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VXY Mogiana em MG
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(1948-1959)
Casa Branca-nova
Coronel Corrêa-nova
Brejão
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(1959-2003)
Casa Branca-nova
Coronel Corrêa-nova
Cel. José Egídio-nova
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Saída para o ramal de Baldeação (1959-1967): Baldeação
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Tronco CM-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2003
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Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1948-1971)
FEPASA (1971-1998)
CORONEL CORRÊA-NOVA
Município de Casa Branca, SP
Variante Lagoa-Tambaú - km 177,890   SP-1105
Altitude: -   Inauguração: 02.12.1948
Uso atual: abandonada (2014)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1948
 
 
HISTORICO DA LINHA: A variante construída pela Mogiana foi entregue parte entre 1948 e 1951, sendo terminada somente em 1959. Começando na estação de Lagoa Branca, ela seguiu a oeste do tronco original e atingiu Baldeação, deixando na primeira fase as estações de Cocais, Papagaios, Casa Branca, Briaréu e Cel. Correa fora dos trilhos. Por outro lado, criou na variante três estações novas, Joaquim Libânio, Casa Branca e Cel. Correa. Em 1959, foi a vez das estações de Brejão, Baldeação, Cel. J. Egidio e Tambaú ficarem fora da linha, que passou pelo norte da linha original e se ligou à estação de Faveiro, ainda na linha antiga. Baldeação, por sua vez, ficou ligada por um curto ramal à estação de Cel. Correa-nova, até 1967, quando esse ramal desapareceu de vez. Cel. J. Egidio e Tambaú ganharam versões novas na variante.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Coronel Correa-nova foi aberta em 1948, com o mesmo nome da antiga. A estação original havia recebido o nome do Barão do Rio Pardo. "O Coronel Antonio José Correa, 3.º Barão do Rio Pardo, nasceu em 12/06/1840 e faleceu em São Paulo em 05/10/1906. Foi deputado provincial e prefeito municipal de Casa Branca. Era filho do Capitão Prudente José Correa, conhecido por Prudente do Morro, e D. Maria Ipifânia do Rosário ou Constança Corrêa. O Capitão Prudente, pelo que sei, veio de Rio Pardo de Minas.Os pais de minha bisavó, Capitão Antonio José Correa de Carvalho e Da. Anna Umbelina do Sacramento, com certeza vieram de lá. Casou-se duas vezes o Barão: a primeira com Escolástica de Oliveira e a segunda com Amélia Umbelina Corrêa, sua prima-irmã. Minha avó paterna, Virgilina Corrêa de Andrade, que se casou com Benedicto Castilho de Andrade, era filha do segundo casamento" (Maria Cristina Castilho de Andrade, 12/2005). Em 1959, como consequência de outra mudança da linha, passou a sair desta estação o curto ramal de Baldeação, que dava acesso a essa estação - que até então fazia parte da linha-tronco - e que, por sua vez, se ligava com o ramal de Santa Veridiana, da Paulista. O ramal foi extinto em 1967. "Conheci esta estação ainda aberta com embarque de passageiros. Era muito pequenininha e tinha duas plataformas igualmente pequenas. Ao longe, via-se o prédio da estação velha numa estrada de terra, a uns mil metros. Ela tinha mais dois desvios. Uma vez, quando peguei o trem para Ribeirão, ele parou por uns 20 minutos na estação, para cruzar com um de carga que ia pra Campinas. Era um importante cruzamento, mas a estação ficava no meio do nada. Andei procurando uma foto de Coronel Corrêa, mas ainda não achei. Ela mostrava a estação, desde a ponta da plataforma, com o trem de passageiros parado nela. Nesse trecho também é possível ver ruínas de muitas casas de

ACIMA: Esquema do pátio de Coronel Corrêa-nova em novembro de 1968 (Clique sobre a figura para ter maiores informações) (Acervo Museu da Companhia Paulista, Jundiaí, SP - Reprodução Caio Bourg). ABAIXO: Na linha da variante (a de cima, no mapa) a localização da estação de Coronel Correa-nova. A estação velha ficava em algum ponto não assinalado na linha velha (a de baixo). A linha transversal (abandonada) é o ramal de Baldeação - CLIQUE SOBRE O MAPA PARA VER EM TAMANHO E ÁREA MAIORES (IBGE, anos 1970).
turma, como as da estação de Joaquim Libânio. Aliás, em Corrêa havia muitas delas, umas 4 ou 5 naquele estilo anos 1940, com entrada em arco, etc"
(Rodrigo Cabredo, 1999). "Ouvi muitas histórias. Uma delas é de Coronel Corrêa ser mal-assombrada. A estação nova fica junto às antigas casas da velha estação. Na década de 1950, segundo minha sogra, que era esposa de ferroviário e morou em Santos Dumont e São Simão, o chefe da estação de Coronel Corrêa, num belo dia, ali morreu de causas naturais. Ele era muito apegado à ferrovia e ao seu serviço. A partir desse dia, começou um comentário de que o local ficou mal

ACIMA: Cenas do abandono na estação de Coronel Corrêa-nova em 2014 (Fotoa Paulo Sergio Petiglio).
assombrado. O morto era visto ou ouvido por ali. Até aí, tudo bem, eis que o povo fala muito... O fato é que na década de 90 eu estava em mais uma de minhas viagens de trem, e ouvi em dos maquinistas contando uma história para outro. Apurei o meu ouvido e escutei (conversa alheia) o que tinha ocorrido uma semana antes. O primeiro teria saído de Tambaú levando um funcionário para substituir outro que estava trabalhando na estação em Coronel Corrêa. Chegando ao local, retirou o funcionário antigo e deixou o novo, voltando para Tambaú com sua locomotiva. Chegando lá, qual não foi a surpresa de ter encontrado o funcionário que ele havia deixado em Coronel Corrêa, "branco" e cansado, pois chegara antes do trem... Ele devia ter pegado carona e corrido bastante a pé! Perguntado por que ele não estava na estação, ele disse que assim que a locomotiva saiu, várias pedras, saídas do nada começaram a cair na estação... Ele disse que não voltaria para lá e realmente, nunca voltou, pois não houve ninguém que conseguisse convencê-lo do contrário. Disse ele que preferia ser mandado embora da Fepasa a voltar para Coronel Corrêa" (Edilson Palmieri, 02/2001)
. A estação estava, em 2014, totalmente abandonada e depredada; as casas de turma também, mas sobreviviam. Até árvores crescem por dentro de sua etrutura. Os desvios já foram retirados e os trens cargueiros, já então da Cia. Vale do Rio Doce - dona da FCA, concessionária da linha - passam direto sem parar. (ver também CORONEL CORRÊA)
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Maria Cristina Castilho de Andrade; Dimas Ornellas; Marcelo Tomaz; Rodrigo Cabredo; Edilson Palmieri; Paulo Sergio Petiglio; Nilson Rodrigues; Dirceu Baldo; Humberto Alvarenga Júnior; Maristela L. Paganini; Douglas Bulhões; Caio Bourg; Museu da Cia. Paulista, Jundiaí; Cia. Mogiana: relatórios anuais, 1940-69; IBGE; FEPASA: Relatório de Instalações Fixas, 1986; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação, sem data, mas provavelmente dos anos 60. Note que ela ainda possui as duas plataformas, sendo a outra para o ramal de Baldeação, que existiu entre 1959 e 1967. Foto Nilson Rodrigues

A estação em 1982. Foto Dirceu Baldo

Em 1986, a pequena estação de Coronel Corrêa-nova. Foto do relatório da Fepasa, 1986

Em 1991, ao fundo, à esquerda, a estação. Na linha, os desvios. Em volta, os canaviais. Foto Rodrigo Cabredo

A estação, sem data. Foto cedida por Antonio Carlos Belviso

A estação, em 10/1997. Ela teve um aumento na parte traseira, sobre a plataforma não mais utilizada. Foto Kelso Medici

A estação totalmente depredada em 25/10/2003. Ao fundo, uma casa de turma. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação totalmente depredada em 25/10/2003. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação muito mais depredada ainda em junho de 2009. Foto Humberto Alvarenga Júnior, Maristela L. Paganini e Douglas Bulhões

Abandonada e em ruinas em 1/2014. Foto Marcelo Tomaz
   
     
Atualização: 28.09.2015
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.