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São Carlos
Babilônia
Floresta
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ram.Água Vermelha-1935
IBGE - 1958
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2004
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| Cia.
Paulista de Estradas de Ferro (1892-1962) |
BABILÔNIA
Município
de São Carlos, SP (veja o bairro) |
| Ramal de
Água Vermelha - km 18,619 (1938) |
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SP-0230 |
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Inauguração: 01.04.1892 |
| Uso atual: moradia |
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sem
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1892
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| HISTORICO
DA LINHA: O ramal foi projetado pelos ingleses da Rio Claro Railway,
e entregue pela Cia. Paulista, partindo da estação de São Carlos,
no tronco da Paulista, até Água Vermelha, com 63 quilômetros, em 01/04/1892,
tendo sido prolongado até Santa Eudóxia, na fazenda do mesmo nome
às margens do Mogi-Guaçu, onde chegou em 20/09/1893. O ramal acompanhava
basicamente o curso do córrego dos Negros e o rio Quilombo por quase
toda a sua extensão, e manteve a bitola métrica durante toda a sua
existência. Em 12/02/1962, foi suprimido, retirando-se os trilhos
do leito no final de 1964. |
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A ESTAÇÃO:
A cerca de oito quilômetros por estrada de terra da rodovia
Washington Luiz, saindo de um lugar chamado Tangará,
Babilônia é hoje um vilarejo de 10 a 15 casas,
aparentemente abandonado, no meio de um pomar. A estação,
inaugurada em 1892, está à entrada da vila, à
margem esquerda da estradinha, já sem parte do telhado. As
janelas de madeira foram retiradas e mesmo as paredes estão
sendo demolidas aos poucos: havia pilhas de tijolos no chão.
Até o piso, dentro da estação, está sendo
retirado, com enormes buracos dentro dele. Nos áureos tempos,
a estação de Babilônia recolhia, além
do café da região, todo o leite da fazenda Babilônia
e das outras próximas. Com a extinção do tráfego
no ramal, em 12/02/1962, tudo isso acabou. Os trilhos foram terminados
de ser retirados em 14/10/1964. Quando eu lá estive, em outubro
de 1997, encontrei casas fechadas e ninguém no local, que aliás
é belíssimo. "Meu marido nasceu na estação
de Babilônia, em São Carlos, que era um vilarejo com
um movimento grande, pois as fazendas em volta enviavam o leite para
ser
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A estação de Babilônia localizava-se no município
de São Carlos do Pinhal. Permutava malas postais diariamente
com a Administração de São Paulo. Ela saía da Estação da Babilônia
e seguia até São Carlos pelo ramal de Água Vermelha da Companhia
Paulista de Estradas de Ferro. Em seguida pela mesma Paulista
até Rio Claro. Seguia, ainda pela Paulista até Jundiaí, de onde
passava a ser transportada pela São Paulo Railway até São Paulo.
À direita, selo com carimbo postal de 1899 da estação
(Reprodução e texto: Márcio Protzner, 03/2009).
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embarcado no trem. A família
dele tinha uma farmácia, e cerca de 15 famílias
mais ou
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menos moravam na vila. Com o fim do trem, ela
se esvaziou. Estivemos lá pela última vez em 1991, e
a vila estava completamente abandonada e deteriorada. A estação
estava de pé, mas em ruínas, e soubemos que pessoas
costumam ir lá para roubar madeiras da mesma". (Elvia
Nereide Cerri Jordão, 20/10/1997). Em 29/04/2002,
nova visita a Babilônia, onde encontrei a estação
reformada, pintada de roxo e descaracte-rizada, tendo ela se tornado
uma fábrica de mortadela. No início de 2007, nota-se
que a estrutura foi novamente descaracterizada com a construção de
mais um "puxadinho" na lateral. Não é mais fábrica,
é moradia.
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local,
1997 e 2002; Filemon Peres, 1917; Elvia Nereide Cerri Jordão,
1997; relatórios oficiais da Cia. Paulista; André Martins,
2007; Marcio Protzner, 2009) |
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A estação em 1917. Foto Filemon Peres |

A estação (24/10/1997), foto Ralph M. Giesbrecht |

A fachada da estação de Babilônia (24/10/1997),
foto Ralph M. Giesbrecht |

Lado da plataforma da estação (24/10/1997), foto
Ralph M. Giesbrecht |

Como fábrica de mortadela, em 29/04/2002. Foto Ralph
M. Giesbrecht |

A antiga estação, já com o puxadinho, em
01/2007. Foto André Martins |
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| Atualização:
09.03.2009
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