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Cia.
Mogiana de Estradas de Ferro (1964-1971)
FEPASA (1971-1998) |
EVANGELINA
(antiga E-4)
Município
de Ribeirão Preto, SP |
| variante
Bento Quirino-Entroncamento - km 288,101 |
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SP-0342 |
| SPM: km 14 (de
Ribeirão Preto) (1976) |
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Inauguração: 01.05.1964 |
| Uso atual: abandonada |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1964
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| HISTORICO
DA LINHA: Com obras que duraram quase dez anos, a Mogiana entregou
em 1964 esta variante que substituía a linha-tronco original no trecho
entre as estações de Bento Quirino e Alto, esta um pouco antes da
estação de Entroncamento, então a última do tronco original. Com a
retirada posterior dos trilhos, sete estações foram fechadas, uma
(a de Ribeirão Preto original) foi desativada três anos depois e outra
(Barracão) passou a servir o ramal de Sertãozinho. Por sua vez, cinco
estações novas foram criadas na variante, que opera até hoje e trasnportou
trens de passageiros até agosto de 1997. |
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A ESTAÇÃO:
A estação de Evangelina foi naugurada em 1964.
Inicialmente chamada de "E4", última da série de quatro estações
do trecho novo, acabou tomando, em 01/01/1967 (*RM-1967) o
nome de uma estação que havia sido desativada na mesma época, da E.
F. São Paulo-Minas, e que ficava próxima a esta. A partir de 1964,
com a modificação na linha, com a abertura da variante
da Mogiana, a São Paulo-Minas passou a sair de Ribeirão
da Mogiana, e seguir na mesma linha da Mogiana até Evangelina-nova.
A partir daí, as duas linhas se bifurcavam e passavam a correr
paralelas por quase 3 km, quando se separavam. Os trens da SPM vinham,
portanto, de Ribeirão e paravam em Evangelina-nova,
que, portanto, atendia às duas ferrovias. "Em Evangelina
há um conjunto de chácaras de um lado da linha (Itanhangá e Recreio
Internacional) e, do outro lado, existia uma fazenda de citrus que,
segundo informações recentes, está agora ocupada com cana. Com o crescimento
de Ribeirão, a região ficou bastante urbanizada, inclusive com a construção
de conjuntos habitacionais próximos. Quando eu conheci aquela área,
nos anos 80, era tudo

ACIMA: Esquema do pátio de Evangelina em novembro
de 1968 (Clique sobre a figura para ter maiores informações)
(Acervo Museu da Companhia Paulista, Jundiaí, SP - Reprodução
Caio Burghi).
mato, e a área urbana era bem longe, no bairro de Vila Abranches.
Depois descobri que Vila Abranches, originalmente, deveria ser o nome
da estação (que acabou tomando o mesmo nome da desativada Evangelina
da São Paulo-Minas). Da estação velha, a da São Paulo-Minas, desativada
em 1964, não restou nada, e, segundo o antigo chefe, plantaram laranja
por cima. Nunca vi nenhuma foto dela. Evangelina era a mãe do construtor
do ramal e este, por incrível que pareça, estava vivo em 1991! Evangelina
tinha, nessa época, cofres, staffs, móveis antigos, tudo vindo das
estações antigas da Mogiana. Tinha também um conjunto de casas de
funcionários e uma torre com caixa dágua da Mogiana, tudo no "estilo
Carvalho Pinto". No hall da estação, havia uma enorme placa com aquela
colméia no formato do Estado com uma abelhinha, escrito qualquer coisa
parecida com "São Paulo em ação". Era legal ficar lá na plataforma
e era gostoso ouvir o barulho do staff e os sinais que ele dava, avisando
que o trem já tinha deixado a estação próxima e estava a caminho.
Era legal girar o dínamo e falar com Cravinhos ou Ribeirão ou com
Biagípolis como há 60 anos atrás! Tinha o seletivo, que era um telefone
que falava com o pessoal do Movimento em Campinas. Por ali passava
o trem de passageiros para São Sebastião do Paraíso, que segundo um
antigo usuário era apelidado de "Goiaba" porque atravessava um grande
centro produtor desta fruta". (Depoimento, em fevereiro de 1999, de
Rodrigo Cabredo, que muitas vezes desceu nessa estação, em anos recentes,
antes de a mesma ser desativada para passageiros, em fins de 1997).
Em dezembro de 1999, a estação estava fechada, mas não abandonada:
alguém por ali cuidava dela, pois os antúrios de seus canteiros externos
estavam muito bem, e o saguão do prédio e sua plataforma, muito limpos.
Ela ficava exatamente atrás de um condomínio fechado, chamado Itanhangá,
e se chegava a ela por um estreito caminho de terra. Porém, em maio
de 2001, a estação era um espelho da tragédia que se tornaram as ferrovias
após a privatização: abandonada, depredada, levaram tudo o que nela
existia, inclusive portas e janelas. Evangelina não escapou
dos novos tempos de horror. CLIQUE
AQUI PARA VER O ÍNDICE DAS ESTAÇÕES DA SPM EM
VÁRIAS ÉPOCAS (Veja também EVANGELINA-VELHA) |
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Em 28/12/1999, a estação fechada de Evangelina.
Foto Ralph M. Giesbrecht |

Em 28/12/1999, a estação fechada de Evangelina.
Foto Ralph M. Giesbrecht |

Em 28/12/1999, a estação fechada de Evangelina.
Foto Ralph M. Giesbrecht |
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| Atualização:
08.02.2009
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