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Great Western do
Brasil (1907-1950)
Rede Ferroviária do Nordeste (1950-1975)
RFFSA (1975-1997) |
INGÁ
Município de Campina Grande, PB |
| Ramal de Campina Grande - km 181 (1960) |
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PB-3536 |
| Altitude: 144 m |
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Inauguração: 02.10.1907 |
| Uso atual: abandonada (2013) |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: O ramal de
Campina Grande teve seu primeiro trecho entregue em 2 de outubro de
1907, entre a estação de Itabaiana, na linha da Great
Western que ligava Recife a Natal, e a cidade paraibana de Campina
Grande. Do outro lado do Estado da Paraíba, entre 1923 e 1926,
a Rede de Viação Cearense alcançava a cidade
de Souza, partindo de sua linha-tronco que ligava Fortaleza a Crato,
no Ceará, a partir da estação de Arrojado. De
Souza, a RVC avançou até Pombal (1932) e depois a Patos
(1944). O trecho de 164 km entre Patos e Campina Grande somente seria
entregue ao tráfego em 1958, e era justamente esta a linha
que ligava o Nordete Ocidental ao Oriental, ou seja, o Ceará
ao resto do Brasil. Hoje este ramal é um dos mais movimentados,
em termos de cargueiros, do Nordeste, ligando Recife a Fortaleza e
dali a São Luiz do Maranhão. O tráfego de passageiros
no ramal foi desativado nos anos 1980. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Ingá foi inaugurada em 1907 pela Great Western, no
trecho Itabaiana-Campina Grande.
Na estação de Ingá foram encontrados um relógio antigo do início
do século XX, e uma balança de pesar algodão também
do início do século XX. A estação foi tombada pelo Patrimônio Histórico
e Artistico do Estado da Paraíba (IPHAEP), em 2001. Possui volumetria
singela arrematada por coberta aparente em telha cerâmica canal em
duas águas, com cumeeira central disposta no sentido longitudinal
do edifício. A construção compreende 91 m² de área coberta abrigando
bilheteria, residência do agente e um depósito, além de uma “casinha”
– banheiro separado com 2.3 m². O comprimento total da plataforma
é de 15 metros.
A estação fica localizada a 2 Km do centro da cidade de Ingá e a 7
Km da parada das Itacoatiaras de Ingá – sítio arqueológico.
O prédio estava abandonado em 2013.
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AO LADO: Extraído
de Retalhos Históricos de Campina Grande( em http://cgretalhos.
blogspot.com).
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Em
1907... Ingá: Uma outra parada, estação da villa parahybana
que lhe deu o nome. Não podemos descrever a villa, atraz de
uma pequena serra, à vanguarda da estação e a distancia de 2
kilometros. Mesmo assim na passagem do trem avistamos o seu
casario, destacando-se claramente um bonito cruzeiro. Ainda
o movimento das duas primeiras: grupos e mais grupos de pessoas
em admiração ao trem. Uma certa demora, tivemos, motivada pela
descida de uma força federal, do 14° batalhão que para ali se
dirigia, sob o comando do 2° tenente Francisco Barretto de Menezes.
Um cavalheiro, que nos disse chamar-se Joaquim Lima e ser 1°
tabellião no Ingá, procurava nos fornecer algumas notas da cidade,
mas o chefe da estação, o sr. Arcelino de Lima Pontes, dava
o trem como prompto e ao apito do conductor, acenando da plata-forma
a sua clássica bandeirinha azul, deixamos sua estação toda a
procura do Galante |

ACIMA: Parte do pátio de Ingá em 21/12/2013.
Desleixo e sujeira total, mas os trilhos permanecem (Fotos
Luiz Antonio Coutinho).
(Fontes: Glauber Carvalho Costa; Nilson Rodrigues;
Luiz Antonio Coutinho; Jônatas Rodrigues, 2006; http://cgretalhos.
blogspot.com; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Guias
Levi, 1932-79; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A estação do Ingá, sem data. Acervo Jonatas
Rodrigues |

Estação de Ingá em 1997. Foto Luiz Antonio
Coutinho |

Estação de Ingá em 2006. Foto Nilson Rodrigues |

Plataforma da estação de Ingá em 2007.
Acervo Jonatas Rodrigues |

Estação do Ingá em 21/12/2013. Foto Luiz
Antonio Coutinho |

Estação de Ingá em 7/8/2016. Foto Glauber
Carvalho Costa |
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| Atualização:
29.01.2017
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