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Vitorino Carmilo
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ramal de Itararé-1935

IBGE-1956
 
 
Sorocabana Railway (1917-1919)
E. F. Sorocabana (1919-1971)
FEPASA (1971-1998)
VITORINO CARMILO
Município de Buri, SP
Ramal de Itararé - km 283,200 (1931)   SP-2976
  Inauguração: 1917
Uso atual: demolida   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1931 (já demolido)
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal de Itararé começou a ser construído em 1888, partindo da estação de Boituva, mas somente em 1895 chegou a Itapetininga, com extensão de 65 km. Somente em 1905 as obras foram retomadas, e em abril de 1909, a estrada chegou finalmente a Itararé. Sempre crescendo em importância por causa de sua ligação com o sul, o ramal passou a sair da estação nova de Santo Antonio - hoje Iperó - em 1928, aproveitando as obras de retificação e duplicação da linha-tronco, diminuindo o trecho em 23 km. Em 1951, a linha foi eletrificada até Morro do Alto. Em 1960, até Itapetininga e não passou daí. Em 1978, o tráfego de passageiros no ramal foi extinto. Em 1973 foi construído, de Itapeva, um ramal para Apiaí, e desse, outro para Pinhalzinho, que encontrava a nova linha que vinha da região de Curitiba. O trecho a partir de Itapeva acabou desativado depois que o trecho paranaense até Jaguariaíva foi suprimido, nos anos 90. Entretanto, em 22/12/1997, o trem de passageiros, voltou a funcionar, desta vez entre Sorocaba e Apiaí. O trem, com algumas interrupções, funcionou até fevereiro de 2001. O trecho entre Itapeva e Itararé teve os trilhos arrancados em 2001. Hoje, apenas as estações de Tatuí, Itapetininga e Buri ainda funcionam para carga de mercadorias, sob a administração da ALL.
 
A ESTAÇÃO: Aberta em 1917 como "posto km 306", ganhou o nome definitivo de Vitorino Carmilo em 1921, e um prédio novo em 1931. Em Vitorino Carmilo ocorreu, em 15 e 16 de agosto, o que alguns chamam de "a maior batalha da América do Sul", a Segunda Batalha de Buri, onde estavam, de um lado, 6 mil soldados federais de diversos Estados, e, de outro, 1.030 soldados constitucionalistas. No segundo dia, a linha paulista foi rompida e a estação - definida na época como "uma estação ferroviária e quatro casas dispersas" - caiu definitivamente em poder dos federais. A estação histórica foi demolida, nada tendo sobrado, nos anos 80. Memória e história, neste país, não valem nada, mesmo. (Fontes: A Revolução de 32, Hernâni Donato, 1982; Relatório de Instalações Fixas da Fepasa, 1986; Relatórios da Sorocabana, diversos)
     
     
     
     
Atualização: 13.04.2005
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.