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VXY Mogiana em MG
...
(1951-2001)
Joaquim Libânio
Casa Branca-nova
Coronel Correa-nova
...
Saída para o ramal de Mococa (1951-1992):
Casa Branca
...

Tronco CM-1935
...
ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2011
...
 
Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1951-1971)
FEPASA (1971-1998)
FCA (2007-2011)
CASA BRANCA-NOVA
Município de Casa Branca, SP
Variante Lagoa-Tambaú - km 168,693   SP-1122
Altitude: 706 m   Inauguração: 1951
Uso atual: centro comunitário (2011)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1951
 
 
HISTORICO DA LINHA: A variante construída pela Mogiana foi entregue parte entre 1948 e 1951, sendo trerminada somente em 1959. Começando na estação de Lagoa Branca, ela seguiu a oeste do tronco original e atingiu Baldeação, deixando na primeira fase as estações de Cocais, Papagaios, Casa Branca, Briaréu e Cel. Correa fora dos trilhos. Por outro lado, criou na variante três estações novas, Joaquim Libânio, Casa Branca e Cel. Correa. Em 1959, foi a vez das estações de Brejão, Baldeação, Cel. J. Egidio e Tambaú ficarem fora da linha, que passou pelo norte da linha original e se ligou à estação de Faveiro, ainda na linha antiga. Baldeação, por sua vez, ficou ligada por um curto ramal à estação de Cel. Correa-nova, até 1967, quando esse ramal desapareceu de vez. Cel. J. Egidio e Tambaú ganharam versões novas na variante.
 
A ESTAÇÃO: Em dezembro de 1948, parte do que foi construída até então da variante Lagoa-Tambaú, ou seja, o trecho entre Lagoa e

Casa Branca, foi aberto ao tráfego ferroviário. Porém, ainda não existia a estação nova de Casa Branca. A cidade se preocupava que esta jamais fosse construída e que a linha-tronco somente pudesse ser acessada pelo ramal que agora tinha ligação direta com o tronco novo no bairro de Desterro, onde finalmente a nova estação teria suas obras iniciadas. A preocupação da cidade pode ser vista neste link (Folha da Manhã, 31/8/1948). A continuação da variante somente seria aberta anos mais tarde. A estação de Casa Branca-nova foi inaugurada oficialmente em 1951, para substituir a estação mais antiga, que seguiu em atividade, mas que passou a fazer parte do



AO LADO: Reclamações em 1959 contra a mudança de horário e tipo do trem que sevia Casa Branca durante a noite (Folha da Manhã, 1/10/1959).
ramal de Mococa com o nome de Casa Branca-ramal. Porém, segundo relatos de velhos ferroviários da região, a estação teria começado a funcionar somente em 1956, quando nesse ano a linha velha do tronco original teria sido retirada entre Lagoa e Casa Branca-velha. Casa Branca-nova fica afastada da cidade, num bairro pobre chamado de Desterro, e muito próxima da estação do tronco antigo, Briaréu. Da nova estação passou a sair o ramal de

ACIMA: As linhas da Mogiana na área urbana em Casa Branca, neste mapa do livro de Geraldo Majela Furlani, de 2003. A linha que vem de oeste e segue para o sudeste é a do tronco da Mogiana, variante de 1951 Lagoa-Tambaú. A estação de Casa Branca-nova fica no bairro do Desterro e não está assinalada, à esquerda do mapa. A linha que bifurca para o sul e depois faz uma volta para leste cruzando a linha da variante é o ramal de Mococa, que a partir de 1951 incorporou a estação de Casa Branca, a antiga. Esta sim, está assinalada, no centro, um pouco à direita, no mapa. Notar a curva que a linha faz em "U", para depois sair para o leste sentido Itobi. Na época do mapa, os trilhos do ramal desativado em 1990 ainda chegavam quase até a estrada que segue para Mococa (Desenho do livro de Geraldo Majela Furlani, "O Município de Casa Branca", 2003). ABAIXO: Cruzamento de trens de passageiros "Ave Maria" da FEPASA em Casa Branca, anos 1990 (Foto Vanderley Zago).

Mococa e Guaxupé, de 1951 até a desativação em 1989. Até meados dos anos 1990, a estação ainda trocava staff. Esteve exposta ao vandalismo, fechada, abandonada, depredada, invadida e com vidros quebrados. Cavalos pastavam nas plataformas cheias de mato, e vagões apodreciam em seus desvios. Vândalos invadiram os escritórios e incendiaram as instalações, espalhando documentos das ferrovias que estavam ali arquivados (plantas, mapas e relatórios do início do século) pelo chão e urinando sobre

ACIMA: A linha da variante e a linha velha são mostradas no mapa acima.Onde está escrito "Estação de Briaréu" é na vedade a de Casa Branca-nova; a a de Briaréu é bem próxima, mas no leito da linha velha e não está assinalada. A linha velha corre mais ao sul no mapa; a da variante, mais ao norte e depois dirige-se ao canto esquerdo superior do mapa. Os anéis de linha na linha nova são as reversões para entrer no ramal de Mococa, onde está agora a estação de Casa Branca-velha, é a linha que segue para nordeste - CLIQUE SOBRE O MAPA PARA VE-LO EM DETALHE E ÁREA MAIORES (IBGE, anos 1970).
eles. Nenhuma providência foi tomada. Em 2007, a FCA e a Prefeitura de Casa Branca reformaram o prédio da estação, que passou a abrigar o terminal modal da ferrovia ("porto seco"). Pouco durou o "porto". Em 07/2009 a ex-estação já teria virado um centro comunitário. Em agosto de 2011, a placa de terminal modal continuava lá. Será que não era mesmo um? (Veja também CASA BRANCA)
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisas locais; Vanderlei A. Zago; Rodrigo Cabredo; Leonardo Patara; Natan Silva; Geraldo Majela Furlani: Folha da Manhã, 1948; O Município de Casa Branca, 2003; IBGE; Cia. Mogiana: relatórios anuais, 1940-69; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht).
     

O último trem de passageiros em Casa Branca-nova, em 10/09/1997. Depois disso, o abandono. Foto Vanderlei A. Zago

Estação e plataforma (26/09/1998). Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 26/09/1998, já fechada. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 09/04/2000, já completamente abandonada e depredada. Foto Ralph M. Giesbrecht

Estação e plataforma (09/2001). Foto Rodrigo Cabredo

Estação e plataforma (09/2001). Foto Rodrigo Cabredo

A estação finalmente recuperada em 27/10/2007. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 08/2008. Foto Leonardo Patara

A estação em 08/2008. Foto Leonardo Patara

A estação em 26/8/2011. Foto Ralph M. Giesbrecht
   
     
Atualização: 13.10.2013
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.