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Areais
Piassagüera
Raiz da Serra
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SPR-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2003
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São Paulo
Railway (1902-1946)
E. F. Santos-Jundiaí (1946-1975)
RFFSA (1975-1996)
MRS (1996-2012) |
PIASSAGÜERA
Município de Cubatão, SP |
| Linha-tronco - km 18,900 (1935) |
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SP-2685 |
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Inauguração: 01.01.1902 |
| Uso atual: demolida |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d (já demolido) |
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| HISTORICO DA LINHA: A São Paulo
Railway - SPR ou popularmente "Ingleza" - foi a primeira estrada de
ferro construída em solo paulista. Construída entre 1862 e 1867 por
investidores ingleses, tinha inicialmente como um de seus maiores
acionistas o Barão de Mauá. Ligando Jundiaí a Santos, transportou
durante muito anos - até a década de 30, quando a Sorocabana abriu
a Mairinque-Santos - o café e outras mercadorias, além de passageiros
de forma monopolística do interior para o porto, sendo um verdadeiro
funil que atravessava a cidade de São Paulo de norte a sul. Em 1946,
com o final da concessão governamental, passou a pertencer à União
sob o nome de E. F. Santos-Jundiaí (EFSJ). O nome pegou e é usado
até hoje, embora nos anos 70 tenha passado a pertencer à REFESA, e,
em 1997, tenha sido entregue à concessionária MRS, que hoje a controla.
O tráfego de passageiros de longa distância terminou em 1997, mas
o transporte entre Jundiaí e Paranapiacaba continua até hoje com as
TUES dos trens metropolitanos. |
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A ESTAÇÃO: A estação de
Piassagüera foi inaugurada em 1902. É necessário
se notar que, segundo a circular nro. 24, assinada pelo sr. Antonio
Fidelis, então chefe de tráfego da SPR, de 19/4/1899,
o
ACIMA:
Pátio de Piassaguera em cartão postal de 1918.
| Por que existem
tantas fotografias tiradas em Piassaguera, estação
no meio de lugar nenhum? Porque se aguardava pela junção
das composições pelo funicular, que se separavam
em Paranapiacaba. "Essa é uma coisa de que eu
lembro: dependendo do tamanho da composição, demorava uma enormidade,
porque a regra era descer três carros de passageiro por vez.
Se o trem era longo, a gente ficava um tempão lá em Paranapiacaba
esperando desmembrar para descer, geralmente chovia ou garoava,
então se ficava de castigo, não dava para esticar as pernas
lá fora. Aí, quando chegava na baixada (Piassaguera), era outro
tempo longo esperando para formar a composição, via de regra
era um calor abafado, próprio daquele pé de serra, e aí todo
mundo descia da composição, até porque o calor
lá dentro não era nada agradável, só refrescava mesmo quando
o trem finalmente andava. Afora isso, os trajes da época eram
uma desgraça, a esmagadora maioria dos homens de paletó, gravata
e, muitos, até com chapéu. Os vestidos das mulheres também não
eram nada à vontade, então tome calor. Só mesmo a criançada,
de calça curta, mas de meia três quartos e sapato, é que tinha
um pouco mais de conforto" (Wanderley Duck, 12/2009). |
nome foi dado nessa data, ainda
durante a construção, iniciada em 1898. O seu
nome até então estava definido para ser "Raiz
da Serra-nova", ou "Raiz-nova".
"Como o local era em uma região de mangues,
a construção de plataformas da Estação
de Piassagüera causou uma depressão em suas fundações
que somente estacionou quando a diferença de nivelamento
atingiu meio metro. Isto foi previsto
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pelos engenheiros e macacos de elevação
haviam sido montados sob a plataforma especialmente para
corrigir este problema. Além disto, optou-se por construir
o prédio da estação em madeira para alívio
do peso" (do livro SPR-Memórias de uma Ingleza,
M.Lavander/P. Mendes, 2005). Essa sua versão original ficava
na área que mais tarde foi sacrificada para a construção
do pátio da COSIPA. Em 1964, o prédio velho já
estava abandonado e

ACIMA: Torcida do Palestra Itália - hoje
Palmeiras - posa na estação ferroviária de Piassaguera,
com a Serra do Mar ao fundo, antes de seguir viagem até Santos,
onde o time enfrentaria o Santos F. C. pelo Campeonato Paulista daquele
ano (1917). O jogo terminou em 2 a 0 para o Palestra (A Cigarra, foto
publicada na edição de 11 de outubro de 1917. Acervo
Paulo Castagnet). ABAIXO: Trem de passageiros em Piassaguera (AcervoRicardo
Braga, foto de 1939).
parcialmente
desfigurado, pronto para a demolição, enquanto a estação
funcionava num barraco provisório ao seu lado (*Revista
Ferrovia, julho de 1964). Uma versão nova foi construída
em frente à siderúrgica e chega quase debaixo do viaduto
da estrada que liga a via Anchieta ao Guarujá. Foi construída
para ser a estação inicial na subida para a linha da
"serra nova", a que tinha os planos inclinados e que hoje
está em desuso, abandonada. Nos seus desvios há sempre uma
quantidade enorme de vagões carregados

ACIMA: Estação de Piassaguera e viajantes
posando sob a placa, provavelmente anos 1950 (Acervo Lia Carrari).
ou mesmo abandonados. É utilizada como pátio
de manobras. Daqui sai, desde 1977, o ramal que vai para Conceiçãozinha,
em Vicente de Carvalho, no Guarujá, e também
chega, desde 1990, o ramal que vem da Mairinque-Santos, da
estação de Paraitinga. Ou seja: todas as composições
de bitola larga, como por exemplo, as DASH-9 da Ferronorte, que vem
do Mato Grosso, descem a serra pela Mairinque-Santos,
entram por Paraitinga, chegam em Piassagüera e
daqui seguem para o Porto de Santos. O prédio já
foi demolido, restando apenas a plataforma. A MRS tem ali um pequeno
prédio para monitoramento de manobras.
(Fontes: Lia Carrari; Antonio A. Gorni, 2005; Cesar
Sacco; Wanderley Duck; Wilson de Santis Jr.; Marlus Cintra; Paulo
Castagnet; Revista Ferrovia, julho de 1964; M.Lavander e P. Mendes:
SPR-Memórias de uma Ingleza, 2005; A Cigarra, 1917; SPR: circular
24; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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Pátio de Piassagüera em 1910. Autor desconhecido |

Passarela da estação, em 1959. Autor desconhecido |

Estação e pátio, em 1961. Autor desconhecido |

A estação original em 1952. Foto cedida por Antonio
A. Gorni |

Estação de Piassaguera, sem data. Foto César
Sacco |
Armazém de Piassagüera em 2000. Foto Wilson de Santis
Jr. |
Pátio de Piassagüera em 2000. Foto Wilson de Santis
Jr. |

Pátio da estação em 2002. Foto Marlus Cintra |

Plataforma da estação, em 2003. Foto Wilson de
Santis Jr. |

A estação operacional atual, em 2004. Foto A.
A. Gorni |
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| Atualização:
27.01.2012
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