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Quiririm
Taubaté
Tremembé
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ram. S. Paulo EFCB-1950
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2006
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E.
F. do Norte (1876-1890)
E. F. Central do Brasil (1890-1975)
REFESA (1975-1998)
MRS (1998-2005) |
TAUBATÉ
Município
de Taubaté, SP |
| Ramal de
São Paulo - km 336,713 (1928) |
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SP-2907 |
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Inauguração: 27.12.1876 |
| Uso atual: depósito
da MRS |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: anos
1910 |
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| HISTORICO
DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba
a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho,
saindo da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha.
Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica,
encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro
e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal,
que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo
Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga
(1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias
se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram,
e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"...
O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi
uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba.
Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar
E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida
E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as
2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté)
e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA.
O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos
anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte,
foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998,
o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado,
com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a
concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde
1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e
no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ. |
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A ESTAÇÃO:
A estação de Taubaté foi aberta em 1876 pela E. F. do Norte
como estação terminal da linha. Entre 1876 e 1877, quando
a ferrovia finalmente chegou a Cachoeira, onde se juntava com
a E. F. Dom Pedro II, da estação de Taubaté
saía um serviço de diligências que levava os passageiros
para tomar o trem em Cahoeira e seguir para o Rio de Janeiro.
Durante alguns anos, no princípio do século XX, a estação
fez a baldeação que antes era feita em Cachoeira,
para mudança de bitola, pois a ampliação da bitola
do trecho da antiga E. F. do Norte foi feita no sentido Cachoeira-São
Paulo. Aí ocorreu um caso estranho que acabou por alguns
sendo considerado como a causa da morte do Conde do Pinhal
(Antonio Carlos de Arruda Botelho), dono da fazenda do Pinhal,
em São Carlos e fundador da Cia. Rio-Clarense, que construiu
o trecho entre Rio Claro e Araraquara, em 1885, depois
vendido à Cia. Paulista em 1892. A estação atual
não é a original; a original está retratada na
fotografia ao pé da página, sem data. A estação
hoje de pé foi muito possivelmente construída na década
de 1910, quando a Central renovou as estações principais
das suas linhas, como a de Guaratinguetá, cuja estação
"nova" é de 1914. A
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A MORTE DO CONDE DE PINHAL
- "Em 1901, o Conde do Pinhal fez sua última
viagem de negócios, viagem marcada por um estranho episódio:
foi para o Rio de Janeiro com um empregado de confiança
chamado Bulti Natali; levava 297:000$000 réis em dinheiro
e, na baldeação do trem em Taubaté, deixou-o
com seu empregado para tomar um café. Ao voltar, não
mais encontrou o empregado nem o dinheiro. Natali foi preso,
mas sem o dinheiro e alegando inocência. O Conde acreditou
que ele não havia roubado, mas estava convencido de que
escondia o nome do ladrão. O Conde voltou para o Pinhal
e faleceu dormindo, dias depois. Misteriosamente, um mês
após sua morte, o dinheiro foi encontrado na Estação
do Norte, em São Paulo, numa trouxa de roupa suja, desfalcado
somente em dez contos de réis. Foram as coisas da política,
diz a tradição familiar" (A Casa do
Pinhal, de Margarida Cintra Gordinho, Editora C. H. Knapp S.
C. Ltda, 1985). |
estação ainda
foi utilizada pela MRS pelo menos até o ano de 2005.
"Os jornais daqui da região publicaram uma matéria
dizendo que as negociações entre a prefeitura e a RFFSA para
a compra da estação estavam praticamente concluídas e, como
o prédio fica ao lado da rodoviária
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de ônibus urbanos, estavam estudando um projeto
de transformar a estação num terminal de vans e mototaxi
autorizados para fazerem o transporte alternativo. Atualmente um dos
problemas enfrentados pela cidade é a escolha de um local para concentrar
este sistema e, devido à sua localização, a estação é uma forte candidata.
Realmente o prédio está bem deteriorado, a MRS utiliza parte dele
para o controle do movimento, bem como todo o restante do complexo.
O armazém é utilizado para descarregar vagões de cimento e um outro
galpão, conhecido como cadeião, foi adaptado pela MRS para funcionar
o escritório do engenheiro responsável pelo trecho. Sendo assim a
estação tem um certo movimento de funcionários o dia todo e é bem
vigiada pela segurança da empresa, o que impede que vândalos de plantão
a destruam, por isso a revitalização do prédio está relativamente
fácil, só depende de boa vontade por parte dos responsáveis"

ACIMA: As fotografias mostram o estado do prédio
em diversos pontos (www.vnews.com.br, 25/12/1909).
(Marco Giffoni, 08/2005). Uma reportagem em 25/12/2009
mostra o estado e a situação atuais do prédio:
"(...) Existia um bar (na estação), que funcionava
como um ponto de encontro (...) A estrutura não está comprometida.
O que acontece é que o prédio está com o telhado danificado, algumas
rachaduras na parede e por dentro foram feitas algumas mudanças que
fizeram com que o prédio perdesse muito da característica original.
Se deixar passar muito tempo, mais caro vai ficar o restauro (...)
Quem passa pelo local, reclama que o abandono gera insegurança. 'Dá
medo passar por alí à noite. A iluminação é ruim e tem muito morador
de rua' (...) (A) estação de Taubaté tem parte utilizada como depósito
(pela MRS) (...) Em outras cidades da região, a solução encontrada
foi transferir as estações para as prefeituras. (...) Mas em Taubaté,
as negociações ainda nem começaram" (texto de Renato Ferezim,
do qual extraí algumas partes). A reportagem também
fala que o prédio foi construído no século 19;
não foi.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local, 1998;
Marco Giffoni, 2005; Eduardo Calloni; Museu da Imagem e do Som de
Taubaté, SP; Margarida Cintra Gordinho: A Casa do Pinhal, 1985;
Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação,
1928; www.vnews.com.br; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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Tempos de glória: a revista (não identificada)
publica reportagem de 1960 na estação de Taubaté,
quando a ferrovia ainda pesava no contexto. Autor desconhecido |

A estação original de Taubaté (ao fundo).
Sem data. Acervo MIS-Taubaté |

A estação, anos 1960. Autor desconhecido |

A estação em 14/01/1999. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação em 14/01/1999. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A estação em 14/01/1999. Foto Ralph M. Giesbrecht |

Plataforma da estação, em 2002. Foto Marco Giffoni |

A estação em 2004. Foto Eduardo Calloni |
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| Atualização:
26.12.2009
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