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VXY Mogiana em MG
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No ramal de Agudos original (1905/24-1941):
Batalha
Piratininga
Alba
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No tronco oeste
(1941-1976):
Bauru Paulista
Piratininga
Alba
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Chegada do ramal de Agudos (1941-1966):
Batalha
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Tronco oeste CP-1970
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Comparando o tronco oeste (1941) com o ramal de Agudos (1941-66) - Autor: Ricardo Bagnato s/ Google Maps
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IBGE - 1970
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 1999
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Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1905-1971)
FEPASA (1971-1976)
PIRATININGA
Municípios de Agudos (1905-1913);
Piratininga (1913-), SP
Ramal de Agudos - km 120,552   SP-0791
tronco oeste - km 353,352 (1957)   Inauguração: 25.01.1905
Uso atual: uso da Prefeitura   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1905
 
 
HISTORICO DA LINHA: O chamado tronco oeste da Paulista, um enorme ramal que parte de Itirapina até o rio Paraná, foi constituído em 1941 a partir da retificação das linhas de três ramais já existentes: os ramais de Jaú (originalmente construído pela Cia. Rio-clarense e depois por pouco tempo de propriedade da Rio Claro Railway, comprada pela Paulista em 1892), de Agudos e de Bauru. A partir desse ano, a linha, que chegava somente até Tupã, foi prolongada progressivamente até Panorama, na beira do rio Paraná, onde chegou em 1962. A substituição da bitola métrica pela larga também foi feita progressivamente, bem como a eletrificação da linha, que alcançou seu ponto máximo em 1952, em Cabrália Paulista. Em 1976, já com a linha sob administração da FEPASA, o trecho entre Bauru e Garça que passava pelo sul da serra das Esmeraldas, foi retificado, suprimindo-se uma série de estações e deixando-se a eletrificação até Bauru somente. Trens de passageiros, a partir de novembro de 1998 operados pela Ferroban, seguiram trafegando pela linha precariamente até 15 de março de 2001, quando foram suprimidos.
 
A ESTAÇÃO: Inaugurada em 1905, como ponta de linha do então ramal de Agudos, a estação de Piratininga era o ponto do qual, por muitos anos, a partir de 1924, continuaria a linha da Paulista que desbravaria o oeste do Estado. A estação ficava muito próxima a um pequeno povoado de nome Santa Cruz dos Inocentes. A idéia da companhia era que a estação fosse o núcleo de uma nova cidade, o que realmente acabou acontecendo. As terras - 15 alqueires - foram doadas à Cia. Paulista pelo Coronel Vergílio Rodrigues Alves. Em 1937, foi unida a Bauru, ainda com linha métrica, modificação que fez com que, a partir de 1941, a estação passasse a fazer parte do tronco oeste, passando também a ser o ponto final do novo, e bem mais curto, ramal de Agudos. Nos anos

ACIMA: Subestação de Piratininga, em foto de 1967. A linha principal de bitola larga está à direita, aparecendo com os postes da eletrificação e pelo menos uma segunda linha do pátio da estação. A estação está fora da fotografia, para a direita, sentido Cabrália; a locomotiva "box" da Paulista está no sentido Bauru; notar um desvio saindo para a esquerda, também de bitola larga, mas não eletrificado, e uma linha dentro do pátio da subestação elétrica. Essa era a saída do ramal de Agudos, já desativado em fins de 1966; não se vê na foto sinais de linha métrica, e a explicação era de que essa saída foi mantida em bitola larga para dar passagem às locomotivas que precisassem ir para a subestação. O resto do ramal já havia sido provavelmente retirado (Acervo Ricardo Frontera).
1940, os trilhos que passavam por Piratininga foram ampliados para bitola larga e eletrificados. O ramal de Agudos foi desativado em 1966, e, em 1976, foi suprimida a linha que unia Bauru a Garça pelo sul da serra das Esmeraldas, passando pela estação, que foi, então, desativada. Hoje, sem trilhos, retirados após a inauguração da variante Bauru-Garça, a estação fica ao norte da zona urbana da cidade, próxima à saída para Bauru. Esteve servindo como depósito da Prefeitura, além de uma fábrica de barbantes; do lado do leito, existe uma rua asfaltada, que estava sendo usada para alguma festa, no dia da foto; do lado da entrada, estava bastante descaracterizada, com construções medíocres, de alvenaria, anexas a ela. Em 2002 foi reformada e integrada à praça que existe atrás dela.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Fabio Vasconcellos; Ricardo Bagnato; José Pascon Rocha; Ricardo Frontera; Adriano Martins; Paulo Coimbra; Filemon Perez: Cia. Paulista, 50 anos, 1918; Cia. Paulista: relatórios anuais, 1900-69; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação de Piratininga em 1918. Foto Filemon Perez

Locomotiva box em Piratininga, 1975. Foto José Pascon Rocha

Troca de loco elétrica por diesel, em 04/1976, em Piratininga. Esta era uma operação incomum, pois normalmente as elétricas seguiam até Cabrália, três estações à frente. Foto José Pascon Rocha

Estação de Piratininga, em 1976. Foto José Pascon Rocha

O último trem em Piratininga, em maio de 1976. Acervo Ricardo Frontera

A estação, em 20/05/1999. Foto Ralph M. Giesbrecht

A antiga estação, em 2000. Foto Ricardo Frontera

A estação reformada, em 07/2002. Foto Paulo Coimbra

A estação reformada, em 07/2002. Foto Paulo Coimbra

A estação em 27/12/2009. Foto Adriano Martins

A estação em 1/2012. Foto Fabio Vasconcellos
 
     
Atualização: 24.11.2012
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.