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Perus
Caieiras
Franco da Rocha
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SPR-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2008
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São
Paulo Railway (1883-1946)
E. F. Santos-Jundiaí (1946-1975)
RFFSA (1975-1994)
CPTM (1994-2009) |
CAIEIRAS
Municípios
de Guarulhos (1883-1889);
Juqueri (1883-1934);
Franco da Rocha (1934-1963);
Caieiras (1963-2009), SP |
| Linha-tronco
- km 106,000 (1935) |
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SP-0716 |
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Inauguração: 01.07.1883 |
| Uso atual: estação
de trens metropolitanos |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: c. 1897
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| HISTORICO
DA LINHA: A São Paulo Railway - SPR ou popularmente "Ingleza" - foi
a primeira estrada de ferro construída em solo paulista. Construída
entre 1862 e 1867 por investidores ingleses, tinha inicialmente como
um de seus maiores acionistas o Barão de Mauá. Ligando Jundiaí a Santos,
transportou durante muito anos - até a década de 30, quando a Sorocabana
abriu a Mairinque-Santos - o café e outras mercadorias, além de passageiros
de forma monopolística do interior para o porto, sendo um verdadeiro
funil que atravessava a cidade de São Paulo de norte a sul. Em 1946,
com o final da concessão governamental, passou a pertencer à União
sob o nome de E. F. Santos-Jundiaí (EFSJ). O nome pegou e é usado
até hoje, embora nos anos 70 tenha passado a pertencer à REFESA, e,
em 1997, tenha sido entregue à concessionária MRS, que hoje a controla.
O tráfego de passageiros de longa distância terminou em 1997, mas
o transporte entre Jundiaí e Paranapiacaba continua até hoje com as
TUES dos trens metropolitanos. |
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A ESTAÇÃO:
Em 1877, o Coronel Rodovalho, proprietário da fazenda Bonsucesso,
onde criava gado e produzia vinhos a partir de uvas de suas plantações,
construiu dois fornos de barranco para a produção de cal, e passou
a levá-los em lombo de mula para a estação de Perus da SPR.
No mesmo ano, fundou a Companhia Cantareira de Águas e Esgotos,
para explorar seus recursos de Caieiras, nome rapidamente difundido
a partir dos fornos de cal (que existem até hoje, ao lado da rodovia
Bandeirantes). Com tanta atividade, Caieiras cresceu e
o prestígio de Rodovalho e seus sócios ingleses obteve para
o local uma parada de trens, aberta em julho de 1883. Em 1887, com
a implantação de uma fábrica de papel, que mais tarde viria a ser
a Cia. Melhoramentos, a cidade cresceria mais ainda, ainda
mais que, para transportar material

ACIMA: A fábrica do Monjolinho, em 1925,
da Melhoramentos, e na época território pertencente
ao município de Santana de Parnaíba, tendo sido deste
desmembrado em 1934. Veja as linhas do ramal da usina, com 1,05 metros
de bitola. Síam da estação de Caieiras, mas não
se ligava Às linhas da SPR, depois Santos-Jundiaí, justamente
por esta ter bitola mais larga (1,60 m) (Acervo Nilson Rodrigues).
ABAIXO: As linhas da Melhoramentos, para a oeste e leste. Nesta época
(1957), Caieiras pertencia a Franco da Rocha. As linhas quase chegavam
ao Gato Preto, hoje em Cajamar (veja extrema esquerda do mapa). A
ferrovia que vai do sul ao norte é a Santos-Jundiaí.
A que está indicada como ferrovia, saindo de Caieiras para
sudeste, não é: é a estrada de rodagem (velha)
de Campinas (IBGE, Enciclopédia dos Municípios Brasileiros,
1957).
para
a construção da nova fábrica, um ramal ferroviário inteiro, com bitola
de 60 cm, foi construído a partir da estação da SPR, ramal este que
perdurou até o ano de 1971 transportando cal. O ponto final dessa
pequena ferrovia era a pedreira Olhos D'Água, não muito longe
dos fornos de cal citados acima. Para aparelhar a pequena ferrovia,
parece ter sido comprado material rodante da ferrovia também de bitola
estreita que servia ao manicômio do Juquery, além de carros
e locomotivas que serviam no extinto Tramway de Santo Amaro
(de 1,05 m e adaptado), extinto pela Light em 1914. Ainda hoje
existem uma locomotiva e um vagão dessa velha ferrovia no Museu
da Melhoramentos. Em 1897 aparecem os projetos para a construção
da estação definitiva de Caieiras. O prédio é o que está em
atividade até hoje, com arquitetura bonita e típica da época. A cidade
de Caieiras cresceu e tornou-se município. Em 28/10/1983, a
estação foi incendiada por usuários descontentes com o constante atraso
dos trens de subúrbio da RFFSA, donos da Santos-Jundiaí, na
época. Eram já outros tempos. Porém, com 50% da cobertura danificada,
a RFFSA reconstruiu tudo como era originalmente, e em menos dois anos
depois do incêndio tudo voltou a ser como antes. A estação serve hoje
aos trens da CPTM. "Quando a estação de Caieiras
foi

ACIMA: Construção da subestação
elétrica de Caieiras no pátio da estação,
por volta de 1950 (Acervo Nilson Rodrigues).
reformada, eliminaram a plataforma sentido Jundiaí,
que não era a mesma da do sentido Luz, ou seja, quando o trem
vinha da Luz, passava pela porteira para depois parar na plataforma,
liberando a cancela e a mesma coisa no sentido contrário; ao
passo que hoje fica parado para embarque e desembarque, com as porteiras
abaixadas, até que o trem parta, atravesse a cancela e então
abrem se as porteiras" (David Lustosa Nogueira, 04/2005).
(Fontes: Paulo Mendes; William Gimenez; Julio Cesar
de Paiva, 2004; Nilson Rodrigues; David Lustosa Nogueira, 2005; Adriano
Martins, 2006; Illustração Brasileira, 1922; Hernâni
Donato: Cem anos de Melhoramentos, 1990; revista Ferrovias, 1984;
IBGE: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, 1957;
SPR: Relação oficial de estações, 1935;
Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A parada original de trens de Caieiras, c. 1890. Foto do livro
Cem anos de Melhoramentos, Hernâni Donato, 1990 |

A estação, século XIX. Foto cedida por
Nilson Rodrigues |

A estação, já com o prédio atual,
em 1922. Foto da revista Illustração Brasileira,
7/9/1922 |

A estação em 1967. Acervo Paulo Mendes |

A estação, em maio de 1980 (antes do incêndio).
Foto da revista Ferrovias no. 96, 1984 |

A estação nos anos 1990. Foto cedida por William
Gimenez |

A estação em 08/2004. Foto Julio Cesar de Paiva
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A estação em 2006. Foto Adriano Martins |
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| Atualização:
26.10.2009
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