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| RFFSA (1975-1996) |
ORTIGUEIRA
Município de Ortigueira, PR |
| Linha Apucarana-Uvaranas - km 463,736
(2000) |
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PR-0288 |
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Inauguração: 11.1975 |
| Uso atual: abandonada |
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com trilhos |
| Data de abertura do prédio atual:
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| HISTORICO DA LINHA: A
E. F. Central do Paraná começou a ser construída
em 1949. Somente em 1960 conseguiu abrir dois trechos, um com 34 km
partindo de Apucarana e outro com 83 km, saindo de Ponta Grossa, do
que seria no futuro a estação de Uvaranas, a leste da
cidade. Foram mais 15 anos para que as duas frentes se juntassem.
A inaugração festiva da linha, considerada como um caminho
mais curto e moderno do norte do Paraná para o porto de Paranaguá,
ocorreu em novembro de 1975. Dias depois a ferrovia foi incorporada
à RFFSA - a RVPSC já tinha sido extinta, transformando-se
numa das Superintendências Regionais da estatal - e passou a
transportar cargueiros apenas, apesar das promessas de trens de passageiros
para a linha, nunca cumpridas. O que se vê ao longo da linha
de mais de 300 km é um enorme desperdício de dinheiro:
embora ela cumpra a sua função até hoje, a construção
de vilas ferroviárias enormes que nunca foram utilizadas e
que hoje estão em sua imensa maioria abandonadas, invadidas
ou depredadas, é um retrato da falta de planejamento no Brasil. |
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| HISTÓRICO DA ESTAÇÃO:
A estação de Ortigueira foi inaugrada em 1975. O acesso
a ela é muito difícil. Ela fica distante da cidade cerca
de 8 km, por estrada de terra. Logo na saída do asfalto, passa-se
por uma aldeia indígena, meio modernosa com suas casas feitas de placas
de concreto - aliás, a estação fica dentro da
reserva "Terra Indígena de Queimadas". "De
resto, uma pobreza abjeta. Uma gente barriguda, pelanquenta e descabelada,
com os olhos baços de cachaça. É essa a integração que damos aos primeiros
habitantes desta terra? Tomamos-lhes as terras, as mulheres (no início
da colonização) e em troca os condenamos ao nilismo ? Não sei se era
pior o visual ou o cheiro da aldeia, onde um misto de fumaça de lenha
verde e lixo empesteia o ar de longe... Quanto à estação, foi muito
difícil chegar até ela. A estrada de terra até lá, após uma travessia
de nível na linha do trem, está abandonada há tempos, e tivemos que
deixar o carro e caminhar a pé pelos trilhos por cerca de 2 km para
chegar. Abandonada e depredada, como era de se esperar. Quanto às
casas da vila ferroviária, algumas famílias indígenas tomaram posse
e moram nelas" (Douglas Razaboni, 07/2003). "O
descarrilamento de um trem às 8h30 de ontem provocou explosões e incêndios
na zona rural de Ortigueira, a 252 quilômetros de Curitiba. Dos 104
vagões que seguiam de Londrina para Curitiba, 18 saíram dos trilhos.
Em 16 vagões tombados havia pelo menos 480 mil litros de combustíveis,
de acordo com a ALL. A carga, avaliada em mais de R$ 450 mil, continuava
em chamas durante a noite. A previsão era de que o incêndio fosse
apagado durante esta madrugada. Antes de ser controlado, o fogo queimou
10 mil metros quadrados de vegetação rasteira. O acidente ocorreu
no território da reserva indígena Queimadas, onde vivem 400 caingangues.
Nenhum índio estava próximo da estrada de ferro na hora do acidente.
O maquinista Isaac Bolonhese, que conduzia o comboio, saiu ileso do
acidente. A locomotiva em que ele estava tombou e foi atingida pelo
fogo. Bolonhese afirma ter sido salvo pela “graça de Deus”. O diretor
de Relações Corporativas da ALL, Pedro Almeida, disse que o acidente
pode ter sido provocado pelo frio. Termômetros espalhados pela rodovia
teriam registrado queda na temperatura de 40º para 5º C, entre a tarde
de segunda-feira e a madrugada de ontem. “A oscilação pode provocar
a quebra dos trilhos”, disse Almeida, no local do acidente. Segundo
ele, outras hipóteses, como defeito no trem e falha humana, não podem
ser descartadas. Os bombeiros foram avisados sobre o incêndio às 8h45,
mas só conseguiram chegar à estrada de ferro uma hora e meia mais
tarde. Como não há guarnição em Ortigueira, foram acionados os quartéis
de Telêmaco Borba (distante 75 km), Apucarana (120 km) e Ponta Grossa
(160 km). A estrutura de combate a incêndios da indústria de papel
Klabin, que possui reflorestamento na região, também foi utilizada.
Foram reunidos cinco caminhões de combate a incêndios. Mais de 30
mil litros de água tiveram de ser despejados sobre os vagões. Sem
conseguir apagar o fogo, 15 bombeiros trabalharam no resfriamento
do comboio, para evitar explosões. O IAP identificou rompimento de
três vagões de álcool e de cinco de óleo diesel até o final da tarde
de ontem. Oito vagões de álcool podem ter permanecido intactos. O
combustível que vazou e não foi consumido pelo fogo se infiltrou no
solo, provocando danos ao ambiente, disse o presidente do IAP, Rasca
Rodrigues. A ALL informou ter acionado 50 funcionários para controlar
o incêndio e minimizar os danos ambientais. Além disso, alegou que
não teve como evitar o acidente. O quilômetro 465 da ferrovia teria
sido inspecionado há dois dias. A empresa começou a construir ontem
pela manhã uma estrada de ferro para desviar os 14 trens que passam
pela região diariamente a partir do meio-dia de hoje. A linha interditada
é a única ligação ferroviária entre o Norte ao Centro-Sul do Paraná."
(Gazeta do Povo, Curitiba, PR, 28/04/2004) O pátio tem
hoje 3 linhas de desvio. (Fontes: Douglas Razaboni, 2003; Gazeta
do Povo, Curitiba, PR, 28/04/2004; Fernando Costa Straube, 2007). |
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A estação de Ortigueira, em 19/07/2003. Foto Douglas
Razaboni |

A estação de Ortigueira, em 19/07/2003. Foto Douglas
Razaboni |

A estação de Ortigueira, em 19/07/2003. Foto Douglas
Razaboni |

A vila ferroviária de Ortigueira, atrás das árvores,
em 19/07/2003. Foto Douglas Razaboni |
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| Atualização:
10.10.2007
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