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VXY Mogiana em MG
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Comendador Guimarães
Mococa
Canoas
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ramal de Mococa - 1935

IBGE-1960
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2011
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Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1890-1966)
MOCOCA
Município de Mococa, SP
Ramal de Mococa - km 63,698 (1958)   SP-2410
Altitude: 640 m   Inauguração: 18.03.1890
Uso atual: Prefeitura (2016)   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1914
 
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal teve origem na Cia. Ramal Férreo do Rio Pardo, empresa particular aberta em 1884 entre Casa Branca e São José do Rio Pardo, e adquirida em junho de 1888 pela Cia. Mogiana, que a transformou no ramal de Mococa, prolongando os seus trilhos em 1890 para atingir Canoas, estação 11 km à frente de Mococa e terminal do ramal. A partir de 1903, da estação de Ribeiro do Vale passou a sair o ramal de Guaxupé, que seguia até essa cidade. Em 31/12/1960, o trecho final do ramal entre Mococa e Canoas foi extinto, e em 7/11/1966, o trecho entre Ribeiro do Vale e Mococa também o foi. O que sobrou do ramal, de Casa Branca até 1977, quando a queda de uma ponte entre S. J. Rio Pardo e Ribeiro do Valle interditaram definitivamente a linha. Em 1986 o trecho entre Casa Branca e S. J. Rio Pardo foi reativado por um curtíssimo espaço de tempo. Por volta de 1992 os trilhos foram retirados.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Mococa foi inaugurada em 1890. Ela nunca foi ponta de linha, embora fosse a estação designativa do ramal. O final era a estação seguinte, Canoas, situada no meio do nada, na divisa paulista com Minas Gerais.

A estação de Mococa original desapareceu em 1913: nesse ano, estava "quase concluído um novo edifício nas condições do de Pinhal", ou seja: foi construído "no mesmo local da estação antiga, que foi demolida, outro edifício mais amplo, servindo para estação, armazém e casa do chefe" (Relatório da Mogiana, 1913). Note-se que a estação oiriginal era um prédio de dois andares, ao contrário da nova, térreo.

Em 31/12/1960, com a desativação da estação de Canoas, a estação passou a ponta do ramal, até 07/11/1966 (*RM-1966), quando foi fechada, juntamente com o ramal.

O desinteresse pela cidade na linha parecia já ser pequeno em 1960, seis anos antes da sua desativação: a
população reclamava da conservação do largo em frente à estação, ainda sem pavimentação de qualquer espécie, enquanto boa parte das ruas da cidade já tinham pavimentação em paralelepípedos (O Estado de S. Paulo, 31/3/1960).

É um prédio grande, que incorporava estação e armazém. Em 2016, estava dentro de
um centro da Prefeitura, funcionando como uma de suas divisões.

Em 2002, Hermes Hinuy conseguiu fotografar a antiga estação dentro do atual pátio. Em 2016 a estação estava com aparência razoável externamente.
AO LADO: A construção do novo prédio para a estação (o que ainda está lá até hoje) e também reclamações contra o fato de a estação ser longe da cidade (O Estado de S. Paulo, 18/4/1913).

TRENS - Os trens de passageiros pararam nesta estação de 1890 a 1966. Na foto à esquerda, o trem do ramal está deixando a estação de Mococa em 1966. Clique sobre a foto para ver mais detalhes sobre esses trens. Veja aqui horários em 1948 (Guias Levi).

ACIMA: Locomotiva diesel da Mogiana no ramal de Mococa, em 1966, na despedida dos trens do ramal e da estação (Acervo Renato Granito, www.cafehistoria.ning.com). ABAIXO: Fotografia tomada no pátio de Mococa em 1938 (Revista SPR, janeiro de 1938).
"(...) Mococa, no meu binóculo!... Que esplendor de céu! Quanta luz na terra! O sol focalizava, esplendidamente, a beleza impressionante do painel, onde se desenhava, em linhas perceptíveis, Mococa à distância. Dois braços abertos, de ruas, recebem carinhosamente o visitante, conduzindo-o à parte central da cidade, que não se conformou em permanecer no perímetro estreito da baixada; atirou-se, morro acima, num amontoado de construções, separadas, aqui e acolá, por enormes ilhas de frondosas palmeiras. As torres das igrejas levantam-se além, muito além dos telhados em aglutinação (...)".
AO LADO: A frase, escrita em um jornal de Casa Branca de 1944, mostrava o quanto o articulista (Apolônio de Tiana) gostava da cidade; a descrição foi feita da estação, que fica num ponto alto do qual se podia ver a cidade.

ACIMA: O trecho final da linha do ramal de Mococa aparece na parte baixa do mapa de 1939 - CLIQUE SOBRE ELE PARA VER UMA AREA MAIOR (Arquivo Publico Mineiro).

(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Hermes Y. Hinuy; Adriano Martins; Acervo Renato Granito; O Estado de S. Paulo, 1913, 1960 e 1/1/1961; Apolônio de Tiana: Mococa, no meu binóculo, 1944; www.cafehistoria.ning.com; Cia. Mogiana: relatórios anuais, 1875-1969; Cia. Mogiana: Álbum, 1910; IBGE, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Estação de Mococa, em seu prédio original, não o de hoje, c. 1910. Álbum da Mogiana

A estação de Mococa, em 30/12/1999, difícil de fotografar, dentro dos muros e atrás das árvores. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação de Mococa, em 30/12/1999, difícil de fotografar, dentro dos muros e atrás das árvores. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação de Mococa, em 30/12/1999, difícil de fotografar, dentro dos muros e atrás das árvores. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação, em 17/04/2002. Foto Hermes Y. Hinuy

A estação, em 17/04/2002. Foto Hermes Y. Hinuy

A estação em 19/9/2016. Foto Adriano Martins
   
     
Atualização: 25.10.2016
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.