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E. F. de Ilhéus
a Conquista (1913-1950)
E. F. de Ilhéus (1950-1964) |
URUÇUCA
(antiga ÁGUA PRETA)
Município de Uruçuca, BA |
| E. F. Ilhéus (ramal de Poiri) -
km 56,000 (1960) |
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BA-0625 |
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Inauguração: 16.06.1913 |
| Uso atual: Câmara de vereadores |
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sem trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d |
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| HISTORICO DA LINHA: A linha-tronco
Ilhéus-Itabuna foi aberta em 1910 em seu primeiro trecho, por
investidores ingleses da The State Of Bahia South Western Railway
Company Limited, com a idéia de alcançar Conquista
(Vitória da Conquista). O primeiro ramal, o de Água
Preta (Uruçuca), que partia da estação de Rio
do Braço, foi aberto ao tráfego em 1914 e estendido
até Poiri em 1931. Em 1918 um outro ramal tem iniciada a sua
construção, estendendo-se até Itajuípe,
aonde chegou em 1934. Foram as máximas extensões da
ferrovia, que jamais se comunicou com outras do estado da Bahia ou
com a Bahia-Minas, apesar de diversos projetos nesse sentido que jamais
saíram do papel. Em 1950, os ingleses repassaram a estrada
ao Governo, que mudou o nome para E. F. de Ilhéus. A estrada
jamais chegou a Conquista, pelo que se diz, pelo fato de os ingleses
já estarem satisfeitos com o que arrecadavam somente com a
linha já existente. Em 1963, já estava decadentíssima
a ferrovia, que em 1965 já não mais funcionava. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Água Preta foi inaugurada pela "O atual município
de Uruçuca teve origem numa povoação formada
em 1906 por Manoel Alves Souza, Miguel Gomes Baracho, João
Macaúbas, Jorge Caetano dos Santos e Antônio Ferreira
da Silva. Inicialmente recebeu o nome de Água Preta por serem
de coloração escura as águas do rio que banha
a localidade (...) Em 1º de janeiro de 1914 (nota do autor do
site: a data contrasta com a data oficial de 1913, citada no cabeçalho)
foi inaugurada em Água Preta a estação ferroviária,
que teve como primeiro agente Afrânio Calasans Amorim. Um ano
depois deu-se a inauguração da agência postal
e Frei Lucas iniciou a construção da Igreja Matriz (...)
Fazendo parte do distrito de Castelo Novo, que pertencia ao município
de Ilhéus, o povoado de Água Preta, foi a 10 de agosto
de 1922, elevado à condição de sede do distrito
do mesmo nome (...) Em 1927 aconteceu a instalação da
agência telegráfica, que teve como primeiro telegrafista
Aristóteles Pinto. Nesse mesmo ano circulou pela primeira vez
o semanário "O Ipiúna", cujo o redator chefe
era Monteiro Lopes. (...) A 12 de agosto de 1929, por força
da Lei Estadual n.º 2.212, o distrito de Água Preta foi
elevado à condição de Vila e criado o Município.
Sua instalação ocorreu a 20 de outubro do mesmo ano,
por determinação do Decreto Estadual n.º 6.529,
de 11 de outubro. (...) Em 10 de novembro de 1930, o Município
de Água Preta foi extinto e seu território reanexado
ao município de Ilhéus, fato que consternou a população
(...) Finalmente, a 31 de dezembro de 1943 Água Preta passou
a chamar-se Uruçuca e com este nome foi restabelecido o município
pela Lei Estadual n.º 516, de 12 de

ACIMA: mapa do município de Uruçuca
em 1958 (mapa da Enciclopédia dos Municípios Brasileiros,
volume VI, 1958).
dezembro de 1952, ocorrendo a sua reinstalação
a 7 de abril de 1955" (Texto extraído da publicação
em três volumes, CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus,
Bahia, 1982). "Água Preta fica no urubu do mundo.
(...) Água Preta tinha apenas um poste fincado na praça, onde aos
sábados as tropas se juntavam para descarregar cacau e coisas da roça
para suprir a feira. Na frente da estação da linha de ferro que ligava
Ilhéus, Pirangi, Banco do Pedro, Castelo Novo e outros arruados que
viviam do cacau e do gado, sangravam porcos e carneiros. (...) Nas
portas dos armazéns, escancaravam caixas de bacalhau português, vendido
e comido com farinha. Nesse tempo, Água Preta fervia com o movimento
de tropas, especialmente quando o preço da arroba de cacau ia bater
nas nuvens. O rio corria com sus águas limpas, mostrando o fundo com
pedras, piabas e bagres que viviam em cardumes. Muitos tropeiros paravam
para os animais beberem. (...) Vinham caixeiros-viajantes das grandes
casas atacadistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. (...) E
assim a vida ia passando. Sempre igual. Tenda do barbeiro se abrindo
para os mesmos fregueses. A retreta tocando os mesmos dobrados, maxixes
e cateretês, as mesmas valsas que faziam maior a saudade dos velhos.
O trem chegava bufando nos mesmos horários. O canto da araponga da
farmácia cortava Água Preta na hora silenciosa e mole da sesta. (...)
Mas o progresso foi chegando no ronco dos caminhões. As tropas de
burro, com os caçuás de cacau pesando nas cangalhas, foram ficando
raras. E, um dia, viram que havia outra cidade chamada Água Preta.
Ficava em Pernambuco. Era mais antiga. Então trocaram a de cá. Que
tinha o nome de seu rio, por Uruçuca. Que diabo é Uruçuca? Ninguém
sabe se é nome de cobra ou de formiga. Nem o menciona o sábio baiano
Teodoro Sampaio, no seu livro O Tupi na Geografia Nacional. Nem lhe
abona o nome o velho Aurélio. Mas hoje está entre as principais produtoras
de cacau. Como Ilhéus, Itabuna ou Canavieiras. Seu campo de experimentação
é conhecido no mundo inteiro. Assim, Água Preta foi apagada do mapa.
Mas quem poderá apagá-las das páginas de alguns livros, da história
da terra de cantores e compositores? (...) Ou da memória de seus poetas?
Nunca se apagará da saudade daqueles que ainda se lembram de suas
tropas. Do trem apitando na curva de chegada (...)" (Jorge
Medauar, Globo Rural, 12/1989). Água Preta foi ponta
de linhas até 1931, quando a ferrovia teve o tráfego
aberto até Poiri. Hoje o prédio da estação
desativado como tal em 1964 serve de sede para a Câmara de vereadores
da cidade. Veja
também os trens da E. F. de Ilhéus
(Fontes: Manoel Ursino Tenório de Azevedo Junior;
Paulo Miled; Cidades do Cacau, CEPLAC, Ilhéus, 1982; Jorge
Medauar: Globo Rural, 1989; IBGE: Enciclopédia dos Municípios
Brasileiros, 1958) |
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A estação de Uruçuca, então já
sede da Câmara dos Vereadores da cidade do mesmo nome.
Foto Manoel Ursino Tenório de Azevedo Junior, em 2005 |

A estação de Uruçuca em setembro de 2010.
Foto Paulo Miled |
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| Atualização:
09.04.2011
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