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Presidente Munhoz
Leoflora
Cambará
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IBGE - 1970
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: N/D
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Estrada de Ferro Noroeste do Paraná (1924-1928)
Estrada de Ferro São Paulo-Paraná (1928-1944)
Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (1944-1975)
RFFSA (1975-1996)
LEOFLORA
Município de Jacarezinho, PR
Linha Ourinhos-Cianorte - km 321 (1960)   PR-1166
    Inauguração: 12.06.1924
Uso atual: demolida   com trilhos
Data de abertura do prédio atual: n/d (já demolido)
 
 
HISTÓRICO DA ESTAÇÃO: A estação de Leoflora foi construída ainda no tempo da Estrada de Ferro Noroeste do Paraná, nome inicial da E. F. São Paulo-Paraná. Em janeiro de 1924, os trilhos chegavam somente até ela e a ferrovia ainda não operava. Na mesma época, chegava ao Brasil Lord Lovat, que se impressionou tanto com a região que saiu do Brasil depois de poucos dias com a idéia de fundar a Companhia de Terras do Norte do Paraná, o que ocorreu no segundo semestre de 1925. Foi esta empresa que colonizou o Norte do Paraná e fundou Londrina, em 1929. O nome

ACIMA: Trem inaugural da Cia. Ferroviária São Paulo-Paraná (ou E. F. Noroeste do Paraná) chaga à estação de Leoflora em junho de 1924 (A Cigarra, 15/6/1924).
da estação de Leoflora é uma junção dos nomes de Leovigildo e Flora Ferraz, marido e mulher, ele filho de Antonio Ferraz, um dos sócios fundadores da ferrovia. Esta somente começou a operar no trecho Ourinhos-Cambará em junho de 1924. Em 1931, quando o Príncipe de Gales esteve no Brasil para visitar a Companhia, da qual era um dos sócios, desceu nessa estação (em 31 de março) acompanhado do interventor paranaense, General Mario Tourinho, e posou para uma fotografia ao lado dos ingleses da empresa. Mais tarde, o prédio original foi posto abaixo e outra estação o substituiu. Tal fato deve ter ocorrido nos anos 1960. Este prédio também foi demolido após sua desativação em 1982. "Uma pessoa de bicicleta, morador da região, foi quem indagamos sobre Leoflora. Não entendendo direito o que falávamos (talvez devido ao grau alcoólico avançado, apesar de ser ainda bem cedo...), informou que era só seguir a mesma estrada de terra, em frente. Dirigimos por alguns minutos, e a estrada se transformou num verdadeiro labirinto de estradinhas e carreadores de cana de açúcar, cultura dominante da região. Ora nos aproximávamos da linha férrea, ora nos afastávamos dela, e nada de achar a dita estação. Como a cana estava recém cortada, a orientação não estava tão prejudicada, e começamos a perguntar para outros lavradores que encontramos pelo caminho sobre a estação. Nenhum deles sabia informar com precisão, afirmando existir por
"Morei na Fazenda Flora em 1955, cujos donos eram: João Pereira Inácio e Felix Bechara. No final de 1955, a fazenda foi vendida para os pais do senhor Joaquim, que deve ser o dono até os dias de hoje. Quando morava na Fazenda Flora, quase todos os finais de semanas eu e meus colegas passávamos pela estação, onde parávamos para beber água com groselha e depois seguíamos para a Fazenda Água do Bugre" (Afonso Cezare Peres, 29/8/2011).
ali a "Fazenda Flora", mas não a estação Leoflora. Já quase desistindo, encontramos um tratorista mais antigo daquele lugar, que informou que a estação não existe mais. Portanto, provavelmente um dos montes esparços de entulho que avistamos à beira da linha num dos cruzamentos

ACIMA: Sede da fazenda Flora, de Leo e sua esposa Flora: a fazenda existe mesmo (Foto sem data, de Afonso Cezare Peres).
de nível seja tudo o que restou dela. Simplesmente não havia o que fotografar
" (Douglas Razzaboni, 27/07/2002). "Meu avô, Renato da Costa Lima, comprou a Fazenda Flora do sr. Leovigildo, e há mais de 40 anos que meu pai, Joaquim Augusto da Costa Lima, vive lá. A informação que tenho, é que a própria ferrovia demoliu a estação, por haver invasões no local" (Fernando da Costa Lima, 01/2009).
(Fontes: Carlos Procopio Ferraz; Afonso Cezare Peres; Carlos Alberto Rollo; Fernando da Costa Lima; Douglas Razzaboni; O Malho, 1924; A Cigarra, 1924; Livro Ilustrado do Estado de São Paulo, 1924; Colonização e Desenvolvimento do Norte do Paraná: Depoimentos sobre a maior obra do gênero realizada por uma empresa privada, Edanee, 1975; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação de Leoflora em 1924. Extraído do Livro Ilustrado do Estado de São Paulo, 1924, acervo de Carlos Procopio Ferraz

Outra foto da estação no dia de sua inaugração. A Cigarra, 15/6/1924

A estação, em foto sem data. Percebe-se que já era outro prédio, mais novo que o da inaugração. Cedida por Carlos Alberto Rollo
     
     
     
Atualização: 25.01.2012
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.