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VXY Mogiana em MG
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(1886-1929)
Espraiado-velha
Canela-velha
Torrinha
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ramal de Jaú - 1910

IGGSP-1928
 
 
Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1897-1931)
CANELA-VELHA
Município de Brotas, SP
Ramal de Jaú - km   SP-1059
    Inauguração: 01/02/1897
Uso atual: demolida   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal de Jaú foi construído pela Cia. Rio-clarense entre 1885 e 1887, ligando a estação original de Visconde do Rio Claro a Jaú. Entre 1929 e 1931, já com a Paulista, esse ramal sofreu uma retificação entre as estações de Campo Alegre e de Dois Córregos, mantendo apenas a estação de Torrinha em seu lugar entre os dois extremos da obra. Em 1941, o ramal foi totalmente reformulado e teve a bitola ampliada e foi eletrificado, além de ter sido juntado com os ramais de Agudos e de Bauru para formar o tronco oeste da Paulista. Nos anos 70, o nome ramal de Jaú ainda persistia nos horários de trens do Guia Levi, apesar de oficialmente não existir mais a denominação.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Canela (velha) foi aberta em 1897, pela Paulista. Como consequência da retificação do traçado da linha, em 1/5/1931, o ainda posto telegráfico foi desativado para dar lugar à estação de Canela-nova. O antigo prédio acabaria perdido, fora da linha, no meio do mato provavelmente demolido, talvez pela própria Paulista. Ficava a cerca de 3 km da atual linha férrea. Uma casa, provavelmente da vila ferroviária, encontra-se próximo ao local onde um dia a estação esteve. As pessoas a chamam de estação velha de Canela (Canela-velha), mas na realidade, parece que não é: embora haja restos de um dístico na lateral alta da casa, esta parece diferente do prédio fotografado em 1918 por Filemon Peres (ver abaixo) e além do mais, não parece ter ou ter tido uma plataforma, e também não é de tijolinhos, como são, por exemplo, as estações remanescentes de Ventania e de Taboleiro,as velhas, até hoje de pé. Não há dúvida, entretanto, pelas características do leito junto a ela, que a linha antiga passava a seu lado. R. Cabredo encontrou ali, ainda, cravos de trilhos. "A posição dela é perpendicular à estrada para Torrinha e também à linha que passa por Canela-nova. Fica a uns 3 km da linha nova. Não tem como ser a estação, não tem nada a ver, note a moldura das janelas, a extensão das águas; na da Rio Clarense as janelas eram emolduradas por tijolinhos e eram duas por face. Esta só tem uma e é bem estreita. Não há o menor indício de ter havido uma plataforma, mesmo curta, como aparece na foto de 1918. É indiscutível que a linha passava por lá: em 1992, quando lá estive a primeira vez, achei um prego de linha já bem carcomido revolvido entre areia e pedras. O amuleto está comigo e guardo com muito carinho. Impressionante o edifício resistir até hoje sem manutenção nenhuma. Inclusive ainda apresenta o forro de madeira no teto. Enfim: infelizmente, essa casinha não parece ser Canela-velha, a não ser que tenha passado por uma grande reforma que a tenha descaracterizado. De qualquer forma, é um milagre que essa casinha tenha sobrevivido todos esses anos; hoje, está tomada pelo mato" (Rodrigo Cabredo, 02/2007). (Fontes: Relatórios oficiais da Cia. Paulista; Rodrigo Cabredo, 1997; Caio de Almeida Oliveira, 2007) (Veja também CANELA)
     

A estação, em 1918. Foto do álbum dos 50 anos da Cia. Paulista

A casinha de turma próxima à antiga estação, em 11/2006. Foto Caio de Almeida Oliveira

A casinha de turma próxima à antiga estação, em 11/2006. Foto Caio de Almeida Oliveira

A mesma casinha vista de outro ângulo, em 02/2007. Foto Rodrigo Cabredo
   
     
Atualização: 20.07.2010
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.