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Pirelli
Santo André
Prefeito Saladino
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SPR-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2010
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São Paulo
Railway (1867-1946)
E. F. Santos-Jundiaí (1946-1975)
RFFSA (1975-1994)
CPTM (1994-2011) |
SANTO
ANDRÉ
(antiga SÃO BERNARDO)
Município de Santo André, SP |
| Linha-tronco - km 53,109 (1935) |
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SP-2084 |
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Inauguração: 16.02.1867 |
| Uso atual: estação de trens metropolitanos |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1979 |
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| HISTORICO DA LINHA: A São Paulo
Railway - SPR ou popularmente "Ingleza" - foi a primeira estrada de
ferro construída em solo paulista. Construída entre 1862 e 1867 por
investidores ingleses, tinha inicialmente como um de seus maiores
acionistas o Barão de Mauá. Ligando Jundiaí a Santos, transportou
durante muito anos - até a década de 30, quando a Sorocabana abriu
a Mairinque-Santos - o café e outras mercadorias, além de passageiros
de forma monopolística do interior para o porto, sendo um verdadeiro
funil que atravessava a cidade de São Paulo de norte a sul. Em 1946,
com o final da concessão governamental, passou a pertencer à União
sob o nome de E. F. Santos-Jundiaí (EFSJ). O nome pegou e é usado
até hoje, embora nos anos 70 tenha passado a pertencer à REFESA, e,
em 1997, tenha sido entregue à concessionária MRS, que hoje a controla.
O tráfego de passageiros de longa distância terminou em 1997, mas
o transporte entre Jundiaí e Paranapiacaba continua até hoje com as
TUES dos trens metropolitanos. |
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A ESTAÇÃO: A construção
da estação foi basicamente o início da colonização do atual município
de Santo André. Tinha o nome de São Bernardo,
pois era um local desabitado, sendo a estação mais próxima do centro
da freguesia de São Bernardo, na época, pertencente ao município
de São Paulo. Aos poucos foi-se formando o núcleo em volta
da estação. O distrito, já com o nome de Santo André, foi criado
em 1910, e em 1938 foi elevado a município. (Fonte: Antecedentes
Históricos do ABC Paulista, Wanderley dos Santos, 1992). A estação,
no entanto, consitnuou com o nome de São Bernardo até
1934 (Ademir Medici, 03/2003). Entre 1921 e 1932, funcionou
ali a E. F. São Bernardo, com uma linha de bondes que
levava o centro de São Bernardo até a estação,
Aos poucos, a estação foi sendo transformada cada vez mais em estação
de trens metropolitanos, com o crescimento da área metropolitana de
São Paulo. Pela estação passava "o 'Cometa',
com seu característico barulho do motor e buzina. O expresso
de nove vagões de madeira puxados por uma 'Pimentinha'. A estação
de Santo André, no lado do 'Nosso Bar', sentido São
Paulo, com duas plataformas. Uma rebaixada, onde paravam os expressos
e Cometas, a outra, para os trens de subúrbios, com uma extensão
de madeira, para acomodar a composição que fazia terminal
em Santo André." (Wilson Lussari, 19/11/2004)
"A estação de Santo André ainda possuía (no ano de 1965) aquele
formato das estações pioneiras da SPR, com a porteira de madeira para
os carros e a passarela metálica, importada da Inglaterra e ainda
presente em algumas estações antigas como a de Caieiras e Cubatão.
Eu gostava muito de atravessar a linha por aquela passarela! O piso
era de cimento queimado mas a estrutura era toda de ferro, com muitos
elementos decorativos e pintada de zarcão bem escuro. No topo existia
um arco com uma lâmpada incandescente comum, de luz amarelada, que
iluminava mais ou menos o caminho. Em Santo André, até o início dos
anos setenta, garoava e nublava bastante. Por isso, no início da noite
e no topo daquela passarela, observando o movimento da estação naquele
clima úmido, eu me sentia em Londres ou em qualquer outra cidade da
Inglaterra" (Edmilson Cinquini, 02/2008). Em 1977,
a estação velha foi demolida. Em 6/3/1979, foi inaugurada a estação
nova (Revista Ferrovia no.65, 1979). Em 1982, o bar que sobrou
da antiga estação, preservado, estava ameaçado de demolição para que
se colocasse a quarta linha e prolongar sua plataforma (Rev. Ferrovia,
no. 83, de 1982). O bar acabou sendo definitivamente preservado
como "Casa do Ferroviário" (O Estado de S. Paulo, 29/3/84).
Em 1994, a estação passou a atender os trens da CPTM, e não
atende os trens de passageiros para Santos há muito tempo,
desativados que estes foram. Em 20/12/2002 foi colocado na estação
o nome de Celso Daniel, prefeito assassinado alguns meses antes.
Há até uma placa no local com os dizeres, mas nem a
CPTM usa o nome. "Nasci na cidade de Santo André, SP, praticamente
à beira da SPR, a famosa Santos a Jundiaí, nome da estrada
de ferro que liga São Paulo ao litoral. Em minha época de criança,
quando o expresso subia a serra, partindo de Santos, eu vibrava ao
ver os vagões especiais ainda de madeira. A maravilha rodante era
puxada pela saudosa "Pimentinha", a locomotiva elétrica. Para mim,
um monstro sagrado, de charuto e tudo. Só não soltava fumaça... Na
passagem de nível, com porteira, guarda e sinaleira, era meu ponto
de observação. Dali, antes que o trem parasse, eu via os passageiros
olharem a cidade, como se fossem seres divinos. Eu criança, pensava,
um dia vou subir neste trem e ser como eles. Nem bem parava o expresso,
o chefe da estação já batia o sino, para que a porteira se abrisse,
porque carros e pessoas tinham pressa e compromissos. E eu, menino,
via o trem de meus sonhos seguir viagem, na direção da capital. Esta
antiga estação hoje é

ACIMA: Quando Santo André ainda era a estação
de São Bernardo, em 1930. Ao fundo, prédios da Rhodiaceta,
nome da fábrica de tecidos da Rhodia. Paineís publicitários
de loteamentos vendem terrenos numa região com muita terra
ainda vazia (Coleção Dalvira Ribeiro Cangussu, Acervo
Museu de Santo André).
inexistente. E a atual, da década de 1970, só para subúrbio
espanhol da CPTM, nome moderno, mas, nem de longe, pomposo como a
saudosa São Paulo Railway (SPR). De quando em quando, cansado das
aulas de francês e latim oferecidas pelo Instituto Estadual Américo
Brasiliense, eu fugia para, escondido, viajar até a estação da Luz.
Uma odisséia. O gostoso era passar pelas estações de Utinga, São Caetano,
Ipiranga, Mooca sem parar. O bichão só tomava fôlego no Brás. Ali,
eu buscava uma greta qualquer para, entre um vagão e outro, sem o
chefe perceber, espiar o expresso que vinha do Rio. Esperança de menino,
imagens da infância. Assentado à janela da "Inglesa", lia a inscrição
"SPR", nome mágico que fez São Paulo deslanchar. Ao picador de bilhetes,
com boné e apito no bolso, o passageiro mirim, desassombrado, apresentava
com orgulho a passagem. E, todo garboso, descia na plataforma da Luz,
para de bonde, passear por toda São Paulo, antes de voltar para casa.
De expresso, é claro. Tempo bom, que saudade! Hoje, na histórica Santo
André tudo é muito diferente. Os anos se passaram e quando volto à
cidade para rever a mãe e irmãs, ainda solteiras, procuro pela história
da ferrovia percebo que as imagens da década 60, agora, só em livros
de biblioteca ou em sites especializados" (Jael Eneas
de Araújo, 08/2006). |
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Estação original de São Bernardo (mais
tarde Santo André), em foto do século XIX. Foto
Militão Azevedo |

A estação nos anos 1950. Foto cedida por Luiz
Rafael de Souza
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A simpática estação de Santo André,
em 1965. Foto do livro Santo André - Cidade e Imagens,
1991, Acervo do município de Santo André, mostra
a estação e as porteiras no final da av. Bernardino
de Campos. Cedida por Renato Gigliotti |
Plataforma da estação nos anos 1970. Foto cedida
por Wanderley Duck |

A estação atual de Santo André, na época
de sua inauguração (1979). Revista Ferrovias
no. 65, 1979 |

A estação nos anos 1990. Foto cedida por William
Gimenez |

A estação em 10/2002. Foto Luiz Rafael de Souza |

A estação em 12/2008. Foto Felipe Golfeto |
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| Atualização:
29.01.2011
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