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E. F. Central do
Brasil (1905-1965)
E. F. Leopoldina (1965-1975)
RFFSA (1975-1996) |
ALFREDO
MAIA (antiga INICIAL)
Município do Rio de Janeiro, RJ |
| Linha Auxiliar - km 19,521 (1928) |
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RJ-1279 |
| Altitude: 2 m |
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Inauguração: 10.05.1905 |
| Uso atual: demolida |
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com trilhos |
| Data de construção do
prédio atual: 1925 |
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| HISTORICO DA LINHA: A
chamada Linha Auxiliar foi construída pela E. F. Melhoramentos a partir
de 1892 e em 1898 foi entregue o trecho entre Mangueira (onde essa
linha e a do Centro se separam) e Entre Rios (Três Rios). O traçado
da serra, construído em livre aderência e com poucos túneis, foi projetado
por Paulo de Frontin, um dos incorporadores da estrada. Em 1903, a
E. F. Melhoramentos foi incorporada à E. F. Central do Brasil e passou
a se chamar Linha Auxiliar. Ferrovias foram incorporadas a ela, assim
como ramais construídos, dando origem à Rede de Viação Fluminense,
que tinha como tronco a Linha Auxiliar, sendo tudo gerido pela Central.
Na mesma época, o ramal de Porto Novo, que saía de Entre Rios, teve
a sua bitola estreitada para métrica e tornou-se a continuação da
Linha Auxiliar até Porto Novo, onde se entroncava com a Leopoldina.
No final dos anos 1950, este antigo ramal foi incorporado à E. F.
Leopoldina e a Linha Auxiliar passou a terminar de novo em Três Rios,
onde havia baldeação. A linha, entre o início e a estação de Japeri,
onde se encontra com a Linha do Centro pela primeira vez, transformou-se
em linha de trens de subúrbios, que operam até hoje; da mesma forma,
a linha se confunde com a Linha do Centro entre as estações de Paraíba
do Sul e Três Rios, onde, devido à diferença de bitolas entre as duas
redes, existe bitola mista. Nos anos 1960, toda a linha passou para
a Leopoldina. A linha da Auxiliar teve o traçado alterado nos
anos 1970 quando boa parte dela foi usada para a linha cargueira Japeri-Arará,
entre Costa Barros e Japeri, ativa até hoje, bem como para
trens metropolitanos entre o Centro e Costa Barros. Entre Japeri e
Três Rios, entretanto, a linha está abandonada já desde
1996. |
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A ESTAÇÃO: "A
linha-tronco da Auxiliar começa na rua Figueira de Mello e
junto à estação Lauro Muller, da linha de bitola
larga. A sua primeira estação chama-se Alfredo Maia"
(Max Vasconcellos, 1928). A estação foi aberta
em 1905, com o nome de Estação Inicial.
Mais tarde ganhou o nome de que homenageava o engenheiro Alfredo
Eugênio de Andrade Maia, ministro da Viação
entre 1900 e 1902 e diretor superintendente da E. F.
Sorocabana e responsável pela ligação do
ramal de Itararé, desta última,
com as linhas da E. F. São Paulo-Rio Grande, que ocorreu em
1909. Na verdade,
há algumas indicações que as estações
Inicial e Alfredo Maia seriam estações
diferentes, tendo a primeira dado lugar à segunda. A data de
1905 é da Inicial. Há uma notícia publicada
no jornal "O Estado de S. Paulo"
de 23/12/1906, que diz que "na próxima quarta-feira
(ou seja, dia 26/12/1906) será inaugurada, na linha
Auxiliar da Central do Brasil, a estação Alfredo Maia,
estabelecida na Praia Formosa".
Entre 1923 e 1925, a estação passou por uma grande reforma,
quando da implantação da linha dupla da Auxiliar
no seu primeiro trecho até a estação de São
Matheus, com 27 km, estação esta que passou a se
chamar Galdino Rocha homenageando o responsável pela
direção deste empreendimento.
Durante parte dos anos 1930, a estação também
passou a servir os trens de bitola larga de passageiros de longa distância
da Central, enquanto se construía a nova estação
de D. Pedro II.
Nos anos 1960, a estação foi desativada, passando os
trens a saírem da estação de Barão
de Mauá, da Leopoldina, na mesma época em que esta
assumiu o controle da Linha Auxiliar. A estação
de Alfredo Maia passou então a ser um depósito
de material rodante, que mais tarde se tornou um cemitério
de sucata ferroviária.
A estação propriamente dita foi demolida, sobrando já
em 2003 somente alguns galpões em petição de
miséria. "A estação de Alfredo Maia foi demolida durante
os anos 1960 ou início dos 1970. Ela era vizinha de fundos da estação
Barão de Mauá, da Leopoldina, só que com acesso pela praça da Bandeira.
Ao fundo desta, podia-se ver a localização da estação Alfredo Maia,
a estação de passageiros, a de cargas, e o depósito de locomotivas.
Todo esse local foi transformado num pequeno abrigo de TUEs, que operavam
a partir de Barão de Mauá, e hoje, apesar de também não haver mais
operação de trens nesta última, as instalações deste abrigo ainda
estão de pé. A linha da Auxiliar corria paralela à da Leopoldina,
até a estação São Cristóvão, onde se juntavam à linha da Central.
Mais à frente, próximo ao morro da Mangueira, ambas seguiam até Triagem,
de onde seguiam seus caminhos separados. Nos anos 1960, iniciou-se
a modificação das bitolas da Auxiliar e Leopoldina para 1,60m, eletrificadas,
sendo suprimida a operação das locomotivas a vapor nessas linhas de
subúrbio, e por conseqüência, da estação Alfredo Maia. Na linha Auxiliar
foi inicialmente mantida a bitola mista para a operação de trens cargueiros.
A linha Auxiliar seguia um traçado mais ou menos paralelo ao da Central
através dos subúrbios, até se encontrarem em Japeri.
De lá, ela seguia por um vale vizinho ao da Central, subindo a serra
a partir de Conrado, atingindo o alto da serra em Governador Portela.
Daí seguia por Miguel Pereira, Paty do Alferes, Avelar e Paraíba do
Sul. Durante a reorganização realizada pela Rede a partir de 1957,
e com a supressão das linhas de Nova Friburgo e Petrópolis, esta linha
passou a ser operada pela Leopoldina. Todo este trecho foi abandonado
pela FCA em 1995 ou 96, sendo que aparentemente não existe nenhuma
intenção de reativá-lo. As instalações de oficinas de Governador
Portela foram demolidas no começo de 2002, e a depredação em todo
o trecho é bem visível" (relato de Juan e Christoffer
Ray, 2002).
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1924
AO LADO: O movimento de bilhetes (passagens para os trens)
na estação de Alfredo Maia em 1928 (O Estado
de S. Paulo, 28/5/1924).
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1928
AO LADO: O movimento de bilhetes (passagens para os trens)
na estação de Alfredo Maia em 1928 (Folha da
Manhã, 28/3/1928)
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ACIMA: Alfredo Maia - provav. anos 1920.
1936
AO LADO: Durante os anos 1930, a estação
substituiu a Dom Pedro II para saída dos trens de bitola
larga devido às obras da nova estação
(Jornal do Brasil, 8/12/1936).
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1938
AO LADO: Acidente na estação de Alfredo
Maia em 1938 (O Estado de S. Paulo, 26/10/1938)
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ACIMA: A estação em 1918 (A Rua,
9/6/1918).

ACIMA: Na estação de Alfredo
Maia, o carro-administração da Central sai com o Engenheiro
Carvalho Araújo para inaugurar a linha duplicada até
Honório Gurgel na Auxiliar (O Malho, 23/8/1924). ABAIXO:
Em 2010, carros ferroviários em Alfredo Maia somente existiam
em forma de sucata (Foto Antonio Pastori).
(Fontes:
Benício Guimarães; Anderson Silva; Antonio Pastori;
Juan __; Christoffer Ray; A Rua, 1918; O Estado de S. Paulo, 23/12/1906,
1924 e 1938; EFCB: Relatório anual, 1925; Folha da Manhã,
1928; O Malho, 1924; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação,
1928; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo
R. M. Giesbrecht) |
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Pátio de Alfredo Maia em 1908. Foto cedida por Christoffer
Ray |

Pátio de Alfredo Maia em 1908. Foto cedida por Christoffer
Ray |

O pátio da estação em 1925, depois da reforma.
Foto do relatório da EFCB de 1925. |
Oficinas de Alfredo Maia, anos 1990. Foto Benício Guimarães |

As oficinas em 1998. Foto Benício Guimarães |

Casa ferroviária que restou em Alfredo Maia. Foto Anderson,
03/2007 |

Casa ferroviária que restou em Alfredo Maia. Foto Anderson,
03/2007 |

Este portão era a saída dos passageiros da estação.
Por sobre ela, está o elevado das linhas para a Central, construído
em 1906. Daqui sai o acesso para a Praça da Bandeira. |

Plataforma da estação em 2010. Foto Antonio Pastori |

A estação em 2010. Logo depois foi demolida. Foto
Antonio Pastori |
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| Atualização:
23.10.2017
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