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VXY Mogiana em MG
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Braz
Pari
Luz
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SPR-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: 2011
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São Paulo Railway (1891-1946)
E. F. Santos-Jundiaí (1946-1975)
RFFSA (1975-1996)
PARI
Município de São Paulo, SP
Linha-tronco - km 77,636 (1960)   SP-2576
Altitude: -   Inauguração: 23.01.1891
Uso atual: em grande parte, o espaço da Feira da Madrugada (2019)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: A São Paulo Railway - SPR ou popularmente "Ingleza" - foi a primeira estrada de ferro construída em solo paulista. Construída entre 1862 e 1867 por investidores ingleses, tinha inicialmente como um de seus maiores acionistas o Barão de Mauá. Ligando Jundiaí a Santos, transportou durante muito anos - até a década de 1930, quando a Sorocabana abriu a Mairinque-Santos - o café e outras mercadorias, além de passageiros de forma monopolística do interior para o porto, sendo um verdadeiro funil que atravessava a cidade de São Paulo de norte a sul. Em 1946, com o final da concessão governamental, passou a pertencer à União sob o nome de E. F. Santos-Jundiaí (EFSJ). O nome pegou e é usado até hoje, embora nos anos 70 tenha passado a pertencer à RFFSA, e, em 1997, tenha sido entregue à concessionária MRS, que hoje a controla. O tráfego de passageiros de longa distância terminou em 1997, mas o transporte entre Jundiaí e Paranapiacaba continua até hoje com as TUES dos trens metropolitanos.
 
A ESTAÇÃO: O pátio do Pari não era uma estação; era um pátio com linhas para todos os lados encravado no meio do bairro do Pari que auxiliava nas manobras e na estocagem dos materiais que não podiam permanecer na Luz. O pátio teria sido aberto em 1891, no ano seguinte ao em que já se colocavam pedras para o calçamento do pátio (Veja caixa abaixo).

No Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil de 1960, havia as seguintes notas com referência à estação do Pari: "Não mantém tráfego com a EFS e tributárias, pelas vias Júlio Prestes e Barra Funda, nem com a CB e tributárias, via Brás-Roosevelt" e "Não recebe nem expede: a) Valores; b) Animais de grande porte; Telegramas; d) Inflamáveis".

Na época em que as linhas da extinta Cantareira ainda existiam (até 1965), o pátio do Pari e o da Cantareira, na rua João Teodoro, não se encontravam por uma distância de cerca de dois quarteirões. Fotos aéreas mostram esta proximidade.

"No Pari existia toda a infraestrutura para exportação, como escritórios de despachantes alfandegário, o rodoviário, conexão com a TC, além dos armazéns. Existe um álbum da SPR de 1934, com o título de Estação Parí, claro que não se tratava de estação de passageiros, mas é simples entender, pois nos primórdios da ferrovia, as estações eram basicamente para cargas" (Paulo Mendes, 12/2006).

Os prédios em 2019 estavam em grande parte abandonados; muitos já demolidos.

ACIMA: Em 1890, a proposta para calçamento do pátio do Pary - CLIQUE SOBRE A FIGURA PARA VER TODA A PROPOSTA (O Estado de S. Paulo, 11/2/1890).

1892
AO LADO:
Apelo para livrar mercadorias no patio (O Estado de S. Paulo, 2/4/1892).

1892
AO LADO:
Resposta a William Sppers de alguém (um "admirador", como está subscrito?) ao "aviso ao público" de três dias antes (O Estado de S. Paulo, 5/4/1892).
ACIMA: Trabalhadores da SPR posam junto à máquina no pátio do Pari em 1910 (O Malho, 18/11/1910).

1921
AO LADO:
Desastre no patio do Pary (O Estado de S. Paulo, 15/6/1921).

ACIMA: Pátio do Pari, provavelmente anos 1950 (Autor desconhecido).

(Fontes: Paulo Mendes; Caio Bourg; O Malho, 1910; Mapas diversos, inclusive Sara Brasil, 1930; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa do Estado - acervo R. M. Giesbrecht)
     

À esquerda, mapa do pátio do Pari e da Cantareira em 1897. Acima, em 1930. à direita, foto aérea já mais recente.

Pátio do Pari, foto sem data. Acervo Paulo Mendes

Um dos prédios de armazém no pátio, em 03/2009. Foto Caio Bourg

Escritórios do pátio, em 03/2009. Foto Caio Bourg
     
Atualização: 02.09.2020
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.