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Frei Timóteo
Jataizinho
Ibiporã
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2004
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E. F. São
Paulo-Paraná (1932-1944)
RVPSC - linha Ourinhos-Cianorte (1944-1975)
RFFSA (1975-1996)
ALL (1996-2010) |
JATAIZINHO
(antiga JATAÍ-PARANÁ)
Município de Jataizinho, PR |
| Linha Ourinhos-Cianorte - km 484 (1960) |
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PR-1484 |
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Inauguração: 03.05.1932 |
| Uso atual: ALL |
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com trilhos |
| Data de abertura do prédio atual:
n/d |
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HISTÓRICO DA ESTAÇÃO:
A estação de Jataí, depois Jataí-Paraná
e finalmente Jataizinho, foi inaugurada em 1932, como ponta
de linha da E. F. São Paulo-Paraná, aguardando as obras
da ponte sobre o rio Tibagi, muito próxima a ela, para cruzar
o rio e alcançar Londrina - o que se deu somente em 1935. "Meu
pai, Ferrúcio Manfrinato, aí por 1930, deixou São
Pedro, perto de Piracicaba, para tentar a sorte no Norte do Paraná,
cujo centro importante era Londrina, que seria o polo da colonização
e chegada dos trilhos da Estrada de Ferro São Paulo-Paraná.
Naquele tempo, tudo mato. A ponte ferroviária estava em construção.
Meu pai era trabalhador braçal, antes ajudava meu avô
em lavoura de café. Chegou a ser um microempresário
de indústria de gordura animal e açougue e dono de hospedaria
e restaurante. O ponto principal, que me atinge, é a estação
ferroviária do então Jataí-Paraná, pois
minha casa ficava vizinha e eu, com 10 a 13 anos, ganhava uns trocados
carregando mala da estação até ponto de ônibus
ou ao Hotel Jataí, de João Manfrinato. Todo dia era
como uma festa a chegada do trem vindo de Ourinhos com passageiros
procedentes de São Paulo e de outras partes do Brasil, do Nordeste
e às vezes até estrangeiros. O trem apitava na curva
longínqua, resfolegava; ao chegar batia o sino, sendo que a
estação também tinha sino. Daí os viajantes
desembarcavam dos vários vagões, e os moleques estavam
prontos para pegar as malas. Enquanto aguardávamos a chegada
do trem, nós garotos brincávamos por ali e o mais habitual,
para evitar o sol quente, era jogar pedrinhas embaixo da caixa d'água.
Havia dois jogos, um com 5 pedrinhas e outro com 20. E a gente passava
às vezes mais de hora "jogando", com brincadeiras,
piadas, algazarra, próprias de crianças. Alguma briguinha
também. Às vezes também bolinhas de gude. E correrias
tipo esconde-esconde, utilizando os vagões estacionados no
pátio, pois havia outros dois desvios com uns 300 m de extensão.
Ali havia extração de areia do Rio Tibagi e olarias
de fabricação de telhas e tijolos, e os produtos, transportados
em vagões-gôndolas para vários destinos. Então,
a sombra da caixa d'água, de ferro e forma aproximadamente
cúbica era o nosso ponto ou refúgio num tempo em que
a gente nem reparava na forma e aspecto dela e, somente após
um bom tempo é que a gente, com saudade, vendo-a ainda nas
fotos de 2001 em seu aspecto original, relativamente bem conservada,
lhe dá uma importância histórica associada a um
sentimento de veneração por algo que não atinge
os estranhos não vinculados ao papel que, durante muitos anos,
desempenhou" (Paulino Manfrinato, Curitiba, PR, 06/2005).
"Em Jataizinho, a estação estava fechada, porém
não tão abandonada assim. Havia uma certa conservação,
ao menos melhor que a de Uraí. Deparamo-nos lá com alguns
veículos de manutenção da ALL, da equipe de correção
geométrica. Revendo fotos antigas, da mesma ferrovia, percebi
que a caixa-dágua está como nova, que apenas uma camada
leve de ferrugem a cobriu" (Douglas Razaboni, novembro
de 2001). A estação serve hoje (2010) à concessionária
ALL. Em 2000, tinha 4 desvios no pátio. A caixa d'água,
essa foi demolida, sabe-se Deus por que.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Paulino
Manfrinato; José Carlos Neves Lopes; Antonio Rapette; Wanderley
Duck; Douglas Razaboni; Fernando Domeze; Cia. Melhoramentos Norte
do Paraná; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960)
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| Atualização:
31.07.2010
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