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E. F. Central do
Brasil (1891-1975)
RFFSA (1975-1996) |
SABARÁ
Município de Sabará, MG |
| Linha do Centro - km 582,633 (1928) |
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MG-0512 |
| Altitude: 704 m |
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Inauguração: 13.02.1891 |
| Uso atual: abandonada (2009) |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: anos 1970 |
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| HISTORICO DA LINHA: Primeira
linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889
passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de
todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação
Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando
Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais,
atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco
e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura
Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram
Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali constrruída
foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro
lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro
acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto
foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando
o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final
se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até
Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste
Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam
os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo
Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os
respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém,
havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro
Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio.
Entre Japeri e Barra Mansa havia o "Barrinha", até 1996, e finalmente,
entre Montes Claros e Monte Azul esses trens sobreviveram até 1996,
restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira
ainda existe... para trens cargueiros. |
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A ESTAÇÃO: A estação
de Sabará foi inaugurada em 1890.
Em 1898, construiu-se o depósito de locomotivas da estação
(Memória Histórica da EFCB, 1908, p. 478).
Dali saía o ramal de Nova Era, que ligava a EFCB à
linha da E. F. Vitória-Minas. Tanto a saída do ramal
como o pátio da estação de Sabará
sofreram tantas modificações nos traçados e prédios,
que hoje o pátio original da estação está
completamente modificado.
A estação original foi demolida nos anos 1970, e num
local diferente do pátio foi erigida a estação
atual, estilo RFFSA e bem feiosa.
A estação estava abandonada em 2009. Ela se situava
logo após a ponte sobre o rio que cruza a cidade e, entre a
estação e a ponte, saía o antigo ramal de
Nova Era. Junto a ela ficavam os galpões do antigo depósito
de locomotivas e oficinas de material da via permanente.
Como o ramal já foi desativado há algum tempo, com a
construção de outra linha moderna que serve hoje aos
trens da EFVM, esse trecho inicial do ramal passou a servir como acesso
à Belgo-mineira. "Hoje, nem isso, essa linha está abandonada
à mercê dos larápios de trilhos. A Belgo está recebendo e despachando
carga via carreta. No sentido de Itabirito já roubaram km e mais km
de trilhos" (Pedro Paulo Resende, julho de 2005).
"Enquanto isto, os ônibus que vão para Belo Horizonte
estão em mau estado e sempre superlotados" (Roberto Fonseca
Dias, 06/2006).
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AO LADO: Acidente
próximo à estação de Sabará,
em 1938 (O Estado de S. Paulo, 7/10/1938).
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AO LADO: Mais dois
acidentes em Sabará em 1938 com apenas três dias
de diferença próximo à estação
de Sabará, em 1938 (O Estado de S. Paulo, 24 e 27/10/1938).
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ACIMA: Em 1964, a linha do Centro chegava
do sul a Sabará costeando o rio das Velhas e seguia para noroeste
acompanhando o mesmo rio; próximo à foz do rio Sabará,
estava a estação ferroviária. Dela, saía
a linha do ramal de Nova Era, que cruzava o rio Sabará e passava
a acompanhá-lo para leste pela margem sul (extraído
do livro Passeio a Sabará, Lúcia Machado de Almeida,
Livraria Martins Editora, 1964). ABAIXO: (esquerda) Saída
da linha do ramal de Nova Era por sobre a ponte sobre o rio Sabará,
em 2005 (Foto Pedro Paulo Resende, 2005); (direita) A mesma
saída, mostrando de frente a ponte. Essas linhas hoje estão
ambas abandonadas - a do ramal de Nova Era foi erradicada a partir
da hora (1990) que a Vale do Rio Doce abriu a variante de Capitão
Eduardo, dando um novo acesso a Ipatinga mais ao norte sem passar
por Sabará. O trecho inicial que aparece na cidade foi mantido
por mais ou menos 2 km para atender a Belgo-Mineira (Foto Roberto
Fonseca Dias, 2006).


ACIMA: "Passamos por Sabará e tivemos
a surpresa de ver que a prefeitura está restaurando a complexo da
antiga Oficina da EFCB. O telhado já foi recomposto e os prédios estão
em fase de pintura. Não soubemos o destino que a prefeitura dará a
eles, mas seja o que for trata-se de uma atitude elogiável. Anos atrás
vi esses prédios sendo destruídos. Só restaram as paredes. Agora eles
parecem renascer das cinzas dos incêndios criminosos que ali se praticaram
ao longo dos anos" (Texto e foto Pedro Paulo Rezende, 10/2009).
(Fontes: José E. Buzelin; Otto Triebe; Alberto
Del Bianco; Pedro Paulo Resende; Roberto Fonseca Dias; O Estado de
S. Paulo, 1938; Lúcia Machado de Almeida: Passeio a Sabará,
Livraria Martins Editora, 1964; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras
de Comunicações, 1928; ____: Leituras da Historia, nr
11, Ed. Escala, 2008) |
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A estação original de Sabará, em 1930.
Revista Leituras da Historia, nr 11, Editora Escala,
2008 |

Estação antiga de Sabará, talvez anos 1940.
Cessão Otto Triebe |

A estação em 1990. Foto Alberto del Bianco |

Vista de cima, o abandono da estação é
flagrante. Ao fundo, a ponte sobre o rio. Foto Pedro Paulo Resende,
07/2005 |
A estação em 2006. Foto Roberto Fonseca Dias |
A estação em 05/2009. Foto Alexandre Almeida |
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| Atualização:
30.04.2017
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