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VXY Mogiana em MG
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Adolfo Konder
Caçador
Engenheiro Leite Ribeiro
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Itararé-Uruguai, SC - 1965
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2004
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C. E. F. São Paulo-Rio Grande (1910-1930)
Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (1930-1941)
CAÇADOR (antiga RIO CAÇADOR)
Município de Caçador, SC
linha Itararé-Uruguai - km 644,119 (1935)   SC-0449
Altitude: 887,628 m   Inauguração: 01.05.1910
Uso atual: museu (na réplica)   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1910 (demolido e depois reconstruído como réplica)
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha Itararé-Uruguai, a linha-tronco da RVPSC, teve a sua construção iniciada em 1896 e o seu primeiro trecho aberto em 1900, entre Piraí do Sul e Rebouças, entroncando-se em Ponta Grossa com a E. F. Paraná. Em 1909 já se entroncava em Itararé, seu quilômetro zero, em São Paulo, com o ramal de Itararé, da Sorocabana. Ao sul, atingiu União da Vitória em 1905 e Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul, divisa com Santa Catarina, em 1910. Trens de passageiros, inclusive o famoso Trem Internacional São Paulo-Montevideo, este entre 1943 e 1954, passaram anos por sua linha. Os últimos trens de passageiros, já trens mistos, passaram na região de Ponta Grossa em 1983. Em 1994, o trecho Itararé-Jaguariaíva foi erradicado. Em 1995, o trecho Engenheiro Gutierrez-Porto União também o foi. O trecho Porto União-Marcelino Ramos somente é utilizado hoje eventualmente por trens turísticos de periodicidade irregular e trens de capina da ALL. O trecho Jaguariaíva-Eng. Gutierrez ainda tem movimento de cargueiros da ALL.
 
HISTÓRICO DA ESTAÇÃO: A estação foi inaugurada em 1910, com
No prédio em madeira cinza, a inscrição Rio Caçador. Localizado na avenida Getúlio Vargas, centro de Caçador, o imóvel acolhe o Museu do Contestado. Inaugurado em 23 de outubro de 1986 e oferecido pela RFFSA, guarda objetos, documentos e mapas que contam a história do conflito que, entre os anos de 1912 e 1916, estremeceu a região. Ali também está mantida a memória da ferrovia, dos índios, do povoamento e da colonização do município localisado às margens do Rio do Peixe. O Museu Histórico e Antropológico do Contestado procura seguir os detalhes da primeira estação, construída em 1910. Do lado de fora do prédio, uma locomotiva a vapor e dois carros. No alto, o sino como símbolo do movimento de cargas e de passageiros que no passado caracterizou a estação. O trecho está desativado desde 1996. Alguns metros adiante encontram-se outros prédios pertencentes à RFFSA. Ao longe, a majestosa caixa d'água que servia ao abastecimento das Marias-Fumaça. Agora, grafada com o nome "bombeiros". Numa das casas de madeira ao longo da linha férrea de Caçador mora a família de Adão Batista, 46 anos. Funcionário da RFFSA por 13 anos, Batista trabalhou na manutenção dos trilhos no trecho Caçador-Calmon e de Videira a Tangará. "Troquei muitos dormentes, pois se tratava de uma questão de segurança à vida das pessoas e à movimentação de cargas. Certos dias passavam por aqui até 12 trens de carga. Foi uma pena a desativação". Batista tem duas filhas. Hoje, ele costuma passear pelos trilhos com o neto André Lucas. (Texto do Diário Catarinense, 24/07/2002)
o nome de Rio Caçador, alterado em 1934 para simplesmente Caçador, quando da criação do município. A estação antiga, de madeira, foi substituída por uma nova de alvenaria em 1946. Destruído por um incêndio em 1941, o antigo prédio incendiado foi reconstruído, em local diferente e fora da linha, para abrigar hoje um museu. Durante o período entre o incêndio e a nova estação de 1946, supõe-se ter existido uma estação provisória no pátio. (veja também CAÇADOR-NOVA)
TRENS - De acordo com os guias de horários e fontes diversas, trens de passageiros pararam nesta estação de 1910 a 1942. Veja aqui horários em 1940 (Guias Levi).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Nilson Rodrigues; Artur Wischral; Joeli Laba; RVPSC: Horário dos Trens de Passageiros e Cargas, 1936; RVPSC: Relatórios anuais, 1920-60; IBGE, 1957; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Estação de Rio Caçador, em 1910. Autor desconhecido

A estação em 1935. Foto Artur Wischral, acervo Nilson Rodrigues

A estação em 1938. Acervo Joeli Laba, cessão Nilson Rodrigues

A estação de Rio Caçador, reconstruída, abriga hoje um museu. Foto do jornal Diário Catarinense de 23/07/2002

     
Atualização: 06.03.2014
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.