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E.
F. do Norte (1877-1890)
E. F. Central do Brasil (1890-1975)
RFFSA (1975-1996)
MRS (1996-2008) |
PINDAMONHANGABA
Município
de Pindamonhangaba, SP |
| Ramal de
São Paulo - km 325,961 |
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SP-2696 |
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Inauguração: 18.01.1877 |
| Uso atual: estação
e sede de ONG |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1921
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| HISTORICO
DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba
a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho,
saindo da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha.
Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica,
encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro
e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal,
que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo
Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga
(1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias
se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram,
e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"...
O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi
uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba.
Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar
E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida
E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as
2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté)
e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA.
O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos
anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte,
foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998,
o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado,
com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a
concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde
1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e
no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ. |
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A ESTAÇÃO: Pindamonhangaba é uma das
estações da linha original, aberta pela E. F. São Paulo-Rio, em
1877. Dela, a partir de 1916 passou a sair a E. F. Campos de
Jordão, que a ligava à cidade de Campos de Jordão.
A estação pertenceu a várias empresas: Central do Brasil e a RFFSA,
antes da privatização da linha em 1998. Em 3 de julho de 1922, os
aviadores portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral
vieram do Rio para São Paulo e, em princípio,
a comitiva não tinha parada prevista para Pindamonhangaba.
O relato a seguir mostrava que "o trem especial que conduzia
os bravos aviadores e sua comitiva não tinha parada marcada para
esta cidade. O povo, porém, postou-se na linha impedindo a sua passagem
com bandeiras vermelhas. O comboio parou, então, recebendo os heróicos
aviadores estrondosa manifestação por parte da enorme massa popular
que enchia a

"O SINISTRO DE PINDAMONHANGABA EM 1927 - A fatalidade
pesou mais uma vez sobre a E. F. Central do Brasil, verificando-se
há poucos dias um grande desastre nas proximidades de Pindamonhangaba,
antes do kilometro 325. Da composição do trem paulista
tombaram, espatifando-se, o tender, o carro-correio, dois wagons
de segunda classe e o do chefe do trem. Houve um morto e vários
feridos no desastre. As nossas gravuras mostram: 1 - a casa do Sr.
Cembranelli, a dez metros da linha, a qual ruiu pelo abalroamento
da composição. 2 - Eloqüente aspecto do estado
em que ficaram os carros. 3 - O guindaste funcionando sobre os destroços,
horas depois do sinistro. 4 - O estado em que ficou o carro do correio"
(texto e fotos da Revista da Semana, 19/02/1927).

gare e uma grande extensão da linha ferrea. A estação estava toda
ornamentada, tocando por occasião da chegada do especial duas bandas
de musica. Saudando os illustres viajantes, falou o dr. Alfredo
Machado que pronunciou o seguinte discurso: (...) Após serem erguidos
enthusiasticos e calorosos vivas, o comboio poz-se novamente em
movimento." (da Revista Portugal-Brasil, A Hora Gloriosa
da Raça, ed. Monteiro Lobato e Cia, de 1922). É
Marco Giffoni quem conta: "Em Pinda, dizem
que toda aquela área que compreende a estação
e a escola Alfredo Pujol era um cemitério. Certa vez li uma
crônica sobre a cidade, em que o barão Homem de Mello,
na época da construção da E. F. do Norte, saiu
para procurar um local adequado para a estação e ao
se deparar com aquele cemitério, fincou a bengala no chão
e disse: "vamos limpar tudo e fazer o prédio aqui".
O pessoal da cidade, supersticioso, ficou desgostoso com a escolha,
mas tiveram de aceitar..." Essa estação,
a original, foi demolida quando da construção do prédio
atual, no mesmo local dela, em 1921. Em 1971, a saída para Campos
de Jordão passou a ser feita por uma estação própria para isso,
alguns metros à frente na linha; a estação de Pindamonhan-gaba
ainda atendeu passageiros por mais alguns anos, até que nos anos
90 isso acabou. Em 1999, ela abrigava a sede de uma ONG e
tinha uma sala ainda para um operador de sinalização da MRS, empresa
que detém hoje a concessão da linha da antiga Central.
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A estação original de Pindamonhangaba, foto sem
data; foto do site www.pindasp.cjb.net |

Estação de Pindamonhangaba, em 1928. Foto do livro
de Max Vasconcellos, A Central do Brasil, 1928 |

Ao fundo à esquerda, a estação, em 14/01/1999.
Do outro lado da linha, à direita na foto, o armazém
que se afirma ser o prédio da estação antiga.
Foto Ralph M. Giesbrecht |

Fachada da estação de Pindamonhangaba, em 14/01/1999.
Foto Ralph M. Giesbrecht |

Fachada da estação de Pindamonhangaba, em 14/01/1999.
Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação em 07/2005. Foto Nelson Correa |
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| Atualização:
26.12.2009
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