Duck, 05/2005). Em 1979, entretanto, os trens de passageiros para
Itararé foram suspensos pela Fepasa. Poucos anos antes, a Fepasa
havia inaugurado o ramal de Pinhalzinho, que saía de Itapeva
com direção à divisa do Paraná encurtando a distância que as composições
teriam de percorrer para chegar ao Sul. Isto esvaziou o trecho Itapeva-Itararé
do ramal, até que, em 1993, o tráfego acabou, com a supressão do trecho
Itararé-Jaguariaíva, da RFFSA. Aquela que era uma das maiores
e mais importantes estações da Sorocabana ficou isolada, bem como
todas as estações que se situavam além de Itapeva e sem cargas
para justificar seu uso. Há poucos anos, quando os trilhos da RFFSA
no Paraná, até Jaguariaíva, a Fepasa acabou por permitir a
retirada dos seus trilhos na área central de Itararé. A estação
foi abandonada. Hoje é o centro de eventos do município, num local
que, sem os trilhos, tornou-se grande o suficiente para receber volume
grande de pessoas. Os trilhos, na região urbana de Itararé,
foram retirados por volta de 1996. Entre Itapeva e Itararé,
entre 2001 e 2002. |
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Estação de Itararé em 1912. Foto da Comissão
dos Prolongamentos e Desenvolvimentos da Estrada de Ferro Sorocabana
- Relatório apresentado pelo Engenheiro-Chefe Joaquim Huet de
Bacellar em 31/01/1912 |

Estação de Itararé em 1912. Foto da Comissão
dos Prolongamentos e Desenvolvimentos da Estrada de Ferro Sorocabana
- Relatório apresentado pelo Engenheiro-Chefe Joaquim Huet de
Bacellar em 31/01/1912 |

Tropas na estação de Itararé, em 1932.
Foto cedida por Marcello Talamo |

A estação em 15/08/1998. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação em 15/08/1998. Foto Ralph M. Giesbrecht |

O armazém da RVPSC em 15/08/1998. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação em 15/08/1998. Foto Ralph M. Giesbrecht |

O armazém da RVPSC, em 24/09/2002. Notar que o símbolo
da antiga ferrovia persiste. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação, agora pintada de amarelo, em 24/09/2002.
Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação, agora pintada de amarelo, em 24/09/2002.
Foto Ralph M. Giesbrecht |
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| Atualização:
16.05.2008
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