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VXY Mogiana em MG
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Itororó
Barra Fria
Leão
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Itararé-Uruguai, SC - 1965
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IBGE - 1960
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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C. E. F. São Paulo-Rio Grande (1921-1942)
Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (1942-1975)
RFFSA (1975-1996)
BARRA FRIA
Município de Erval Velho, SC
linha Itararé-Uruguai - km 802,095 (1936)   SC-0458
    Inauguração: 31.12.1921
Uso atual: demolida   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d (já demolido)
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha Itararé-Uruguai, a linha-tronco da RVPSC, teve a sua construção iniciada em 1896 e o seu primeiro trecho aberto em 1900, entre Piraí do Sul e Rebouças, entroncando-se em Ponta Grossa com a E. F. Paraná. Em 1909 já se entroncava em Itararé, seu quilômetro zero, em São Paulo, com o ramal de Itararé, da Sorocabana. Ao sul, atingiu União da Vitória em 1905 e Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul, divisa com Santa Catarina, em 1910. Trens de passageiros, inclusive o famoso Trem Internacional São Paulo-Montevideo, este entre 1943 e 1954, passaram anos por sua linha. Os últimos trens de passageiros, já trens mistos, passaram na região de Ponta Grossa em 1983. Em 1994, o trecho Itararé-Jaguariaíva foi erradicado. Em 1995, o trecho Engenheiro Gutierrez-Porto União também o foi. O trecho Porto União-Marcelino Ramos somente é utilizado hoje eventualmente por trens turísticos de periodicidade irregular e trens de capina da ALL. O trecho Jaguariaíva-Eng. Gutierrez ainda tem movimento de cargueiros da ALL.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Barra Fria foi inaugurada no último dia

ACIMA: Ponte de ferrovia sobre afluente do rio do Peixe, em Barra Fria (Foto Marckson Kielek, 2010).

A comunidade de Barra Fria, no interior do município do Erval Velho, mais parece uma vila abandonada. "Isso aqui já foi muito rico na época do trem", conta o morador João Maria Moreira, 65 anos. Era pelos trilhos localizados em frente à estação que os trens de passageiros e cargas passavam em direção ao centro do País. Hoje, os trilhos estão escondidos pelo mato e, da antiga estação, só sobraram algumas pedras. Da estrada, se vê apenas a caixa d'água, enferrujada, que servia para o abastecimento das marias-fumaças. Em volta, há criações de galinhas e porcos. Das antigas casas de alvenaria da vila, sobraram apenas escombros. Para se chegar ao local é preciso percorrer cerca de 20 quilômetros de estrada de chão, seguindo o rio do Peixe (Diário Catarinense, 26/07/2002).

do ano de 1921. Segundo Nilson Rodrigues, em 07/2005, sobraram apenas as colunas de sustentação do velho prédio da estação de Barra Fria. Da estação só sobraram as pilastras, como aconteceu com quase todas as estações deste trecho. Sobrou a caixa d'agua, que fica a 60 metros da estação, no sentido Caçador.
(Fontes: Nilson Rodrigues; Diário Catarinense, 2002; RVPSC: Relatórios oficiais, 1920-60; RVPSC: Horário dos Trens de Passageiros e Cargas, 1936; IBGE, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)

TRENS - De acordo com os guias de horários e fontes diversas, trens de passageiros pararam nesta estação de 1921 a 1983. Veja aqui horários em 1948 (Guias Levi).
     

Não sobrou nada em Barra Fria. Foto do Diário Catarinense, em 26/07/2002

Pilares da estação, únicos vestígios. Foto Nilson Rodrigues em 31/07/2005.

Caixa d'água da estação. Foto Nilson Rodrigues em 31/07/2005.
   

 

     
Atualização: 31.03.2011
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.