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VXY Mogiana em MG
Indice de estações
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Praça da Bandeira
São Cristóvão
Quinta
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: 2008
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E. F. Dom Pedro II (1858-1889)
E. F. Central do Brasil (1889-1975)
RFFSA (1975-1996)
Supervias (1996-2013)
SÃO CRISTÓVÃO
Município de Rio de Janeiro, RJ
Linha do Centro - km 3,460 (1928)   RJ-1230
Altitude: 4 m   Inauguração: 1858
Uso atual: estação   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: Primeira linha a ser construída pela E. F. Dom Pedro II, que a partir de 1889 passou a se chamar E. F. Central do Brasil, era a espinha dorsal de todo o seu sistema. O primeiro trecho foi entregue em 1858, da estação Dom Pedro II até Belém (Japeri) e daí subiu a serra das Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864. Daqui a linha seguiria para Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção era atingir o rio São Francisco e dali partir para Belém do Pará. Depois de passar a leste da futura Belo Horizonte, atingindo Pedro Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram Pirapora, às margens do São Francisco, em 1910. A ponte ali constrruída foi pouco usada: a estação de Independência, aberta em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada por pouco tempo. A própria linha do Centro acabou mudando de direção: entre 1914 e 1926, da estação de Corinto foi construído um ramal para Montes Claros que acabou se tornando o final da linha principal, fazendo com que o antigo trecho final se tornasse o ramal de Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até Monte Azul, final da linha onde havia a ligação com a V. F. Leste Brasileiro que levava o trem até Salvador. Pela linha do Centro passavam os trens para São Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim Murtinho, estações onde tomavam os respectivos ramais para essas cidades. Antes desta última, porém, havia mudança de bitola, de 1m60 para métrica, na estação de Conselheiro Lafayete. Na baixada fluminense andam até hoje os trens de subúrbio. Entre Japeri e Barra do Piraí havia o "Barrinha", até 1996, e finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul os trens de passageiros sobreviveram até 1996, restos do antigo trem que ia para a Bahia. Em resumo, a linha inteira ainda existe... para trens cargueiros.
 
A ESTAÇÃO: A estação de São Cristóvão foi inaugurada em 1858. "Tomei um café, ajeitei a mochila e, me sentindo o mais equipado

ACIMA e ABAIXO: Visita do Presidente Rodrigues Alves à estação de São Cristovão em 1906 (Revista da Semana, 25/11/1906).


ACIMA: Estação de São Cristovão, 1950 (A Cigarra, abril de 1950).
"Impressionante é a foto da estação de São Cristóvão. Ela mostra claramente o desrespeito ao passageiro e a falta de conforto. São Cristóvão é a única estação de todo o sistema onde há conexão entre as três linhas de trens: Leopoldina, Auxiliar e Central do Brasil. Isto é, onde é possível sair de uma linha e pegar outra. Reparem na foto (ao lado): os passageiros precisam subir e descer escadas fixas com altura equivalente a 3 andares! Não há escadas rolantes, não há elevador, não há sequer telhadinho que evite a chuva e o sol. No ano de 2009, em uma das mais importantes cidades mundiais, é possível uma situação como essa? Sim, não apenas ocorre em São Cristóvão, como em quase todas as demais estações do sistema operado pela Supervia. É por essas e por outras que, com o abandono da Zona Norte, o Rio se encontra em uma encruzilhada: ou recupera os seus subúrbios, onde moram milhões de cariocas, ou pode dar adeus a um futuro de qualidade" (Fora da Linha e Sem Rumo, Dimmi Amora, O Globo, 21/5/2009).

ACIMA: Estação de São Cristóvão, baldeação de 3 linhas (Foto Paulo Jacob, 15/4/2009).
dos seres humanos, fui até a estação de São Cristóvão. Embarquei num trem rumo a Japeri mais ou menos as 6 da tarde. A essa hora o trem vinha lotado. Os camelôs, muitos, vendendo seus cacarecos no grito, passavam de um lado a outro apressados. Um senhor sentado a minha frente comia biscoito de polvilho. Os farelos íam caindo pelo peito, sendo cuidadosamente limpos com uma pequena toalha por uma senhora que o acompanhava.
Chegando na estação de Engenho de Dentro, o trem parou" (Carlos Latuff, 24/08/2003).
(Fontes: Carlos Latuff, 2003; Jorge A. Ferreira Jr.; Newton Carneiro; Paulo Jacob; Revista da Semana, 1906; Dimmi Amora: Fora da Linha e Sem Rumo, O Globo, 2009; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Esta teria sido a estação de São Cristóvão no início do século XX. Autor desconhecido

A estação em 1906. Revista da Semana, 25/11/1906

A estação em 2001. Foto Jorge Ferreira

Estação de São Cristóvão, em 2002. Foto Carlos Latuff

Trem da Supervias parado na estação de São Cristóvão. Foto de Newton Carneiro em 05/2005

À direita, a estação de São Cristóvão. À esquerda, para cá do muro, o metrô carioca. Foto de Newton Carneiro em 05/2005

A estação de São Cristóvão. Foto de Newton Carneiro em 05/2005

Estação de São Cristóvão em 4/2010 com trem da Supervia. Foto Jorge A. Ferreira Jr.
 
     
Atualização: 10.11.2013
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.