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VXY Mogiana em MG
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Estrela
Visconde do Rio Claro
Conde do Pinhal
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Saída para o ramal de Analândia (1916-1941):
Visc. Rio Claro-velha
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Tronco CP-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2011
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Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1916-1971)
FEPASA (1971-1998)
VISCONDE DO RIO CLARO
(antiga BIFURCAÇÃO)
Município de Itirapina, SP
Linha-tronco - km 187,320 (1958)   SP-2971
    Inauguração: 01.06.1916
Uso atual: abandonada   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1922
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha-tronco da Cia. Paulista foi aberta com seu primeiro trecho, Jundiaí-Campinas, em 1872. A partir daí, foi prolongada até Rio Claro, em 1876, e depois continuou com a aquisição da E. F. Rio-Clarense, em 1892. Prosseguiu por sua linha, depois de expandi-la para bitola larga, até São Carlos (1922) e Rincão (1928). Com a compra da seção leste da São Paulo-Goiaz (1927), expandiu a bitola larga por suas linhas, atravessando o rio Mogi-Guaçu até Passagem, e cruzando-o de volta até Bebedouro (1929), chegando finalmente a Colômbia, no rio Grande (1930), onde estacionou. Em 1971, a FEPASA passou a controlar a linha. Trens de passageiros trafegaram pela linha até março de 2001, nos últimos anos apenas no trecho Campinas-Araraquara.
 
A ESTAÇÃO: A estação tem uma história curiosa: a Visconde do Rio Claro original foi construída e inaugurada em 15/10/1884 pela Cia. Rio-Clarense para ser o ponto de bifurcação dos troncos norte e oeste. A linha saía de Rio Claro, passava por Analândia e chegava a Visconde do Rio Claro, onde se bifurcava para ir em direção a São Carlos, ao norte, e para Jaú, a oeste. A situação perdurou até 1916, quando a Paulista, que adquirira a Rio-Clarense vinte e quatro anos antes, tornou Itirapina o ponto de bifurcação da linha. A Paulista, por mais cinco anos, continuou com duas linhas-tronco: a nova, de 1,60 m, e a velha, de 1,00, que passou a acompanhar a nova a partir de uma nova estação, um pequeno prédio de tábuas, chamada de Bifurcação, pois ali as duas linhas se encontravam (ou separavam). Em 1921, a Paulista suprimiu a linha métrica paralela e, com isso, acabou por fazer a linha métrica terminar em Bifurcação, que a partir daí passou a se chamar Visconde do Rio Claro, com um prédio definitivo, o atual, sendo construído em 1922 (relatório Cia. Paulista, 1922). E a "velha" Visconde foi desativada, ao mesmo tempo. O prédio da antiga Visconde de Rio Claro "velha", que hoje estaria colocado à direita da rodovia Washington Luiz, de quem vem de São Paulo, foi demolido somente em 1940. Em 1941, o ramal de Analândia foi suprimido no trecho Analândia-Visconde. E Visconde do Rio Claro passou a ser uma estação simples, sem baldeações, num pátio onde por alguns anos funcionou uma fábrica

ACIMA: A locomotiva elétrica da Westinghouse da Fepasa passa por Visconde do Rio Claro, na época em que a ferrovia já agonizava, mas a estação estava inteira (ao fundo) e com seus desvios ainda no pátio (Foto Christian Duch em 1988).
de blocos pertencente à Cia. Paulista. "A estação já não funcionava em 1977, mas nesse mesmo ano vi o antigo trem R rumo a SP fazendo ali uma paradinha para alguns passageiros embarcarem. Isso não ocorria nos tempos áureos desse trem, nem com a estação funcionando. Nessa época eu fazia quase semanalmente, de ônibus, o trajeto São Carlos-SP-São Carlos e sempre dava uma olhada na estação, que fica à beira da rodovia Washington Luís. Estranho que esse trecho da ferrovia parecia já estar sempre cheio de mato, e isso - repito - em 1977" (Antonio Gorni, 02/2007). Seu antigo dístico de mármore, pesadíssimo, - originariamente da estação "velha" (ver foto abaixo em 2001) - foi removido em 2005 e está hoje preservado na ABPF de São Paulo, no Memorial do Imigrante, já que, na estação, da qual ninguém cuida, iria acabar desaparendo. Atualmente (2007) a velha estação está abandonada. (ver VISCONDE DO RIO CLARO-VELHA) CLIQUE AQUI PARA VISUALIZAR A ESTAÇÃO VISTA DO SATELITE (gentileza Antonio Carlos Mussio)
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Ana Maria L. Giesbrecht; Antonio Gorni; Christian Duch; Tiago Luiz Zacarin; Antonio C. Mussio; João Pires Barbosa Filho; Filemon Peres; Wilson de Santis Jr.; Cia. Paulista: Album dos 50 anos, 1918; Cia. Paulista: Relatórios anuais, 1900-69; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Em 1918, a ainda Bifurcação em sua construção de madeira. Foto Filemon Peres

A estação em 1980. Foto João Pires Barbosa Filho

A estação em 1980. Foto João Pires Barbosa Filho

A estação em 1980. Foto João Pires Barbosa Filho

Sem o movimento de outrora, em 7/5/1996. Foto Ralph M. Giesbrecht

Em 4/1/1997, a estação de Visconde de Rio Claro. Foto Ralph M. Giesbrecht

Em 4/1/1997, a deserta estação. Foto Ralph M. Giesbrecht

Caixa d'agua com a estação ao fundo, 2001. Foto Wilson de Santis Jr.

O velho dístico, relíquia da estação original, ainda sobrevivendo, em 2001. Foto Wilson de Santis Jr.

A estação em 04/2005. Foto Ana Maria Giesbrecht

A estação e o seu dístico, ainda ali, em 04/2005. Foto Ana Maria Giesbrecht

A estação já totalmente abandonada em 9/2010. Foto Tiago Luiz Zacarin
     
Atualização: 15.01.2012
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.