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| E. F. Sorocabana
(1906-1966) |
PIRAJU
Município de Piraju, SP (veja
a cidade) |
| Ramal de Piraju - km 452,773 (1931) |
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SP-2080 |
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Inauguração: 03.10.1906 |
| Uso atual: em restauração (2010) |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1908 |
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| HISTORICO DA LINHA: O ramal de
Piraju, com 26,041 km, foi aberto ao tráfego em 3 de outubro de 1906,
e na época era na verdade a continuação da linha do Tibagi, nome na
época do tronco da Sorocabana. A linha tinha apenas duas estações,
Ataliba Leonel e Piraju, e partia da estação de Manduri. Em 1908,
com a linha do Tibagi continuando a partir de Manduri, a linha de
Piraju passou a ser o ramal de Piraju. A linha foi construída, na
verdade, com a Câmara Municipal de Piraju bancando parte do seu custo.
O ramal foi um dos dois últimos, ao lado do ramal de Santa Cruz do
Rio Pardo, ali próximo, dos curtos ramais da Sorocabana a ser desativado,
no final de 1966. Em seguida, os trilhos foram retirados e tudo caiu
no abandono. |
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A ESTAÇÃO: A estação de
Piraju, inaugurada em 1906 como ponta da linha do Tibagi,
transformou-se dois anos mais tarde no ponto terminal do ramal
de Piraju, visto que o que viria a se tornar o tronco da Sorocabana
continuou a partir de Manduri para oeste. Na verdade, o ramal
Manduri-Piraju foi custeado pela Prefeitura de Piraju, interessada
em ter a Sorocabana coletando café em suas terras. Construída
e inaugurada em 05/04/1908, portanto dois anos depois de sua inauguração,
na época de Percival Farquar, empresário americano dono da
Sorocabana a partir de 1907 e de uma enorme rede ferroviária no Brasil
da época, a estação segue

ACIMA: Em 1913, o já ex-Presidente dos Estados
Unidos, Theodore Roosevelt, o primeiro à esquerda sentado no
tílburi, visita o Brasil e pára em Piraju, aonde foi
pelo trem da Sorocabana; Roosevelt estava descendo para o sul, de
onde voltaria para o Mato Grosso, onde se encontraria com o General
Rondon. Aqui, ele está em frente à estação
da cidade (Autor desconhecido - Acervo Elias Vieira). ABAIXO: A estação
em reforma, em fotografias de maio de 2009 (Fotos Reinaldo Bernardes
Rodrigues).
uma tipologia arquitetônica diferente das demais estações
construídas pelo governo, tendo sido projetado pelo arquiteto Ramos
de Azevedo. A partir de 1915, passou a ligar a estação à cidade,
e dali a Sarutaiá, uma linha de bondes com 26 km - mesma extensão
do ramal - que, segundo Werner Vana, tem importância histórica
devido a dois fatos: a conexão com a estação da Sorocabana, e pelo
fato de Piraju ser na época a menor cidade do Estado de São
Paulo. Na época da inauguração dos bondes, a cidade tinha menos de
4000 habitantes. Os bondes foram desativados provavelmente antes do
fim do ramal. Em 1937, o conjunto passou por grandes transformações:
novas unidades residenciais foram construídas, além de outro armazém,
maior que o original. A estação foi ampliada no piso superior: lá
era a residência do chefe da estação e, por causa da família numerosa,
foram construídos mais dois quartos. Com a desativação do ramal ferroviário
em 1966, o local ficou em estado de semi-abandono. Os armazéns
ainda foram usados até 1971 para estoque de café produzido
na região, em sacas que passaram a ser enviadas de caminhão
para a estação de Bernardino de Campos, onde
eram transportadas pelos trens da Sorocabana. A estação,
bem como todo o ativo do ramal, passou não para a Fepasa, em
1971, mas para o Governo do Estado. Foi usado pela Prefeitura e alguns
outros usos, depois foi invadida, e atualmente está abandonada.
Um acordo recente entre a Prefeitura e o Estado, onde este último
doou a área para o município, permitiu o uso provisório dos galpões
o que, de fato, resultou em certo nível de conservação dos imóveis.
A doação exigiu que o conjunto fosse usado para fins culturais. A
estação continua abandonada, mas os armazéns estão sendo utilizados
como oficina cultural com apoio do Senac, já desde 1997. Finalmente,
em 2009, iniciou-se a restauração do prédio da
estação, incluindo a recuperação de seus
detalhes e suas pinturas. Maiores detalhes sobre a estação
de Piraju podem ser vistos no excelente livro ARQUEOLOGIA
DA ARQUITETURA: ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE PIRAJU
- ENSAIO DE ARQUELOGIA DA ARQUITETURA DE RAMOS DE AZEVEDO, POR DAISY
DE MORAIS, EDITORA HABILIS, 2007.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht - pesquisa local, 2000;
Reinaldo Bernardes Rodrigues, 2009; Antonio C. Belviso; Elias Vieira;
Adriano Martins, 2002; E. F. Sorocabana: relatórios oficiais,
1900-1969; Folha de Piraju, 2000-2001; Daisy de Morais: Arqueologia
da Arquitetura - Estação Ferroviária de Piraju
- Ensaio de Arqueologia da Arquitetura de Ramos de Azevedo, Ed. Habilis,
2007; A Cigarra, 1915; IBGE, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht).
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A estação de Piraju na época da inauguração
do prédio da estação, em 1908. Foto de
livro comemorativo da Sorocabana Railway, 1909 |

A estação de Piraju na época da inauguração
do prédio da estação, em 1908. Foto de
livro comemorativo da Sorocabana Railway, 1909 |
No dia da inauguração do bonde, em 1915. Foto
da revista A Cigarra, 1915 |

A estação em festa aguarda a chegada do Presidente
do Estado, Jorge Tibiriçá, na inauguração
do prédio da estação, em 05/04/1908. Foto
cedida por Antonio C. Belviso |

A estação abandonada, em 22/10/2000. Foto Ralph
M. Giesbrecht |

A estação abandonada, em 22/10/2000. Foto Ralph
M. Giesbrecht |

A estação abandonada, em 22/10/2000. Foto Ralph
M. Giesbrecht |

A estação em 09/2002. Foto Adriano Martins |

A estação vista da cidade, em 09/2002. Foto Adriano
Martins |

A estação em fase final de restauro, em 9/2009.
Foto Reinaldo Rodrigues |
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| Atualização:
17.08.2010
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