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Itaguaba
Morro do Ferro
Pratápolis
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ramal de Passos - 1950

Guia Levi - 1941
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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| Cia.
Mogiana de Estradas de Ferro (n/d -1958) |
MORRO
DO FERRO
Município
de Pratápolis, MG |
| Ramal de
Passos - km 118,683 (1937) |
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MG-2503 |
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Inauguração: n/d |
| Uso atual: n/d
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
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| HISTORICO
DA LINHA: O ramal de Passos foi inaugurado em seu primeiro trecho
de 15 quilômetros ligando Guaxupé a Guaranésia,
em 1912. Foi sendo prolongado aos poucos, chegando a Passos, onde
terminava, somente em 1921. Em 1976, o tráfego de passageiros
foi eliminado, sobrando os cargueiros, que, com o tempo, passaram
a atender somente ao carregamento de cimento da fábrica de
Itaú de Minas, e vindo não por Guaxupé, mas por
São Sebastião do Paraíso, ali chegando pela antiga
linha da São Paulo-Minas. Com isso, o trecho entre Guaxupé
e S. S. Paraíso foi abandonado, e teve os trilhos retirados
por volta de 1990. O trecho entre Paraíso e Itaú de
Minas ainda tem seus trilhos, mas as cargas de cimento deixaram de
circular já há anos e o abandono da linha é total.
O trecho final até Passos teve também os trilhos retirados.
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A ESTAÇÃO:
A estação do Morro do Ferro foi inaugurada em
data não definida, mas é sabido que uma publicação
oficial da Mogiana de 1937 já acusava a sua existência.
Era, na verdade, uma parada. "No quilômetro 136, perto
do Morro do Ferro, uma chuva que Deus dará. Os aterros cederam.
Na primeira descida, logo no início, ouvimos dois apitos distintos
da locomotiva, que significava: "socorro!", porque o trem
não oferecia segurança. O guarda, senhor já de
idade bem avançada para exercer tal função, quase
nada pôde fazer. Então, eu sai do lugar onde estávamos
sentados, ou seja, em cima do vagão, e, muito assustado, comecei
a apertar os freios manuais de todos os veículos, e o maquinista
ajudando com o freio da dita locomotiva, o que nada resolvia. A essa
altura, só se via fumaça e um barulho semelhante à
trovoa-da. Apesar de ser dia, notava-se também fagulhas e fumaça
provocadas pelo atrito das rodas no trilho. A descida se prolonga-va
a uns cinco quilômetros, muito acentuada e, além disso,
tinha que passar sobre uma ponte de uns dez metros, em curva. Com
freios a vácuo e manuais apertados e os recursos da locomotiva,
assim que terminou a demorada descida, ainda que a noventa por

ACIMA: A família, possivelmente do chefe da
estação da época, posa junto à estação
de Morro do Ferro, nos anos 1950 (Acervo Paulo Filomeno).
hora em precários trilhos, acabou o medo. Mas as batidas
acele-radas do coração continuaram. O trem continuou
subindo, mesmo com os freios apertados, indo parar na estação
que ficava mais ou menos a um quilômetro. Alguns de nós,
com os olhos rasos d'água, considerando uma graça alcançada,
recebíamos o pessoal vizinho da estação que veio
ao nosso encontro e olhava para o trecho percorrido querendo saber
a causa do carreirão naquela descida que ficou toda enfumaçada.
Ofereciam-nos água para acalmar o susto. A partir daquele momento,
nós mesmos gradua-mos todos os freios dos vagões. Engraxamos
todas as correntes dos breques e conseguimos levar o trem sem mais
acidentes" (Olavo Amadeu de Assis, "O Ferroviário
nos trilhos da saudade", 1985). O posto do Morro do Ferro
foi fechado em 1958, de acordo com o relatório da Mogiana desse
ano. O relatório da Fepasa de 1986 já não o citava
mais.
(Fontes: Paulo Filomeno; Olavo Amadeu de Assis: O
Ferroviário nos trilhos da saudade, 1985; Relação
oficial de estações da Cia. Mogiana, 1937; Guia Levi,
1941; Fepasa: Relatório de Instalações Fixas,
1986; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht) |
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| Atualização:
21.04.2009
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