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Cia.
Mogiana de Estradas de Ferro (1965-1971)
FEPASA (1971-1998)
Ferroban (1998-2002)
FCA (2002-2009) |
RIBEIRÃO
PRETO-NOVA
Município
de Ribeirão Preto, SP |
| variante
Bento Quirino-Entroncamento - km 296,905 (1986) |
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SP-2264 |
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Inauguração: 01.06.1965 |
| Uso atual: estação |
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com
trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1965
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| HISTORICO
DA LINHA: Com obras que duraram quase dez anos, a Mogiana entregou
em 1964 esta variante que substituía a linha-tronco original no trecho
entre as estações de Bento Quirino e Alto, esta um pouco antes da
estação de Entroncamento, então a última do tronco original. Com a
retirada posterior dos trilhos, sete estações foram fechadas, uma
(a de Ribeirão Preto original) foi desativada três anos depois e outra
(Barracão) passou a servir o ramal de Sertãozinho. Por sua vez, cinco
estações novas foram criadas na variante, que opera até hoje e trasnportou
trens de passageiros até agosto de 1997. |
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A ESTAÇÃO:
A estação de Ribeirão Preto-nova foi inaugurada
em um ponto fora da cidade em 1965, mas está hoje dentro dela, que
a envolveu. O projeto da estação foi de Osvaldo Arthur
Bratke, que também projetou a estação nova
de Uberlândia, entregue pouco mais tarde. O projeto,
no entanto, era mais amplo; a Mogiana somente construiu a primeira
etapa. A estação foi entregue com atraso em relação
à variante Bento Quirino-Entroncamento, aberta em dezembro
de 1961 para cargueiros e em 01/06/1964 para trens de passageiros:
como não estava pronta ainda, o trem seguia por uma linha improvisada
(alça) até a estação velha, seguindo dali
pela linha antiga. Pouco mais de um
| Em 1960, o arquiteto Osvaldo
Bratke foi escolhido pela Cia. Mogiana para construir as estações
de Ribeirão Preto e de Uberlândias novas, além
de promover a reforma de outras estações. Considerando
a tradição de que as estações ferroviárias
eram polos de surgimento de aglomerados de comércio e
de serviços próximas a ela, Bratke reconhecia
a situação urbanística privilegiada das
estações ferroviárias, que valorizavam
terrenos próximos. Como este era um processo demorado,
ele sugeriu então que seria mais conveniente prever este
comércio dentro das próprias instalações
ferroviárias, à maneira de um shopping-center
dos anos 1960, administrados por terceiros, servindo isto como
uma alternativa de retorno do investimento na construção
da estação. Numa segunda fase após a construção
e entrega da estação em si, as construções
teriam uma segunda e terceira fase, nunca implantadas, de apoio
ao passageiro e de instalação de comércio
e serviços voltados ao novo bairro que se formaria. Por
isso a forma pela qual foi construída a estação.
Desnecessário também é dizer que as duas
fases finais jamais foram feitas, provavelmente por que já
era uma época de decadência do serviço ferroviário,
de passageiros, principalmente (Fonte: Estudo sobre Osvaldo
Bratke, sem data). VEJA
PLANTA BÁSICA DAS ESTAÇÕES DE RIBEIRÃO
PRETO E DE UBERLÂNDIA (NOVAS) |
ano depois, em 01/06/1965,
os trens de passageiros passaram a parar na nova estação,
e a antiga foi definitivamente desativada. As linhas que se
entroncavam na estação antiga de Ribeirão (a São
Paulo-Minas e o ramal de Guatapará, antigo ramal
de Jataí) passaram a sair, o primeiro de Evangelina,
uma estação construída para isto, na linha nova, e o segundo,
de Barracão. Por sua vez, a estação nova de Ribeirão
Preto passou a ser o
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ponto de saída do ramal de Sertãozinho,
que antes saía da estação de Barracão. Recebeu passageiros
até 11 de agosto de 1997, quando estes trens foram suprimidos. Anualmente
se realiza ali a reunião dos ferromodelistas, promovida pela Frateschi.
É uma
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das poucas estações que atualmente
ainda estão abertas. "No início de 1968, eu
e meus pais fomos de trem para São Paulo, e morávamos
perto da estação
de Ribeirão-velha; ela tinha acabado de
serdemolida, e no fim do pátio
havia uma casinha que
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ACIMA: Na plataforma da estação
de Ribeirão Preo-nova, o trem Bandeirante, seguindo de
Campinas para Brasília, em agosto de 1990 (Foto Luiz
Moraes). |
ACIMA: O enorme pátio de Ribeirão
Preto-nova. A estação está junto à
grande árvore (CLIQUE SOBRE A FOTO PARA VÊ-LA MAIOR)
(Foto Hermes Y. Hinuy, 7/4/2009). |
sobrou: ali ficou sendo
o local de embarque. Uma composição com uma
diesel e dois ou três carros levaram a gente pela alça
de ligação até Ribeirão-nova:
aí embarcamos numa litorina que seguria para a Capital
logo depois" (Dirceu Baldo,
08/2002). Em agosto de 2004, na exposição
de erreomodelismo anual da Frateschi, a estação
ainda estava sendo utilizada como escritórios da FCA
e depósito de locomotivas. (VEJA TAMBÉM
RIBEIRÃO PRETO-VELHA)
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(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Rafael
Correia; José David de Castro, 2000; Marlus Cintra, 2003; Dirceu
Baldo, 2002; Luiz Moraes; Hermes Y. Hinuy, 2009;
_: Estudo sobre Osvaldo Bratke, sem data; Relatórios oficiais
da Mogiana, 1940-1969; Relatório de Instalaçoes Fixas,
Fepasa, 1986; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht) |
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A estação em 1985. Foto de livro sobre a cidade |

Trem de passageiros da Fepasa na plataforma de Ribeirão-nova,
em 1993. Foto Rafael Correia |

A estação em 29/12/1999. Foto Ralph M. Giesbrecht |

A plataforma da estação, com uma U-20C, em 2000.
Foto José David de Castro |

A estação em 23/08/2003. Foto Marlus Cintra |
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| Atualização:
14.04.2009
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