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Índice
de estações
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Acarape
Amaro Cavalcante
Antonio Diogo
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Linha-tronco - 1950
(Notar que o mapa tem linhas que não foram construídas,
a Crateus-Senador Pompeu e a que chegava de Macapá ao sul)
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E.
F. de Baturité (1896-1909)
Rede de Viação Cearense (1909-1975)
RFFSA (1975-1997) |
AMARO
CAVALCANTE (antiga ITAPAÍ)
Município
de Redenção, CE |
| Linha-tronco
- km 74,768 (1960) |
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CE-3179 |
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Inauguração: 20.09.1896 |
| Uso atual: n/d
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: n/d
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| HISTORICO
DA LINHA: A linha-tronco, ou linha Sul, da Rede de Viação
Cearense surgiu com a linha da Estrada de Ferro de Baturité,
aberta em seu primeiro trecho em 1872 a partir de Fortaleza e prolongada
nos anos seguintes. Quando a ferrovia estava na atual Acopiara, em
1909, a linha foi juntada com a E. F. de Sobral para se criar a Rede
de Viação Cearense, imediatamente arrendada à
South American Railway. Em 1915, a RVC passa à administração
federal. A linha chega ao seu ponto máximo em 1926, atingindo
a cidade do Crato, no sul do Ceará. Em 1957 passa a ser uma
das subsidiárias formadoras da RFFSA e em 1975 é absorvida
operacionalmente por esta. Em 1996 é arrendada juntamente com
a malha ferroviária do Nordeste à Cia. Ferroviária
do Nordeste (RFN). Trens de passageiros percorreram a linha Sul supostamente
até os anos 1980. |
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| A ESTAÇÃO:
A estação de Itapaí foi inaugurada em
1896, na subida da serra entre Fortaleza e Baturité.
Em 1922 era apenas uma parada. Nos anos 1940 seu nome foi alterado
para Amaro Cavalcante. "Poucas pessoas tomavam conhecimento
dos feitos desses bravos servidores públicos. Era seu costume, antes
da partida, em todas as viagens, vistoriar o trem, examinando as mangueiras
de freio a vácuo, os engates e o número de carros, aquilatando o peso
que sua locomotiva descolaria. E, naquela madrugadinha, avaliou que
teria sérios problemas na subida da serra do Itapaí, já que, dentre
os sete vagões da composição, dois eram muito pesados, os chamados
"carros verdes", feitos de laminados de aço e construídos aqui mesmo
no Ceará e lançados recentemente na ferrovia. Era o inverno de 1956
ou 57, não me lembro bem. E, por ser inverno, além dos trilhos ficarem
escorreguentos, os embuás, atraídos pelo clima frio, faziam verdadeiras
procissões quilométricas sobre o caminho de ferro e se constituíam
num verdadeiro problema na tração das rodas da máquina, que passavam
a deslizar e, às vezes, até mesmo parando o trem. Enquanto as estações
eram alcançadas rigorosamente no horário, ele, agarrado aos comandos
da "maria-fumaça", permanecia calado, ensimesmado, falando tão-somente
o necessário com o foguista, preocupado com os embuás na subida da
serra, bichinhos quase insignificantes, mas que interfeririam, com
certeza, na marcha do trem, conforme sua larga experiência. Na estação
de Amaro Cavalcante, a 500 metros do início da subida da serra,
ele teve um lampejo, a idéia clareou e o brilho dos seus olhs azuis
denunciou a solução. Consultou o foguista, que concordou imediatamente.
E, arrancando o trem da estaçãozinha, a potência da locomotiva nº
316 - uma alemã cargueira - logo se fez notar e, ao inserir-se o trem
na grande curva do pé da serra, conhecida das tripulações como o "velho
Tinoco", a velocidade já era espantosa. Os passageiros que olhavam
para a máquina, viam, abismados, um homem pendurado no limpa-trilhos,
uma mão agarrada à plataforma e a outra empunhando uma vassoura sobre
o trilho, espanando a procissão de embuás, deixando o caminho livre.
Era o foguista Moacir Maia. Enquanto isso, o maquinista, num esforço
desesperado, dava conta dos comandos e fazia o trabalho do foguista
ausente, empurrando lenha na grande fornalha - um sem número de vezes
- e acionando os monitores de água para a alimentação contínua da
caldeira, providências exigidas numa rampa como aquela, de nove quilômetros
de extensão. E a 316 puxava aquele trem pesado, serpenteando serra
acima, numa velocidade superior a 30Km por hora, numa disposição espantosa
para os trens da época. Vencida a serra, lá em cima, na estação de
Antônio Diogo, o Sr. João Martins, antigo chefe do depósito de locomotivas
de Quixeramobim, que viajava no carro-bagageiro, procurou saber quem
era o maquinista daquele trem e, ao ver Chico Velho, deu-lhe os parabéns,
dizendo-lhe que, em todos aqueles anos de sua vida ferroviária, nunca
tinha visto uma locomotiva subir a serra naquela velocidade. Eram
esses os heróis anônimos da ferrovia cearense daquela época, homens
simples, mas competentes, verdadeiros laboratórios em que amalgamavam
a humildade, a dedicação e, principalmente, a grande responsabilidade
que suas funções exigiam, encerrados nas cabines desconfortáveis de
suas máquinas, como os maquinistas e os foguistas; nas andanças constantes
e enfadonhas, pelos corredores dos vagões, como os condutores; agarrados
às rodas arcaicas dos freios manuais, como os guarda-freios; atentos,
debruçados sobre os aparelhos telegráficos, varando as noites mal
dormidas, como os agentes de estação; percorrendo a linha diariamente,
alta madrugada, vergado ao peso do saco de grampos e talas, o trabalhador
da turma da "conserva", em cujas mãos estava a segurança dos trens.
Poucas pessoas tomavam conhecimento dos feitos desses bravos servidores
públicos e certas proezas, como essa aqui relatada, rapidamente caía
no ostracismo em que eram mergulhados aqueles pobres heróis desconhecidos.
Francisco Antonio de Oliveira, o Chico Velho, aposentou-se em 1958,
depois de 42 anos de bons serviços prestados à estrada de ferro do
Ceará e morreu em 1988, aos 87 anos de idade. Moacir Maia, o outro
herói, ainda vive, morador aqui de Fortaleza. Esta e outras estórias
antigas da Rede de Viação Cearense, me foram contadas por ele, Chico
Velho, que era o meu pai" (José Weidson de Oliveira, ©
2002, Editora Verdes Mares. Diário do Nordeste - 18/04/2004. Enviado
por Clair de Melo Rodrigues). (Fontes: Enciclopédia
dos Municípios Brasileiros, vol. XVI, IBGE, 1959; Guia Geral
das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; José Weidson de Oliveira, ©
2002, Editora Verdes Mares. Diário do Nordeste - 18/04/2004; Revista
Ilustração Brasileira, "2145 Quilômetros
pelo Nordeste Brasileiro", 1922) |
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| Atualização:
07.12.2006
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