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VXY Mogiana em MG
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(1878-1979)
Orissanga
Mato Seco
Astrapéia
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(1979-2001)
Estiva Gerbi
Mato Seco
Astrapéia
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Tronco CM-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 1999
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Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1878-1971)
FEPASA (1971-1998)
MATO SECO
Município de Mogi-Guaçu, SP
Linha-tronco - km 112,983 (1938)   SP-1342
Altitude: 735 m   Inauguração: 14.01.1878
Uso atual: moradia (2015)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: c.1890
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha-tronco da Mogiana teve o primeiro trecho inaugurado em 1875, tendo chegado até o seu ponto final em 1886, na altura da estação de Entroncamento, que somente foi aberta ali em 1900. Inúmeras retificações foram feitas desde então, tornando o leito da linha atual diferente do original em praticamente toda a sua extensão. Em 1926, 1929, 1951, 1960, 1964, 1972, 1973 e 1979 foram feitas as modificações mais significativas, que tiraram velhas estações da linha e colocaram novas versões nos trechos retificados. A partir de 1971 a linha passou a ser parte da Fepasa. No final de 1997, os trens de passageiros deixaram de circular pela linha.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Mato Seco foi aberta em 1878. O prédio original era provisório: "Todas as estações (do prolongamento) foram feitas de armações de trilhos usados, cobertas de zinco, e fechadas com taboas de pinho, e todas convenientemente pintadas e possuindo internamente as accommodações necessarias (...) ficaram à companhia em 2:000$000 cada uma (...) mais ou menos" (Relatório da Mogiana, 10/03/1878, sobre as cinco estações do prolongamento de Mogi-Mirim a Casa Branca). Mato Seco ainda está de pé, tendo continuado na linha original: a

ACIMA: Esquema do pátio de Mato Seco em novembro de 1968 (Clique sobre a figura para ter maiores informações) (Acervo Museu da Companhia Paulista, Jundiaí, SP - Reprodução Caio Bourg). ABAIXO: Desolação em Mato Seco (Foto Vanderley Zago, 21/6/2011).
nova linha cruza com o leito da antiga exatamente ali. Embarcou e desembarcou passageiros até o fim desses trens, em setembro de 1997. A estação seguia ainda aberta, em mau estado de conservação, em 1998, mas com o chefe de estação e sua família morando lá. Seus desvios costumam ter estacionados vagões carregados de bauxita vindos do ramal de Caldas. Em 12/2004 a estação era ocupada por famílias estranhas à ferrovia, que aos poucos iam depredando o que sobrava do prédio. O lampião da foto abaixo já foi roubado há muito tempo. Uma pena. Em 2011, a estação está arruinada e abandonada.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Luiz Fernando Pecchiore Bastos; Carlos Missaglia; Vanderley Zago; Dirceu Baldo; Caio Bourg; Museu da Cia. Paulista, Jundiaí; Mogiana: Relatórios anuais, 1875-1969; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

O trem chega a Mato Seco, em 08/1982, procedente de Estiva, vendo-se a casa de ferroviários antes da estação (a estação está atrás dela), hoje já demolida. Foto Dirceu Baldo

Mato Seco, em 24/04/1999.

Fotos Ralph M. Giesbrecht

Na velha plataforma, o velho lampião sobrevive (24/04/1998). Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 2004. Foto Carlos Missaglia

A estação em 21/6/2011. Foto Vanderley Zago

A estação em 2015. Foto Luiz Fernando Pecchiore Bastos
     
Atualização: 12.10.2015
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.