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Capinzal
Avaí
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Itararé-Uruguai, SC - 1965
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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C. E. F. São Paulo-Rio Grande (1910-1930)
Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (1930-1975)
RFFSA (1975-1996)
CAPINZAL (antiga RIO CAPINZAL)
Município de Capinzal, SC
linha Itararé-Uruguai - km 828,232 (1936)   SC-0466
Altitude: 446,356 m   Inauguração: 20.10.1910
Uso atual: lanchonete (2007)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha Itararé-Uruguai, a linha-tronco da RVPSC, teve a sua construção iniciada em 1896 e o seu primeiro trecho aberto em 1900, entre Piraí do Sul e Rebouças, entroncando-se em Ponta Grossa com a E. F. Paraná. Em 1909 já se entroncava em Itararé, seu quilômetro zero, em São Paulo, com o ramal de Itararé, da Sorocabana. Ao sul, atingiu União da Vitória em 1905 e Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul, divisa com Santa Catarina, em 1910. Trens de passageiros, inclusive o famoso Trem Internacional São Paulo-Montevideo, este entre 1943 e 1954, passaram anos por sua linha. Os últimos trens de passageiros, já trens mistos, passaram na região de Ponta Grossa em 1983. Em 1994, o trecho Itararé-Jaguariaíva foi erradicado. Em 1995, o trecho Engenheiro Gutierrez-Porto União também o foi. O trecho Porto União-Marcelino Ramos somente é utilizado hoje eventualmente por trens turísticos de periodicidade irregular e trens de capina da ALL. O trecho Jaguariaíva-Eng. Gutierrez ainda tem movimento de cargueiros da ALL.
 
A ESTAÇÃO: A estação foi inaugurada em 1910, com o nome de Rio Capinzal.

Em 1943, tornou-se somente Capinzal e em 1948 a cidade que cresceu a partir da estação tornou-se município.

Desativada em 1983 juntamente com a linha de passageiros, o prédio da estação abrigava em 2002 uma loja de materiais de construção.

Não era mais o prédio original de 1910, que era de madeira; o atual estava bastante descaracterizado. Em 2007, já era uma lanchonete.

1924
AO LADO:
Problemas no carregamento de cargas na estação (O Estado de S. Paulo, 8/4/1924).
ACIMA: Estação antiga de Rio Capinzal, c. 1930 (Foto Arthur Wischral).

João Tavares, 67 anos, trabalhou na RFFSA por 5 anos, na década de 1980, levantando linhas, acalcando dormentes e fazendo limpeza. "Era serviço braçal mesmo", conta. Seu colega, José Pedroso, 66 anos, também trabalhou como ferroviário. Ambos, apesar da idade, vivem de bicos porque nunca conseguiram se aposentar. "Eu gostaria de voltar no tempo e ter saúde para fazer tudo aquilo novamente. Era trabalho pesado, tinha muito descarrilamento e, às vezes, a gente tinha de ficar fora de casa, dormindo nos vagões, por até mais de uma semana", diz Tavares. A estação férrea de Capinzal transformou-se em loja de matarial de construção. O local é bom porque tem acesso fácil e pátio para caminhões, explica um dos sócios da loja. Como desde a privatização não passa trem pela linha, Ivanildo Vieiro, 51 anos, que mora ao lado dos trilhos, tem utilizado a área para plantar hortaliças, que depois são vendidas para lanchonetes da cidade. "A terra daqui é muito boa", justifica. De sua pequena horta ao lado dos dormentes consegue tirar o sustento da família. Ele foi ferroviário por 20 anos, na manutenção da via. "Foi uma pena ver tudo aquilo se acabar", diz (Diário Catarinense, 24/07/2002).

TRENS - De acordo com os guias de horários e fontes diversas, trens de passageiros pararam nesta estação de 1910 a 1983. Veja aqui horários em 1948 (Guias Levi).
(Fontes: Nilson Rodrigues; Vitor Hugo Lanzaro; Joeli Laba; Arthur Wischral; Diário Catarinense, 2002; RVPSC: Relatórios anuais, 1920-60; RVPSC: Horário dos Trens de Passageiros e Cargas, 1936; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Estação original de Rio Capinzal, anos 1930. Foto Arthur Wischral

A estação em 1967. Foto Joeli Laba, cedida por Nilson Rodrigues

A estação, em 07/2003. Foto Nilson Rodrigues

A estação em 04/2007. Foto Nilson Rodrigues

A estação em 2015. Foto Vitor Hugo Lanzaro

 

     
Atualização: 22.10.2017
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.