A B C D E
F G H I JK
L M N O P
Q R S T U
VXY Mogiana em MG
...
Roosevelt
Engenheiro São Paulo
...

ram. S. Paulo EFCB-1950
...
ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2010
...
 
E. F. do Norte (1875-1889)
E. F. Central do Brasil (1889-1975)
RFFSA (1975-1994)
CPTM (1994-2013)
ROOSEVELT
(antiga ESTAÇÃO DO NORTE)
Município de São Paulo, SP
Ramal de São Paulo - km 499,153 (1928)   SP-2253
    Inauguração: 06.11.1875
Uso atual: estação de trens metropolitanos   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté) e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ.
 
A ESTAÇÃO: A estação do Norte foi aberta pela E. F. do Norte em 1875, ao lado da estação Brás da São Paulo Railway, onde se juntavam esta e a Central do Brasil. Em 1924, a então Estação do Norte, "no Braz, é ponto de embarque e desembarque para os trens mistos para o Rio de Janeiro e para os subúrbios do Norte de S. Paulo, servidos pela E. F. Central do Brasil" (Cidade de São Paulo - Guia Illustrado do Viajante, Jacintho Silva, Monteiro Lobato & C.,

ACIMA: Acidente com uma litorina (automotriz no. 2, chamada de "Piratininga") FIAT italiana, na estação do Norte, poucas semanas depois de elas, novinhas, começarem a atuar na linha São Paulo-Rio de Janeiro, em 6/7/1939 (Folha da Manhã, 7/7/1939).
1924). O mesmo guia indicava que os trens de passageiros de e para o Rio de Janeiro saíam da Estação da Luz. Depois de uma reforma geral que mudou toda a estrutura do prédio nos anos 1940, dando-lhe estilo art-decô, o prédio foi novamente reformado em sua parte exterior anos mais tarde. Seu nome foi alterado por decreto de 15/9/1945 para Estação
Roosevelt, em homenagem ao presidente americano morto nesse ano. "Meu avô materno, Sr. Isidoro Martins dos Santos, trabalhou durante muitos anos na estação Roosevelt. Aposentou-se pela RFFSA. Não me lembro ao certo de sua função, porem se não era de gerente da estação era algo semelhante. E eu convivi mais com ele do que com meus pais durante os 10 primeiros anos de minha vida. Nasci em fevereiro de 1974. Durante este período
O saguão da Estação Roosevelt é uma construção da Junkers, produzido em Dessau (a cidade da Bauhaus), provado pelos documentos da Junkers. "Os elementos desse saguão foram exportados para muitos países até a Segunda Guerra Mundial e montados em locais na Turquia, USA, Espanha etc. Agora pretendo escrever um artigo sobre a relação entre esses dois prédios, com a intenção de mostrar que em outros países as construções Junkers ainda fazem seu trabalho após 80 anos. A fachada frontal não é parte da construção da Junkers, mas dá uma boa impressão sobre o lugar" (Dr. Andreas Butter, Berlin, Alemanha, e-mail de 24/10/2008).

ACIMA: Em alguma porta ou grade da estação, sobrevive o belo trabalho mostrando a EFCB (Foto Gledson Raimundo, 2013).
morávamos em uma das casas que ficavam dentro da área da estação Roosevelt (a esquerda da entrada principal). Era o sonho de qualquer garoto de minha idade, pois tinha os trens manobrando na porta do meu quintal. Lembro-me da sala da Chefia da Estação, toda decorada com madeira de lei e meu avô com o uniforme e o quepe vermelho da RFFSA. Tenho este quepe até hoje, lembrança mais marcante, que guardo até hoje, de meu avô que já se foi" (Cicero Alexandre B. de Godoy, 05/2006). Aos poucos, a estação foi se confundindo com a estação do Braz e, mais tarde, com a construção da estação Braz do metrô, e, em 1979, as três estações acabaram praticamente se fundindo numa

ACIMA: Pátio de Roosevelt, já existindo a estação Braz do metrô e, claro, a Brás da Santos-Jundiaí (Autor desconhecido).
coisa só. A entrada da estação fica hoje num local extremamente deteriorado e tomado por camelôs, tanto em sua entrada pelo largo da Concórdia quando por sua entrada lateral, ao longo dos trilhos. "Roosevelt é uma estação grande,

AO LADO: Durante a 2a Guerra Mundial, a Hospedaria dos Imigrantes foi transferida para Varzea Paulista, voltando para o prédio original da rua Visconde de Parnaíba somente anos depois. Em 1956 já estaria lá ou estaria ainda provisoriamente na estação Roosevelt? (Folha da Manhã, 18/8/1956).
muito pouco "documen-tada" - aliás, a EFCB em São Paulo é meio ignorada. Hoje essa cobertura da estação foi meio que 'engolida' pela cobertura feita pela CPTM que abrange as plataformas da ex-

AO LADO: Chega-da do trem baiano em Roosevelt, vindo de Pirapora, ou de Salvador, em 1957 (Folha da Manhã, 30/5/ 1957).
Central e ex-Santos- Jundiaí. As gavetas que adentravam a gare foram concretadas, e o local virou saguão. Uma vez li, não me lembro onde, que a Gare de Roosevelt foi "encurtada" durante a eletrificação nos anos 1950: não sei se é verdade" (Thomas Corrêa, 04/2009). Aliás, o nome Roosevelt praticamente desapareceu, prevalecendo o nome "estação Braz" para metrô e CPTM, esta tanto na linha para Mogi quanto na linha para Rio Grande da Serra. (VEJA TAMBÉM BRAZ)
(Fontes: Ralph Giesbrecht; Gledson Raimundo; Cicero Alexandre B. de Godoy; Thomas Corrêa; Alexandre Giesbrecht; Carlos Campanhã; Dr. Andreas Butter: e-mail de 24/10/2008, Berlin, Alemanha; Folha da Manhã, 1956-1957; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Jacintho Silva: Cidade de São Paulo - Guia Illustrado do Viajante, Monteiro Lobato & C., 1924; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação do Norte em 1889. Autor desconhecido

A estação em 1914. Foto Marc Ferrez

Porteira do Brás e a estação do Norte, ao fundo. Sem data. Autor desconhecido

A estação, já totalmente reformada, em 1950. Acervo Campanhã

Plataforma da estação em 24/09/2000. Foto Ralph M. Giesbrecht

Plataforma da estação em 24/09/2000. Foto Ralph M. Giesbrecht

Plataformas da estação em 24/09/2000. Foto Ralph M. Giesbrecht

Fachada da estação de Roosevelt, em 09/2005. Foto Alexandre L. Giesbrecht
 
     
Atualização: 24.05.2013
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.