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Hipódromo
São Carlos
Retiro
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Saída para o ramal de Água Vermelha:
Babilônia
Saída para o ramal de Ribeirão Bonito:
Angico
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Tronco CP-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2008
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Cia.
Rio-Clarense (1884-1889)
SRio Claro Railway (1889-1892)
Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1892-1971)
FEPASA (1971-1998) |
SÃO
CARLOS
Município
de São Carlos, SP (veja a cidade) |
| Linha-tronco
- km 206,308 (1958) |
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SP-1208 |
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Inauguração: 15.10.1884 |
| Uso atual: museu
municipal |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: c.1912
(reforma do antigo) |
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| HISTORICO
DA LINHA: A linha-tronco da Cia. Paulista foi aberta com seu primeiro
trecho, Jundiaí-Campinas, em 1872. A partir daí, foi prolongada até
Rio Claro, em 1876, e depois continuou com a aquisição da E. F. Rio-Clarense,
em 1892. Prosseguiu por sua linha, depois de expandi-la para bitola
larga, até São Carlos (1922) e Rincão (1928). Com a compra da seção
leste da São Paulo-Goiaz (1927), expandiu a bitola larga por suas
linhas, atravessando o rio Mogi-Guaçu até Passagem, e cruzando-o de
volta até Bebedouro (1929), chegando finalmente a Colômbia, no rio
Grande (1930), onde estacionou. Em 1971, a FEPASA passou a controlar
a linha. Trens de passageiros trafegaram pela linha até março
de 2001, nos últimos anos apenas no trecho Campinas-Araraquara. |
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A ESTAÇÃO:
A estação de São Carlos foi uma das estações que inaugurou
a linha da Rio-Clarense, em 1884. Com a compra desta ferrovia pelos
ingleses em 1889, ficou determinado que dali sairiam dois ramais,
um em direção a Água Vermelha, ao norte, e outro, em direção
a Ribeirão Bonito, a oeste. Estes ramais foram completados
e entregues já pela Paulista, que comprou a linha em 1892. Eles foram
abertos em 1893 e 1895, respectivamente, mas foram desativados entre
1965 e 1969. A Rioclarense foi criada e operada de 1882 a 1889, quando
foi vendida, pela famíia Arruda Botelho, donos da Fazenda
do Pinhal, a mesma fazenda que originou em 1857 a cidade de São
Carlos. Por volta de 1912, o velho prédio da Rioclarense
foi totalmente reformado, tomando já as feições
do atual, imponente, uma das maiores estações da Paulista.
Algumas
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"Meu avô contava que,
durante a época da Segunda Guerra Mundial, era complicado atravessar
a ferrovia nessa cidade, pois havia muito movimento ferroviário.
Os vagões durante as inúmeras manobras muitas vezes acabavam
obstruindo a passagem de nível e ficavam lá por um bom tempo
(não tinha essa de mandado na justiça ordenando que o trem parasse
nas passagens de nível, como hoje...). Os pedestres mais afoitos
cruzavam a ferrovia passando por baixo (ou por cima) dos engates,
o que era bastante arriscado - quem garantia que a composição
não iria se movimentar de repente?" (Antonio Gorni, 14/1/2009). |
reformas também o alteraram
mais tarde, com a substituição das janelas de
madeira por de metal e algumas ampliações. Em
1916, chegou a bitola larga de 1,60m, que conviveu, até
1922, com uma linha paralela a ela, métrica, última
herança da Rioclarense. O prédio está em um bom estado
de conservação. "Pude testemunhar como era movimentada
e bem cuidada a estação de São Carlos há trinta e poucos anos
atrás! Nas paredes internas da
estação,
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junto à plataforma, existiam fotos das locomotivas famosas da
Companhia Paulista. Me lembro da foto de uma locomotiva 'Vanderléia'.
No ano passado voltei e dei um passeio até lá, já naquela consternação.
Nada dos retratos da 'Vanderléia" (Edmilson Cinquini,
02/2008). O último trem de passageiros passou

ACIMA: Fotografia aérea de São Carlos,
provavelmente anos 1960, e no máximo. As linhas dos ramais
da métrica ainda estão ali, como mostra o esquema. A
estação está à direita, com o telhado
comprido. O ramal de Água Vermelha está para a direita,
fora da foto, infelizmente (Autor desconhecido; esquema desenhado
por Marco Antonio Pau).
por ali em 16/03/2001, vindo de São José
do Rio Preto. "Há exatamente 25 anos eu não pisava no
sagrado solo da estação de São Carlos. Ainda ontem ouvi minha tia
contar da sua sensação ao mudar para a cidade, de como ela ficou espantada
com o movimento de bondes, carros e carroças ao sair da estação com
a família, em 23 de agosto de 1943, chegando de Dobrada. Fui fazer
uma palestra e aproveitei pra levar os velhos e fazer uma visita à
parentada. Mas usei parte da manhã para visitar a linha. A estação
está bem conservada, virou museu municipal. Obviamente fiz um belo
passeio. Mas o pátio é uma tristeza só, mato, mato, mato e vagões
velhos, a eletrificação destruída, as torres de iluminação sem qualquer
holofote. De noite deve ser um breu danado. Estava eu justo no ponto
onde embarcávamos nos carros pullman nos trens para SP, na extremidade
sul da estação, quando ouvi de repente um apito ao longe. Velhos circuitos
neuronais se ativaram em minha mente, o coração disparou: será que
é o velho trem R puxado por uma V8? Mas não, o delírio sebastianista
não durou um segundo, não houve clarão no céu, a terra não tremeu,
não soou nenhuma trilha sonora com corais à la Cecil B. de Mille em
tom apoteótico de revelação... Era um mero sojeiro tracionado por
duas Dash-9 e uma C30-7 na cauda. Mas fotografei as Dash-9 assim mesmo
- afinal, dentro em pouco elas não mais circularão em SP e serão mais
uma saudade das ferrovias paulistas. Depois dessa, fui para minha
palestra ouvindo Maggie's Farm com o volume à toda" (A.
A. Gorni, 06/2003). Gorni conta também sobre a estação
de rádio que existia no pátio da Cia. Paulista: "Aliás,
por que será que fizeram aquela casa isolada para abrigar a estação
de rádio em São Carlos? O prédio da estação era bem espaçoso e poderia
abrigar o operador de rádio, ao invés depara isolá-lo do outro lado
do pátio. Nos áureos tempos devia ser difícil chegar até a estação
devido às constantes manobras no pátio. Meu avô contava que pontualmente,
às nove horas da manhã, o operador de rádio recebia o sinal da hora
oficial brasileira. Ele então acenava para o maquinista da locomotiva
mais próxima, que apitava longamente, avisando a população para acertar
seus relógios. Hoje... o operador ia ter de correr pra achar alguma
locomotiva. Bom, com sorte, ia achar alguma encalhada. Essas ferrovias
brasileiras são de uma tristeza sem fim" (Antonio Gorni,
11/2006). Hoje (fevereiro de 2004) na estação funcionam
o Museu Municipal Cerqueira César e a Fundação Pró-Memória de São
Carlos. CLIQUE
AQUI PARA VISUALIZAR A ESTAÇÃO VISTA DO SATELITE
(gentileza Antonio Carlos Mussio)
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local, 1997-2008; Antonio A.
Gorni, 2003-8; Filemon Peres; acervo Maria Angela P. C. S. Bortolucci;
Mateus Rosada; Alberto Del Bianco; Wilson da Silva Jr.; Hermes Y.
Hinuy, 2001; Antonio Carlos Mussio; Cia. Paulista: Relatórios
oficiais, 1890-1969; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A estação de São Carlos da Rio-Clarense,
c. 1900. Foto cedida por Mateus Rosada, do acervo de Maria Angela
P. C. S. Bortolucci |

A estação em 1918, já reformada. Foto Filemon
Peres |

A estação de São Carlos em 1930. Foto cedida
por Mateus Rosada, do acervo de Maria Angela P. C. S. Bortolucci |

Nas duas plataformas, o trem da linha-tronco e o que seguiria
pelo ramal de Ribeirão Bonito, prov. anos 50. Foto cedida
por Alberto Del Bianco |

Em 24/10/1997, a estação de São Carlos.
Foto Ralph M. Giesbrecht |

Plataforma da estação, março de 2001. Foto
Wilson da Silva Jr. |

A estação em 10/04/2001. Foto Hermes Y. Hinuy |

Plataforma da estação em 10/04/2001. Foto Hermes
Y. Hinuy |
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| Atualização:
14.01.2010
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