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Araras
Loreto
Elihu Root
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ramal Descalvado-1935
IBGE-1960
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2009
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Cia.
Paulista de Estradas de Ferro (1899-1971)
FEPASA (1971-1997) |
LORETO
Município
de Araras, SP |
| Ramal de
Descalvado - km 138,780 |
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SP-2279 |
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Inauguração: 08.12.1899 |
| Uso atual: demolida |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d (já
demolido) |
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| HISTORICO
DA LINHA: Em 1877, a Paulista abria o primeiro trecho, partindo de
Cordeiros até Araras, do que seria o prolongamento de seu tronco.
Em 1880, a linha, com o nome de Estrada do Mogy-Guassú, atingia Porto
Ferreira, na mesma época em que a autorização para cruzar o Mogi e
chegar a Ribeirão Preto foi indeferida pelo Governo Provincial, em
favor da Mogiana. A linha, então, foi desviada para oeste e atingiu
Descalvado no final de 1881, seu ponto final. Em 1916, as modificações
da Paulista na área entre Rio Claro e São Carlos, na linha da antiga
Rio-Clarense, fizeram com que o trecho fosse considerado como novo
tronco, deixando a linha a partir de Cordeiros como o Ramal de Descalvado.
Desde o começo em bitola larga (1,60m), ele funcionou para trens de
passageiros até julho de 1976 (Pirassununga-Descalvado) e até fevereiro
de 1977 (Cordeirópolis-Pirassununga). Trens cargueiros andaram pela
linha até o final dos anos 80. Abandonado, o ramal teve os trilhos
arrancados entre 1996 e 1997, sobrando apenas o trecho inicial até
Araras com seus trilhos enferrujando ao tempo. |
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A ESTAÇÃO:
A estação de Loreto foi aberta em 1899, sem merecer
uma linha sequer de citação sobre isso no relatório anual da Companhia
Paulista. A estação situava-se onde hoje estão o bairro e a
igreja do mesmo nome. Um dos mais importantes hortos da Paulista,
o Horto de Loreto, era atendido por esta estação, e, nos anos
30, o maestro e compositor Villa-Lobos teria composto a música
Trenzinho Caipira baseado nesta estação, depois de ter nela
desembarcado para visitar a Fazenda Santo Antonio, da família
Silva Telles, que costumava seguir dali para o seu destino
em carruagens. Ao redor da igreja costumava-se fazer festas em

ACIMA: A família de Victor Ceron, chefe da
estação de Loreto, posando na estação,
provavelmente anos 1950. ABAIXO: Inspeção na estação,
provavelmente anos 1960. Tudo isso mostrado nas fotografias é
hoje uma avenida de asfalto (Acervo Vinicius Ceron Pereira).
homenagem a Nossa Senhora do Loreto, todos os anos, festas
para as quais a Paulista cedia trens especiais que carregavam os convidados.
Nos anos 1970, isso acabou. A estação foi desativada em 1962, de acordo
com o relato de seu último chefe, depois removido para a estação de
Cordeirópolis (onde trabalhou de 1963 até 1966, quando se aposentou),
Isaías Barreto, em 2000 com 82

ACIMA: O trem para em Loreto, 1965 (Foto Plinio
da Silva Telles).
anos. O depoimento de João de Mello, hoje veterinário
em Araras, e nascido na frente da estação, é nostálgico: "Eu
costumava entrar no armazém com meus amigos e galgava os sacos de
açúcar; deitados lá em cima deles, ficávamos observando o carregamento
dos trens. Eu morava na casa na frente da estação, e participava de
todas aquelas festas; trens especiais da Paulista traziam quem

ACIMA: Entre as estações de Araras e
de Loreto, o pequeno viaduto ferroviário que hoje não
mais existe: tudo embaixo foi aterrado, quando a linha ainda existia,
por volta de 1990. Sua posição exata pode ser vista
na imagem abaixo, retirada do Google Maps em dezembro de 2009 - a
rotatória quase ai centro da fotografia, da rua dos Coroados,
esta aterrada, mostra o ponto exato do viaduto já retirado,
vê-se o leito da linha, sem trilhos, cruzando de suoeste a nordeste
(Fotos Plinio da Silva Telles e Google Maps).
quisesse
participar. Hoje a casa, que tivemos de vender, foi totalmente descaracterizada,
e o pomar, destruído". A igreja hoje está fechada, sendo uma das
poucas construções que sobraram na vila, semi-abandonada. Em 1986,
a estação ainda estava de pé, abandonada; foi demolida pouco tempo
depois. Perto dali fica a sede do Horto de Loreto, da Paulista,
hoje semi-abandonado e invadido pelos sem-terra, embora a casa tenha
sido recentemente restaurada. Os trilhos foram retirados em outubro
de 1997. A pintora Célia Barcellos imortalizou a estação a
partir de uma velha fotografia, em dois desenhos em branco e preto.
Por fim, como Cartago que foi salgada para que ali jamais florescesce
outra civilização, todo o pátio da antiga estação
de Loreto, inclusive as fundações das plataformas
da estação e armazém (ver fotos abaixo) viraram
uma avenida asfaltada. A memória? Ora, a memória...
delenda a memória!
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; João
de Mello; Plinio da Silva Telles; Vinicius
Ceron Pereira; Filemon Peres; Google Maps, dezembro de 2009; Cia.
Paulista: Álbum 50 Anos, 1918; FEPASA: Relatório de
Instalações Fixas, 1986; Ralph Mennucci Giesbrecht:
Caminho para Santa Veridiana, Editora Cidade, 2003; Cia. Paulista:
Relatórios oficiais, 1872-1969; IBGE, 1960; Mapas - acervo
R. M. Giesbrecht) |
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Estação de Loreto, 1918. Foto do álbum
dos 50 anos da Paulista |

A estação, em 1947. Foto cedida por João
Mello; acervo Vinicius Ceron Pereira |

Plataforma de Loreto, 1950. Foto cedida por João Mello,
que é o menino menor que aí aparece |

A estação, apinhada de gente, provavelmente anos
1960. Autor desconhecido |

Estação abandonada em 1986. Foto do relatório
da Fepasa, 1986 |

Restos da plataforma da estação de Loreto, maio
de 2000. Foto João de Mello |
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| Atualização:
19.12.2009
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