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VXY Mogiana em MG
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(1964-1979)
Evangelina
Ribeirão Preto-nova
Alto
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(1979-2001)
Evangelina
Ribeirão Preto-nova
Jardinópolis-nova
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Tronco CM-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2007
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Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1965-1971)
FEPASA (1971-1998)
Ferroban (1998-2002)
FCA (2002-2014)
RIBEIRÃO PRETO-NOVA
Município de Ribeirão Preto, SP
variante Bento Quirino-Entroncamento - km 296,905 (1986)   SP-2264
Altitude: -   Inauguração: 01.06.1965
Uso atual: estação da FCA (2014)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1965
 
 
HISTORICO DA LINHA: Com obras que duraram quase dez anos, a Mogiana entregou em 1964 esta variante que substituía a linha-tronco original no trecho entre as estações de Bento Quirino e Alto, esta um pouco antes da estação de Entroncamento, então a última do tronco original. Com a retirada posterior dos trilhos, sete estações foram fechadas, uma (a de Ribeirão Preto original) foi desativada três anos depois e outra (Barracão) passou a servir o ramal de Sertãozinho. Por sua vez, cinco estações novas foram criadas na variante, que opera até hoje e transportou trens de passageiros até agosto de 1997.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Ribeirão Preto-nova foi inaugurada em um ponto fora da cidade em 1965, mas está hoje dentro dela, que a envolveu. O projeto da estação foi de Osvaldo Arthur Bratke, que também projetou a estação nova de Uberlândia, entregue pouco mais tarde. O projeto, no entanto, era mais amplo; a Mogiana somente construiu a primeira etapa. A obra da estação começou em 15/12/1961, segundo nota do jornal Folha de S. Paulo de 16/12/1961. A estação foi entregue com atraso em relação à variante Bento Quirino-Entroncamento, aberta em dezembro de 1961 para cargueiros e em 01/06/1964 para trens de passageiros: como não estava pronta ainda, o trem seguia por uma linha improvisada (alça) até a estação velha, seguindo dali pela linha
Em 1960, o arquiteto Osvaldo Bratke foi escolhido pela Cia. Mogiana para construir as estações de Ribeirão Preto e de Uberlândias novas, além de promover a reforma de outras estações. Considerando a tradição de que as estações ferroviárias eram polos de surgimento de aglomerados de comércio e de serviços próximas a ela, Bratke reconhecia a situação urbanística privilegiada das estações ferroviárias, que valorizavam terrenos próximos. Como este era um processo demorado, ele sugeriu então que seria mais conveniente prever este comércio dentro das próprias instalações ferroviárias, à maneira de um shopping-center dos anos 1960, administrados por terceiros, servindo isto como uma alternativa de retorno do investimento na construção da estação. Numa segunda fase após a construção e entrega da estação em si, as construções teriam uma segunda e terceira fase, nunca implantadas, de apoio ao passageiro e de instalação de comércio e serviços voltados ao novo bairro que se formaria. Por isso a forma pela qual foi construída a estação. Desnecessário também é dizer que as duas fases finais jamais foram feitas, provavelmente por que já era uma época de decadência do serviço ferroviário, de passageiros, principalmente (Fonte: Estudo sobre Osvaldo Bratke, sem data). VEJA PLANTA BÁSICA DAS ESTAÇÕES DE RIBEIRÃO PRETO E DE UBERLÂNDIA (NOVAS)
antiga. Pouco mais de um ano depois, em 01/06/1965, os trens de passageiros passaram a parar na nova estação, e a antiga foi definitivamente desativada. As linhas que se entroncavam na estação antiga de Ribeirão (a São Paulo-Minas e o ramal de Guatapará, antigo ramal de Jataí) passaram a sair, o primeiro de Evangelina, uma estação construída para isto, na linha nova, e o segundo, de Barracão. Por sua vez, a estação nova de Ribeirão Preto passou a ser o
ponto de saída do ramal de Sertãozinho, que antes saía da estação de Barracão. Recebeu passageiros até 11 de agosto de 1997, quando estes trens foram suprimidos. Anualmente se realiza ali a reunião dos ferromodelistas, promovida pela Frateschi. É uma
das poucas estações que atualmente ainda estão abertas. "No início de 1968, eu e meus pais fomos de trem para São Paulo, e morávamos perto da estação de Ribeirão-velha; ela tinha acabado de serdemolida, e no fim do pátio havia uma casinha que

ACIMA: Na plataforma da estação de Ribeirão Preto-nova, o trem Bandeirante, seguindo de Campinas para Brasília, em agosto de 1990 (Foto Luiz Moraes).

ACIMA: O enorme pátio de Ribeirão Preto-nova. A estação está junto à grande árvore (CLIQUE SOBRE A FOTO PARA VÊ-LA MAIOR) (Foto Hermes Y. Hinuy, 7/4/2009).
sobrou: ali ficou sendo o local de embarque. Uma composição com uma diesel e dois ou três carros levaram a gente pela alça de ligação até Ribeirão-nova: aí embarcamos numa litorina que seguria para a Capital logo depois" (Dirceu Baldo, 08/2002). Em agosto de 2004, na exposição de erreomodelismo anual da Frateschi, a estação ainda estava sendo utilizada como escritórios da FCA e depósito de locomotivas. (VEJA TAMBÉM RIBEIRÃO PRETO-VELHA)
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Rafael Correia; José David de Castro; Marlus Cintra; Dirceu Baldo; Luiz Moraes; Hermes Y. Hinuy; __: Estudo sobre Osvaldo Bratke, sem data; Folha de S. Paulo, 1961; Cia. Mogiana: Relatórios anuais, 1940-69; Relatório de Instalaçoes Fixas, Fepasa, 1986; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação em 1985. Foto de livro sobre a cidade

Trem de passageiros da Fepasa na plataforma de Ribeirão-nova, em 1993. Foto Rafael Correia

A estação em 29/12/1999. Foto Ralph M. Giesbrecht

A plataforma da estação, com uma U-20C, em 2000. Foto José David de Castro

A estação em 23/08/2003. Foto Marlus Cintra
 
     
Atualização: 16.01.2014
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.