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E. F. Sorocabana
(1925-1971)
FEPASA (1971-1994)
CPTM (1994-2010) |
JANDIRA
Município de Jandira, SP |
| Linha-tronco - km 31,222 (1931) |
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SP-2153 |
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Inauguração: 03.1925 |
| Uso atual: estação de trens metropolitanos |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1983 |
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| HISTORICO DA LINHA: A E. F. Sorocabana
foi fundada em 1872, e o primeiro trecho da linha foi aberto em 1875,
até Sorocaba. A linha-tronco se expandiu até 1922, quando atingiu
Presidente Epitácio, nas margens do rio Paraná. Antes, porém, a EFS
construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em
1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência.
Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo
paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival
Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas
pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa
da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando
a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho
inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno,
desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio.
Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado
por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco
até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban,
sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga. |
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A ESTAÇÃO: No antigo Sítio
das Palmeiras, de Henrique Sammartino, onde hoje
está localizada a cidade de Jandira, existia um depósito de
lenha da Sorocabana. Com o começo dos serviços de trens de subúrbio
na região da Capital, entre esta e São João Novo, novas estações
começaram a surgir nesse trecho. Jandira foi uma delas, era
apenas uma parada de nome "km 32" desde 1925, que em 20/03/1931
se tornou posto telegráfico, com movimento de passageiros. A estação
teria sido construída por Sammartino, em troca de um
desvio que entrava por onde hoje está a praça junto
à estação, continuando além dela. O desvio
já foi removido há tempos e atendia ao lenheiro da ferrovia.
Já o nome teria sido sugerido por Sammartino e seria
o nome de sua filha. "Por volta de 1945, ainda eram poucas
as pessoas que viajavam de trem com destino a São Paulo (...)
'Por muitas vezes os trens passavam direto, deixando de parar na estaçãozinha
para pegar os passageiros que chegavam a fazer fogueiras na beira
da linha pouco antes da passagem do trem, para que o maquinista diminuísse
a velocidade e com as mãos acenavam e gritavam. Só assim
conseguiam fazer com que o trem parasse!' (relato de Marcolino
Melchior)" (Jandira, Memória de uma Cidade, de Waldomiro
da Silva Prado, 1991). Desde praticamente a abertura do posto,
existia, além do pequeno prédio de alvenaria, um vagão
de madeira encostado a ele, que servia de bilheteria. Esse vagão
parece ter perdurado por bastante tempo. Em 1962, foi entregue um
novo prédio para a estação, no mesmo local da anterior. "A
primeira estação, aquela que tinha o vagão como bilheteria, ficava
entre uma casa branca antiga e onde hoje está a passarela sobre os
trilhos. A segunda estação ficava onde hoje está a atual construída
pela Fepasa. No jardim de uma casa ao lado da linha, que suspeito
que fazia parte da estação, existe uma caixa d'água de ferro que provavelmente
é a da estação" (Ivo Davi Suares, 07/2007). Já
não exatamente no mesmo local da segunda estação,
um prédio mais moderno foi inaugurado em 11/03/1983, e serve hoje
aos trens metropolitanos da CPTM. Em 2010, a estação
estava em reforma. CLIQUE
AQUI PARA VISUALIZAR A ESTAÇÃO VISTA DO SATELITE
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Rafael Asquini; Ricardo
Koracsony; Adriano Martins, 2003; Carlos R. Almeida; Ivo Davi Suares,
2007/08; Waldomiro da Silva Prado: Jandira, Memória de uma
Cidade, 1991; Relatórios oficiais da EFS, 1915-1969; revista
"Nossa Estrada"; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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À direita da grande árvore, o vagão-bilheteria,
e meio escondido, o prédio da estação.
Foto dos anos 1920, do livro Jandira, Memória de uma
Cidade, de Waldomiro da Silva Prado, 1991 |

A estação de Jandira, provavelmente anos 1940
ou 1950. Acervo Ivo Davi |
O prédio e o vagão-bilheteria, provavelmente início
dos anos 1950. Foto do livro Jandira, Memória de uma
Cidade, de Waldomiro da Silva Prado, 1991 |
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A segunda estação, provavelmente em 1977. Foto
do livro Jandira, Memória de uma Cidade, de Waldomiro
da Silva Prado, 1991 |

A antiga estação de Jandira, construída
em 1962, em foto de 1977. Foto cedida por Ricardo Koracsony,
extraída da revista "Nossa Estrada" |

A estação de Jandira, em 21/05/1998. Foto Ralph
M. Giesbrecht
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Estação de Jandira, em 03/2003. Foto Adriano Martins
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Pátio da estação de Jandira, em 03/2003.
Foto Adriano Martins |

A caixa d'água da estação escondida atrás
da palmeira, em janeiro de 2008. Foto sentido Itapevi. Foto
Ivo Davi Suares |
Local da antiga estação de Jandira. A casa parece
ser a mesma que existia na foto dos anos 1950 (acima). Foto
Ivo Davi Suares em janeiro de 2008. |

A estação de Jandira em reforma pela CPTM, em
14/8/2010. Foto Carlos R. Almeida |

A estação com a reforma pronta, em 13/2/2011.
Foto Rafael Asquini |
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| Atualização:
26.02.2011
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